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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

08/04/2011 11:13

A Educação de Dourados precisa sair da contramão

Por João Vanderley Azevedo (*)

Nos últimos anos a educação brasileira mudou de patamar e podemos elencar algumas das mudanças vindas lá do Planalto Central, como o FUNDEF – Fundo Nacional da Educação Fundamental que financiava somente o Ensino Fundamental e mudou para FUNDEB – Fundo Nacional da Educação Básica que ampliou o financiamento para toda educação básica, ou seja, Ensino Fundamental e Médio.

Também, podemos citar a aprovação da Lei do Piso que estabelece uma base salarial para todos os profissionais, corrigindo distorções absurdas dos ganhos conforme o Estado e/cidade, além de ampliar as horas atividades que são destinadas ao planejamento das aulas ainda em discussão, mas, que se justifica pelo fato de que lecionar requer constante movimento de observação, pesquisa e busca de meios didáticos e pedagógicos inovadores.

Além do mais, já esta tramitando na Câmara Federal o segundo PNE – Plano Nacional de Educação que estabelece 7% do PIB – Produto Interno Bruto para educação, intenção que já constava no primeiro PNE mas que foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique. Já a atual presidenta Dilma declarou favorável a essa meta.

Pois bem, os resultados já começaram a aparecer nos pelos números, ou seja, 97,6% das crianças de 6 a 14 anos estão na escola, mas ainda temos 14,1 milhões de analfabetos. O IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica esta avançando, o Brasil melhorou sua colocação no PISA – Programa Internacional de Avaliação de Aluno conquistando 53° entre os 65 países participantes, já foi pior acredite.

Entre outras, o Brasil comemorou recentemente os 7.5 do PIB, maior valor desde 1986, o indica crescimento econômico via indústria, produção agrícola e outros setores. Contudo, existe um agravante. Está faltando mão-de-obra qualificada para manter o desenvolvimento, sem dizer que a última vez que tivemos tal patamar econômico estávamos em período militar, que impossibilitou investimentos que atendessem os interesses sociais de todos os brasileiros.

Assim, investir na educação básica é a garantia de melhoria na formação superior ou técnica, e não ao contrário como muitos pensam.

E Dourados, quando vai sair da contramão a Educação? Todos os episódios sortidos envolvendo a classe política, empreiteiras e funcionários públicos indiciados pela Policia Federal só fizeram aumentar a velocidade rumo aos caos social.

Será que este setor tão lembrado em períodos eleitorais permanecera sendo tratado como algo secundário para o desenvolvimento do ser humano capaz de trabalhar e compartilhar os avanços econômicos e sociais?

Quais são os eleitos para essa missão? Na teoria todos nós, mas é preciso que o prefeito eleito assuma sua posição, pois, fazer parte da historia política é uma situação já evidente, porém ele ainda não escreveu sua história enquanto prefeito de Dourados.

Assim, qual será o posicionamento político educacional deste prefeito? Muitos já passaram pela prefeitura e até avançaram mais não provocaram uma verdadeira revolução na educação douradense. Desta forma, os Trabalhadores em Educação, que estão diretamente ligados a escola estão apreensivos e solidários a uma proposta administrativa que tire a educação da contramão e traga os patamares de desenvolvimento humano e econômico para todos.

(*) João Vanderley Azevedo é mestre em Geografia e vice-presidente do Simted-Dourados.

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