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31/12/2014 08:46

Acolhimento espontâneo

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Há uma crise no ar. A miséria e os sofrimentos atuais devem-se ao afastamento da Luz e a humanidade não mais está recebendo essa força, pois deixou de procurá-la, e com isso tudo tende ao limite crítico. É o individualismo. Não está ocorrendo mais o acolhimento espontâneo, uma característica bem brasileira, pois prevalecem os interesses pessoais. Os seres humanos foram dotados da faculdade de raciocinar para acompanhar os acontecimentos ligando-os com lógica, e estão deixando de fazer isso por preguiça. Não compreendem o significado da vida e se tornam escravos. A vida é uma peregrinação na busca da Luz da Verdade.

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Nesta fase de turbulências, muitos seres humanos, dominados pelo raciocínio, se acham confusos, desconfiados, irritadiços. Perderam a consideração pelo próximo. Não querem ouvir o que o outro tem a dizer. Tornam-se agressivos e mal humorados. Não se relacionam uns com os outros com o coração. Em sua vaidade, não promovem a harmonização. Jogam com os fatos consumados, sem promover oportunidades para a conciliação dos conflitos, permitindo o fortalecimento dos antagonismos. Deixaram-se escravizar pela ânsia para sobressair e dominar, e se preciso for, se tornam tirânicos, prevalecendo o sentimento de castas sobrepostas, gerando insatisfação. Falta a humildade espiritual para reconhecer e observar as leis da Criação.

Na complicada forma dos relacionamentos humanos são notórias as atitudes pueris em que prevalece um ranço de egocentrismo. O lamentável nisso tudo é que deixa de haver uma visão compartilhada na busca do que é o certo. Cada qual acha que já tem a verdade consigo, e tudo que o outro está falando é supérfluo, e que ouvi-lo atentamente seria perda de tempo, ou até mesmo um risco.

A vida está apresentando muita tristeza e sofrimentos porque as pessoas criaram ilusões e fantasias, se afastando do verdadeiro amor, deixando a raiva e o ódio crescerem. Elas não se comovem mais com o sofrimento dos outros, pois se fecharam para a misericórdia. Em oposição ao amor auxiliador, surgiram o medo e seu descendente, o ódio. O medo tem sido fortalecido por diversas maneiras, sendo a ignorância a sua causa principal.

Os homens temem a possibilidade de receber represálias, de serem ridicularizados e feridos em seu orgulho e vaidade. Deixam que o ódio cresça para agir pelo mundo como resposta do raciocínio sem coração. Segundo uma lenda, no coração dos seres humanos vivem dois lobos: o lobo do amor e o lobo do ódio. Ultimamente o lobo do ódio tem sido mais alimentado e, com a sua agressividade, está se sobrepondo ao lobo do amor. Temos de fortalecer a boa convivência e a cooperação, para que o lobo do ódio não predomine, pois este não tem consideração, não quer doar nem fazer permuta de valores; com seu egoísmo, só quer receber, produzindo a mais fria aspereza que se espalha pelo mundo.

Para fortalecer o acolhimento espontâneo as pessoas deveriam conservar limpo o foco dos pensamentos para desenvolver a empatia, a consideração, a generosidade, reprimindo a hostilidade, a arrogância e a agressividade, pois somos todos peregrinos em busca da infindável evolução espiritual.

Um melhor futuro é possível, mas é necessário o querer com seriedade, que vem do coração, do eu interior com força total. Se os líderes e a população mobilizarem todo o seu potencial, buscando valores que contribuam para melhorar as condições que favoreçam o progresso real, para construir beneficamente ao amparo das leis naturais da Criação, com certeza um futuro melhor será alcançado. Depende apenas do nosso querer.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, e associado ao Rotary Club de São Paulo. Realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros “ Conversando com o homem sábio”, “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”, e “2012...e depois?”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

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Trata-se na realidade de um mundo globalizado em que as tendências da vida cotidiana e as alterações de costumes são imediatamente de conhecimento universal.
Não se sabe aonde vão chegar as novas famílias, com os atuais conceitos sociais e educacionais. Os mais velhos estranham as mutações de comportamentos da sociedade, por exemplo, as relações homoafetivas.
O conceito de família, que em minha opinião deveria obedecer à relação entre homem e mulher, está alcançando espaço inclusive no meio jurídico. Tudo isso é uma vitória de segmentos minoritários e de exceção comportamental, que está conseguindo impor, diante da maioria, a sua forma de vida.
Por outro lado, temos a chaga do preconceito racial, que, infelizmente, sempre existirá na humanidade.
 
Júlio César Cardoso em 31/12/2014 12:52:24
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