A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

01/10/2016 15:00

Exercício de cidadania

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

O voto é a forma mais democrática para eleger nossos representantes nos poderes legislativo (senadores, deputados e vereadores) e executivo (presidente, governadores e prefeitos). O direito ao voto a todos os cidadãos está garantido pela Constituição de 1988. Na história brasileira, no entanto, nem sempre foi assim.

Na época da Colônia e do Império, havia restrição de voto para pessoas que não tivessem um padrão “aceitável” de renda. Com o advento da república, em 1889, o sufrágio passou a ser realizado por um universo maior de pessoas, excetuando os analfabetos – que formavam grande parte da população da época – e pasmem: as mulheres. Elas ficaram alijadas de votar até meados dos anos 1930, quando houve uma reforma no Código Eleitoral, já sob o governo de Getúlio Vargas. Apesar de um início democrático, Vargas instituiu, em 1937, o Estado Novo – um regime autoritário que restringiu a participação política dos cidadãos, período que durou até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Com o fim da ditadura, voltaram as escolhas diretas, nas quais foram eleitos os presidentes Eurico Gaspar Dutra, o próprio Vargas, Juscelino Kubistchek e Jânio Quadros. Em 1964, mais uma vez um regime de exceção foi instalado, com fechamento de partidos políticos. As eleições diretas para presidente e demais cargos executivos foram proibidas. Nessa época, surgiu o bipartidarismo para as eleições de membros do legislativo. Durante o período, muitos políticos foram cassados e tiveram de asilar-se em outros países. Com a abertura política, em 1979, os partidos voltaram a se organizar e, após a promulgação da Constituição de 1988, os brasileiros puderam escolher novamente o presidente. O primeiro a ser eleito foi Fernando Collor de Mello, em 1990.

O voto representa, portanto, um ato de cidadania. Temos de escolher com critério as pessoas que vão elaborar e executar leis que interferem diretamente em nosso cotidiano. Neste domingo, mais uma oportunidade que a democracia nos dá: o poder de escolha nas mãos do povo. Por isso, é importante conhecer as propostas e a história pregressa dos candidatos. E lembrar que além de prefeito, o mandatário da cidade, temos de escolher os novos membros da Câmara Municipal. Os vereadores são responsáveis por elaborar leis municipais e fiscalizar sua execução ­– peças, também, fundamentais para a nossa democracia.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH)

Sobre o mercado e o governo
O homem primitivo acordava de manhã, saía para coletar frutas, abater animais e pescar peixes, e assim ele se alimentava. Ao fim do dia, cobria-se co...
Logística reversa: pensamento sustentável pelas gerações futuras
Incertezas são o que mais temos, porém ideias norteadoras e essenciais para a construção de um futuro mais sustentável já existem. Não podemos ignora...
Quando, também na escola, se dialoga sobre as religiões
Temos percebido uma crescente preocupação acerca do papel social da escola e da educação que acontece neste espaçotempo. Numa perspectiva de sociedad...
19 anos de Código de Trânsito Brasileiro
No dia 22/01/17, o atual Código de Trânsito Brasileiro completa 19 anos de vigência. Após 31 Leis que o alteraram, com o complemento de 655 Resoluçõe...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions