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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

07/11/2015 08:52

“Entre o sono e o sonho”

Por Rosildo Barcellos (*)

Inglaterra...foi lá que a ideia floresceu, em material impresso datado de 1907 com Willian Willet que fazia movimentações sociais para a redução do consumo de luz “artificial” - wast of daylight, propondo avançar 20 minutos no mês de abril e reduzindo a mesma quantia, em setembro. Mas o primeiro país a utilizar este expediente foi a Alemanha em 1916 – chegando a época da guerra. Atualmente, por exemplo, em Portugal, a hora legal mudou 31 de março e retorna em 27 de outubro; nos moldes de uma hora de adiantamento. No Brasil o horário de verão 2014 está em vigorando.

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Mas de tudo isto o importante são os números e as estatísticas. A economia gerada em 2012 foi de 4,5% no período de pico, nos estados aonde foi adotado.Em 2013 nada diferente.Em 2014 criada a bandeira vermelha (acréscimo de taxa extra na na conta de energia elétrica). A cor da bandeira é impressa nos boletos das contas de luz e sinaliza o real custo de produção da energia no país. Se a cor é verde, a situação está normal e não há cobrança de taxa. Amarela, cobra-se R$ 2,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. Desde o início do ano é a bandeira vermelha – com cobrança maior – que vigora no país. Para 2015, com estas ondas de calor, os olhos estão tanto para redução da demanda, tanto quanto na redução do investimento para geração e transmissão de energia, que são estimados em R$ 4,6 bilhões. No horário de pico, entre as 18h e às 21h, a redução na demanda será 2.065 megawatts (MW) no sistema das regiões Sudeste/Centro-Oeste. Na Região Sul, a redução será 630 MW. Nos dois sistemas, que abrangem as três regiões, a redução da demanda nos horários de pico ficará entre 4,5% e 5%.

Historicamente, o “Horário de Verão” foi instituído em um primeiro momento no Brasil, nos idos do verão de 1931. Destarte, até o ano de 1967 sua utilização foi realizada de forma esporádica e ocasional.

Praticamente se esqueceu deste expediente pois ficaram 18 anos sem sua utilização, até que no verão de 1985 no bojo de ações governamentais para o racionamento em função da escassez de água naquele ano, nas hidrelétricas, o sistema foi retomado. O que falta mesmo é saber para aonde está sendo destinados os recursos, um bom exemplo é o projeto do Deputado Felipe Orro questionando a Cosip (Contribuição para Custeio da Iluminação Pública). A ação prevê que a concessionária de energia elétrica (Energisa) passe a divulgar na internet, em 60 dias, os valores destinados mensalmente a cada município a título de taxa de luz.

Não obstante, para entender melhor os efeitos do horário de verão, imagine uma viagem de avião cruzando um fuso horário, que no início dessa viagem seria no sentido leste-oeste e no término sentido oeste/leste; por isso a dificuldade em muitas pessoas em assimilar de pronto esta diferença. Em condições normais os diversos ritmos do nosso organismo aonde se incluem o ciclo de vigília/sono e ritmo de temperatura estão sincronizados e concatenados, o que chama de ordem temporal interna; assim como o claro e o escuro. Com o advento do horário de verão ou a mudança de fuso horário, o organismo busca sincronizar novamente seu ritmo ao novo horário, no entanto, como cada sistema corporal tem sua velocidade própria de ajuste, a relação de fase entre os ritmos sofre discrepâncias, aonde se instala a desordem temporal interna. Claro, depois de algum tempo (variável) o ditame da normalidade se restabelece; mas é justamente este um dos motivos para tantas pessoas não verem com bons olhos o tão falado "Horário de Verão".

(*) Rosildo Barcellos, articulista

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