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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

19/05/2014 15:27

A maçonaria e a educação

Por Heitor Freire (*)

Desde o princípio da humanidade existiram homens com espíritos voltados para a evolução espiritual, abstraindo-se, muitas vezes, da provisão do seu sustento, dedicados a uma causa que orientasse a população para algo transcendental.

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O advento da Maçonaria, uma instituição com conteúdo secreto, místico, esotérico, tornou-se um atrativo para mentes voltadas para essa busca. Constituiu-se assim num instrumento que polarizou a atenção desses homens idealistas e se transformou num farol que lhes iluminou o caminho.

À Maçonaria caberia preparar estes homens, inspirando-os por meio do autoconhecimento, ensinando-os a serem construtores sociais para atuarem na sociedade como um núcleo em torno do qual se desenvolveriam os demais segmentos dessa sociedade.

Aqui em Campo Grande, nos seus primórdios, homens gigantes da estatura de Eduardo Santos Pereira e de Joaquim César, imbuídos de um ideal superior, lideraram outros homens também devotados a instituir iniciativas de cunho social e solidário.

Assim, em 1919, deram início à coleta de recursos para criar a Santa Casa. Em 1921 criaram a primeira Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso: A Loja Oriente Maracajú. E já em 1928, entendendo a importância da educação, fundaram a primeira escola da Maçonaria, com o nome de Ruy Barbosa, no bairro Amambai, que teve vida efêmera. Mais tarde, em parceria com a Intendência criaram a escola José Antônio, homenageando o fundador da nossa cidade.

Com a implantação da ditadura em 1937, as Lojas Maçônicas foram impedidas de funcionar. Com a queda do ditador Getúlio Vargas, a Loja Maracajú criou a Escola José Bonifácio, que ficava em uma sala nas dependências da Loja. Tempos depois, essa escola também fechou as portas.

Mas a semente plantada continuou germinando e, em 1964, foi criada a escola Fraternidade Campograndense, pelas Lojas Maçônicas Oriente Maracajú nº 1, Estrela do Sul nº 3 e Nova Era nº 8 e que foi o embrião da futura FUNLEC – Fundação Lowtons de Educação e Cultura. Em 1974, teve o seu nome mudado para Escola Raúl Sans de Matos, homenageando um maçom ilustre. E a partir de então, os maçons idealistas conseguiram dar um impulso definitivo ao seu ideal, com a criação da FUNLEC, em 1982.

Nessa oportunidade os maçons liderados por Osvaldo Tognini, Muxeque Chinzarian, Alcídio Pimentel e Izaias Gomes Ferro – todos eles Grão-Mestres da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul –, deram continuidade ao sonho de Eduardo Santos Pereira e Joaquim César, empenhando-se na implantação definitiva do projeto da Maçonaria nesse segmento.

A FUNLEC tem como instituidoras as Lojas Maçônicas: Oriente Maracajú nº 1, Marechal Deodoro da Fonseca nº 2, Estrela do Sul nº 3, João Pedro de Souza nº 6, Nova Era nº 8, Recanto Hospitaleiro nº 11, Pedro Manvailer nº 13, Gonçalves Ledo nº 16, Justiça, Liberdade e Disciplina nº 23, Ordem e Progresso nº 25, 11 de Novembro nº 28 e Raul Sans de Matos nº 38.

A FUNLEC tem seu fundamento estabelecido em sete princípios: Deus, família, pátria, qualidade de ensino, moral e ética, natureza e trabalho. Os maçons que exerceram a presidência da FUNLEC desde o início até hoje, foram: Lourival Martins Fagundes, Jofre Leite Brun, Adone Colaço Sottovia, Antônio Baiano Farias Santos, Cezar Luiz Galhardo, Jordão Abreu da Silva Júnior e o atual presidente, Mafuci Kadri.

Hoje, a FUNLEC é constituída pelas escolas: Raúl Sans de Matos, Maria Lago Barcellos e Osvaldo Tognini em Campo Grande; Honorato Jaques em Bonito e Ermezindo Alonso Gonzales em Três Lagoas. Na graduação superior conta com o Instituto de Ensino Superior – IES.

É um trabalho que dignifica e honra a Maçonaria em Mato Grosso do Sul.

(*) Heitor Freire é advogado, corretor de imóveis e mestre maçom.

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Carlos Alberto Cordeiro em 19/05/2014 16:08:23
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