A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

28/04/2011 13:04

A Festa de encantos/encontros e também do agronegócio

Por Rubenio Marcelo (*)

“Anastácio traz os tinos / Dos sonhos cotidianos / De altivos pernambucanos / E outros mais nordestinos: / Homens, mulheres, meninos / - Vestidos de destemor - / Que deixaram longe a dor / Dos seus distantes lugares / E construíram seus lares / na Colônia Pulador”. – (Rubenio Marcelo)

Atualmente considerada a maior festa de tradição nordestina no Mato Grosso do Sul, a Festa da Farinha de Anastácio, enriquece deveras o calendário turístico e cultural do Estado.

E nesta sua sexta edição [que acontecerá nos próximos dias 06 e 07 de maio, integrando as comemorações dos 46 anos de emancipação político-administrativa do município] o primoroso evento – sob a batuta do atual e dinâmico prefeito Douglas Figueiredo e a primeira-dama Cynthia Anastácio – apresentar-se-á repleto de atrações e novidades, além de também fomentar o agronegócio na região. A propósito, assim enfatizou recentemente o prefeito Douglas: “A Festa da farinha é um evento para geração de renda da comunidade, desenvolvimento sustentável e divulgação cultural do nosso Município”.

Com lançamento oficial acontecido em 15 de abril p.p., com a presença de várias autoridades e órgãos da imprensa, numa concorrida e emocionante reunião no Centro de Convenções e Eventos – em solenidade que inclusive apresentou o “Cordel Encantado da 6ª Festa da Farinha” (publicação, de nossa autoria, que está sendo rodada em novas tiragens para distribuição, como cartão de visita do evento)–, esta Festa certamente será, a exemplo das anteriores, um verdadeiro sucesso, transformando, por dois dias e duas noites, a cidade [especialmente a Avenida Porto Geral] numa artéria genuinamente representativa do Nordeste brasileiro e da cultura prodigiosa daquela importante região.

Várias barracas típicas serão montadas e, nelas, além de outros produtos, uma gama de comidas nordestinas e iguarias originárias da mandioca e da farinha poderão ser degustadas. Na praça da alimentação – ao lado de delícias como tapioca, beiju, paçocas e sequilhos – o “viagra de mandioca” (bebida energética tradicional da festa) também marcará presença, aguçando a curiosidade dos visitantes. Na tenda do cordel, o público poderá ter acesso a uma das expressões mais fecundas da cultura nordestinense: os chamados “folhetos” ou “romances” da literatura popular em versos.

No majestoso palco que será montado para as apresentações artísticas, acontecerão diversos shows, declamações poéticas, repentes e outras performances, com realce para o legítimo forró em seus vários estilos, além de outros envolventes ritmos nordestinos.

Assim, desfilarão no proscênio esplendente desta edição da Festa da Farinha os forrós da Banda Calcinha Preta, bem como os versos rimados de improviso ao som das violas dos cantadores repentistas Oliveira de Panelas e Zé Cardoso (artistas convidados e oriundos respectivamente dos Estados da PB e CE), que – com seus cantos em galopes, martelos, quadrões, sextilhas e motes diversos – encantarão os milhares de espectadores.

E o evento atingirá o seu clímax [na segunda noite] com a apresentação do renomado cantor Zé Ramalho – um dos maiores nomes do cenário musical brasileiro – que, acompanhado pela sua banda, interagirá com o público, gerando frisson na galera e relembrando os grandes sucessos da sua brilhante carreira.

Esperado também será o desfile dos temáticos bonecos gigantes confeccionados pela professora de arte Ironilde Frazão: altaneiros mascotes que – a cada edição da festa – passeiam, com galhardia, no meio do povo ávido de lazer.

Festa da Farinha de Anastácio – a Festa de encantos e encontros: um acontecimento magistral, que começou por iniciativa do saudoso prefeito Cláudio Valério e segue triunfante na gestão do prefeito Douglas Figueiredo; um fascinante borbulhar de emoções e regozijo aproximando diversos horizontes e interligando expressões culturais do nosso país; a Festa nordestina de todos os sorrisos e para todos os sotaques.

(*) Rubenio Marcelo é membro e secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Tédio é a falta de projeto
Recentemente, deparei-me com duas situações. Na primeira, eu almoçava com dois amigos, ambos na faixa dos 55 anos de idade, funcionários públicos bem...
Dólar alto: bom ou ruim para o agronegócio?
Claro, depende da hora e do mercado, exportação ou de mercado interno. Agora, falando da soja, o principal produto da pauta brasileira de exportações...
Marcas lutam diariamente para impactar as pessoas
Segundo pesquisas, temos contato com aproximadamente 2.000 marcas em um dia “comum” e menos de 300 delas ficam em nossa memória. Por isso, essas marc...
A modernização das leis do trabalho: oportunidade, não oportunismo
Crises econômicas em qualquer país do mundo ensejam debates sobre reformas. São nos cenários de recessão prolongada que as nações se defrontam com se...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions