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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

17/05/2016 16:04

A responsabilidade dos que assumiram o poder

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

O Brasil foi descoberto em 1500. Por séculos, permaneceu como colônia escravocrata. Desde a República, proclamada em 1889, foi mal gerido e mal estruturado. Após décadas de descuidos com o país, agravados com os desmandos fiscais e má gestão das estatais, a corrupção se alastrou desde as prefeituras com seus parcos orçamentos, e no dia 12 de maio de 2016 amanheceu livre da corda bamba. O país corria o risco de despencar num regime de exceção, sem liberdade nem responsabilidade. Ainda tem de se libertar do fisiologismo dos políticos inescrupulosos que só pensam em si.

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Com grande displicência, as despesas foram aumentando, estourando no ano eleitoral. Obras superfaturadas, sem olhar para as receitas e as tendências da economia, as dívidas foram aumentando a juros de 14,35%, além das perdas cambiais, visando unicamente a permanência no poder. Câmbio valorizado vai enganando a população e paralisando a indústria. A violência urbana alcança índices alarmantes. Não basta racionalizar as despesas; é preciso criar trabalho e renda para a população, dar preparo, boa alimentação e saneamento.

É hora de agir pelo bem do país, impedindo as práticas desonestas e a facilitação ao capital especulativo de rapina. Que venham os investidores sérios com sua tecnologia contribuir para o progresso e democracia. Para adentrarmos numa nova era, depende do esforço de todos: da classe política, empresarial e da população.

O Brasil precisa de estadistas sérios e sábios que cultivem a paz, a ordem e o progresso. Não pode mais permanecer sob o comando de oportunistas que travam o país, o que vem ocorrendo desde a proclamação da República. Falta equilíbrio em tudo. Receber, todos querem; e retribuir? No Brasil criou-se o mau hábito de que governantes e servidores públicos estão lá para comandar e fazer o que bem entendem para o povo como se fossem donos de tudo, quando na verdade lá estão para servir ao país.

Os dirigentes recém-empossados, encabeçados por Michel Temer, têm a grande responsabilidade de olhar para a população em geral, e oferecer condições apropriadas para possibilitar a melhora de todos que se esforçam para ascender à classe média sustentável, com meios para consumir, empreender e se educar de forma continuada. Deixando-a abandonada como no passado, será inevitável a volta do desânimo e desesperança, abrindo as portas para as esquerdas despóticas e oportunistas, para as quais quanto pior, melhor.

Indignado com o autoritarismo, existente no Peru na fase da ditadura do general Odria (1948-1956), o escritor Vargas Llosa se entusiasmou com o socialismo: "Fiz uma ideia do comunismo como algo que possibilitaria trazer o Paraíso à Terra” - defendendo o liberalismo como a forma que possibilita a convivência pacífica com respeito aos povos e suas diferenças. "É a corrente ideológica mais civilizada e a única que pode permitir a coexistência de pessoas, religiões e comportamentos diferentes e de construir economias mais prósperas", continuou Llosa.

Na história da humanidade, muitos líderes tiveram na mão a possibilidade de dar um novo rumo à trajetória humana, mas acabaram sendo levados pela vaidade ou impedidos de realizar o bem por forças obscuras, que não querem o progresso da humanidade. Com o advento da obra Na Luz da Verdade, no ano de 1931, escrita pelo alemão Oskar Ernest Bernhardt, mais conhecido pelo pseudônimo Abdruschin, o século 20 deveria ter sido o da redenção da humanidade com o alcance do aprimoramento espiritual e material. No entanto, atestando o retrocesso, em vez do progresso com paz, foram os anos mais sangrentos e cruéis, com incontáveis vítimas do egoísmo e sede de poder.

A cada dia que passa a forma de viver se torna mais complicada. Tudo deveria se pautar pela simplicidade, clareza e naturalidade que regem as leis primordiais da Criação, estabelecidas para promover a paz, o progresso e a felicidade.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo; articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida; autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012... e depois?”; “Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”.

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