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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

06/10/2016 10:42

A indústria de MS assina a carteira contra a crise

Por Sérgio Longen (*)

Pesquisa divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em cruzamento com dados do IBGE, aponta que, entre o primeiro e segundo trimestre de 2016, foram cortadas no Brasil 226 mil vagas com carteira assinada e 259 mil pessoas deixaram de trabalhar por conta própria, ou seja, não conseguiram dar conta da carga tributária para quem inicia em seu próprio negócio de forma legal.

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Por outro lado, mais de 600 mil pessoas começaram a trabalhar no mercado informal. Esses números são colhidos em todo País e, segundo os especialistas, os dados apontam que as alternativas se esgotaram, até mesmo para aqueles que tentaram se aventurar no próprio negócio.

Em Mato Grosso do Sul, remamos contra essa maré e o nosso remo tem sido exatamente a carteira de trabalho. Nos últimos oito meses em nosso Estado, a indústria abriu 2.128 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. O montante é em virtude de agosto ter sido mais um mês com saldo positivo na geração de empregos com a abertura de 1.037 vagas, sendo o melhor resultado mensal dos últimos 30 meses.

De uma forma geral, se pode afirmar que a volta dessa geração de emprego se deve aos investimentos de novas indústrias em Mato Grosso do Sul que, em um primeiro momento geram essas oportunidades dentro do setor da construção civil, durante o período de instalação física. Depois, para se operar a indústria pessoas são contratadas para as mais variadas funções dentro da indústria.

Os segmentos da indústria que mais geraram novos postos de trabalho foram a indústria da construção (+609), alimentos e bebidas (+315) e química (+81), enquanto no ano os maiores empregados foram a indústria da construção (+2.354), a de serviços industriais (+470), a de alimentos e bebidas (+334) e a de borracha, couro e diversas (+236).

O cenário em Mato Grosso do Sul, até o momento, aponta para a continuidade de geração de postos de trabalho por conta desses investimentos, por outro lado, no restante do Brasil esse futuro ainda está embaçado. É impossível falar sobre este tema sem voltar a tocar na necessidade iminente das reformas.

Neste caso, entram em cena a necessidade das reformas trabalhista e previdenciária. Nossa torcida é que tais reformas ainda saiam este ano, mas, sinceramente, acho difícil que a ressaca eleitoral deixe as reformas avançarem em 2016.

(*) Sérgio Longen é presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).

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