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27/11/2012 15:05

A verdade sobre o aquecimento global

Por Felipe Bottini (*)

Já experimentou a sensação de entrar em um carro que ficou muito tempo exposto ao sol? O calor que se sente é resultado do “efeito estufa” dentro do veículo. O calor entra, mas não pode sair e assim, o interior do automóvel fica aquecido. Nosso planeta está sujeito à mesma lei da física e graças aos gases de efeito estufa (que promovem a retenção do calor), podemos viver!

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A falta de vapor de água e gases de estufa e até mesmo da própria atmosfera, leva outros planetas a terem diferenças de temperatura de 200 graus Celsius das áreas expostas ao sol para as áreas de sombra. Assim, o dia é escaldante e a noite gélida, sendo a vida impossível.

O aquecimento global possibilita extremos mais próximos e homogeneização das temperaturas, sendo condição fundamental para a manutenção da vida. O problema que se vive hoje é que, o ideal projetado de concentração de CO2 na atmosfera para a manutenção da vida é da ordem de 250 a 280 ppm (partes por milhão) - níveis verificados antes da revolução industrial.

A revolução industrial nos ensinou, entre outras coisas, a obter energia pela queima de combustíveis fósseis e em pouco mais de cem anos a concentração de CO2e na atmosfera passou para 390 ppm. Estima-se que a partir da concentração de 450 ppm existe o risco de entrarmos em um ciclo irreversível, chamado de “feedback positivo”. Nele o aumento de temperatura impede que mares e florestas absorvam CO2 da atmosfera, consequentemente a temperatura aumenta, o que leva a dificuldade maior da natureza sequestrar o carbono e assim por diante.

O assunto é de extrema urgência. Desde o estabelecimento da UNFCCC e do Protocolo de Quioto - criados internacionalmente para combater o aquecimento global, as emissões de gases de efeito estufa não diminuíram. As previsões do IPCC são de que as emissões médias do planeta durante esse centenário, não sejam superiores a 18 GToneladas ano a ano. As emissões atuais são superiores a 40 Gtoneladas. Esse é o tamanho do desafio que os negociadores enfrentam ano a ano na Conferência das Partes.

Para piorar, o efeito não é sentido uniforme ou regularmente. Ao contrário de colocar o dedo na tomada, onde facilmente aprende-se a lição, nas questões climáticas, quando se sente o choque pode não haver mais tempo para reagir.

Fato é que o mundo não vai acabar. A decisão que devemos tomar é se queremos aprender com nossos próprios erros e agir racionalmente para aumentar nossas chances como espécie de sobreviver ou se vamos lançar à sorte nossa própria existência e continuar negando os fatos.

(*)Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard - Consultor Senior e cofundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável, Neutralize Carbono e Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD.

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Este "negócio" de dizer que o efeito estufa é causado por emissões poluentes de fábricas, veículos, gases emitidos por rebanhos....é pura bobagem....já foi provado que este aquecimento é provocados por fatores naturais e que têm-se repetido por milênios..e o mundo não acabou. O comércio de créditos de carbono é um negócio, para mim, de efeitos duvidosos, que não não resolve em nada a situação em que nos encontramos..só ajuda quem intermedia.
 
Eugenio de Souza em 28/11/2012 07:36:54
Acabar?tenho duvidas mas ficar tão quente ao ponto de morrer tudo que está sobre a terra, não haver mais alimentos, e o calor ficar irresistivel ao ponto do coração de todo ser vivo não aguentar,já não duvido,se não for feito com urgencia alguma coisa para impedir,cada dia vai ficar piór,mas todos querem asfalto,ruas mais bonitas,cuidar da natureza ninguem quer.
 
Teresa Moura em 27/11/2012 16:39:16
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