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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

03/04/2018 19:42

Vítima de capotagem de ambulância morre 11 dias após acidente

Felipe Medina, de 74 anos, tinha um aneurisma cerebral e estava a caminho do hospital no dia do acidente.

Adriano Fernandes
De acordo com a PM, o condutor da viatura tentou controlar o veículo por aproximadamente 20 metros, mas não conseguiu evitar a capotagem. (Foto: Leonardo Rocha) De acordo com a PM, o condutor da viatura tentou controlar o veículo por aproximadamente 20 metros, mas não conseguiu evitar a capotagem. (Foto: Leonardo Rocha)

“Tristeza, angustia e indignação”. O misto de sentimentos da professora Katiuscia Medina, de 40 anos, veio à tona após a morte do pai, Felipe Medina, de 74 anos, nesta terça-feira (03). Onze dias depois que a ambulância do Corpo de Bombeiros em que ele era transportado para o hospital, capotou, depois de ser atingido por um Kia Cadenza no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Antônio Teodorowich, no bairro Carandá Bosque.

Segundo a professora, o estado de saúde do pai que já era delicado, se agravou depois do acidente. “Desde então não temos mais informações da polícia ou do próprio condutor. Se ele ao menos foi punido de alguma forma. É como se o que aconteceu não significasse nada”, critica.

No dia do acidente o idoso era transportado para o Hospital da Cassems, acompanhado por Katiuscia. Felipe que também tinha um aneurisma cerebral, teve escoriações na cabeça e braços, no acidente.

“Depois ele ficou internado, foi transferido para o EL Kadri e só teve alta na sexta-feira (30) passada. Mas no sábado, tivemos que retornar com ele para a clínica”, conta. O idoso tinha acompanhamento médico diário contra a febre alta, dores no estômago e um grave quadro de infecção urinária.

“Mesmo quadro em que ele estava no dia do acidente. Ele tomava remédio a base de morfina por causa das fortes dores e teve de fazer hemodiálise porque os rins não funcionavam mais. Além de ter sido intubado nos últimos dias”, diz.

Felipe morreu hoje depois de uma infecção generalizada. “Mas todo esse quadro foi agravado pelo acidente”, aponta. A família registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e aguarda um posicionamento da polícia.

O acidente – A ambulância seguia no sentido Centro/Bairro, rumo ao hospital da Cassems quando foi atingido pelo condutor do outro veículo no semáforo. O jovem identificado apenas como Bruno afirmou não ter escutado os sinais sonoros da ambulância e garantiu que o semáforo estava aberto para ele, que cruzava a avenida Mato Grosso.

De acordo com a Polícia Militar, porém, o semáforo estava verde para a viatura dos bombeiros. “O sinal estava aberto para ambulância e como o motorista do veículo não ouviu porque o som do carro estava muito alto, acabou provocando a colisão”, afirmou a tenente Janaine Penteado.
Além do idoso, Katiuscia também sofreu ferimentos leves.

Um militar, identificado como Paulo Mateus de Souza, que prestava assistência à vítima no interior do veículo, precisou ser socorrido com dores na costela para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino.

Ainda de acordo com a PM, o condutor da viatura tentou controlar o veículo por aproximadamente 20 metros, mas não conseguiu evitar a capotagem. Bruno sofreu apenas ferimentos no pulso.



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