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17/02/2012 14:51

Adeus, filho(a): a mortalidade decorrente de acidentes de trânsito no Brasil

Marta Ferreira

No domingo passado acompanhei de perto a dor enorme de dois grandes amigos se despedindo pela última vez de seu filho de apenas 19 anos. Não creio, do muito sofrimento que vi na minha vida, já ter presenciado fato mais triste do que o de um pai e uma mãe sepultar seu jovem e saudável filho.

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Junto à tristeza, a raiva e o desespero de não conseguir acreditar que seja natural gerações mais velhas enterrarem as gerações mais novas. Isso não faz parte do ciclo da vida e, portanto, a morte precoce é ameaçadora à própria manutenção da perpetuação da vida de qualquer espécie.

E que dizer, então da espécie humana na qual as gerações mais novas são as responsáveis não só pela reprodução e pela força de trabalho, mas também, por sua ousadia e criatividade, por serem destemidas, são as maiores responsáveis pelas possibilidades de mudanças na sociedade. Ao morrer, assim, tão precocemente, não é apenas uma vida que se vai, mas trata-se de uma geração inteira que perde a possibilidade de influenciar a humanidade. O que dizer, então, quando falamos de milhares de vidas de uma geração sendo ceifadas abruptamente?

Segundo Waiselfisz, “[...] anualmente, morrem quase 400.000 jovens de menos de 25 anos de idade vítimas de acidentes de trânsito, e vários milhões sofrem ferimentos graves ou tornam-se incapacitados” em todo mundo. A intensidade do problema, portanto, tornou-se grave e preocupante.

O Brasil é o quinto país com mais vítimas no trânsito, atrás apenas da Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Os números revelam que o país vive uma verdadeira “guerra” com lesões e mortes no trânsito de nossas ruas e rodovias. Em nosso País, o trânsito mata, por ano, cerca de 37 mil pessoas e provoca a internação de outras 180 mil, com um impacto de cerca de 34 bilhões de reais. Pesquisadores do Ipea, indicam que cerca de 60% do prejuízo econômico decorrente de um acidente viário vêm de perda de produção: a pessoa que morre ou fica incapacitada e deixa de produzir. Os outros custos dos acidentes vêm de atendimento hospitalar, danos ao veículo, entre outros.

Como tratar o assunto com atenção e recursos necessários uma vez que nesta guerra só há perdedores?

O país é signatário da resolução da ONU – Pacto pela Redução, que estabelece entre 2011 e 2020 a "Década de Ação para Segurança Viária no mundo", comprometendo-se a planejar suas ações e as executar de forma coordenada estabelecendo metas de redução em 50% das mortes em acidentes em dez anos. Para tanto, o CESVI BRASIL, a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), a AND (Associação Nacional dos Detrans) e a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) estão contribuindo através do movimento “Chega de Acidentes!”. Mas ainda é preciso que sejamos mais ousados e que adotemos um plano nacional unificado de segurança viária, com metas sérias para redução de acidentes.

“Chega de acidentes!”, quero alertar a todos agora que iniciamos mais um período de carnaval. Essa é uma época complicada na qual encontraremos pessoas alcoolizadas, cansadas, drogadas etc.. Nunca, portanto, é demais dirigir com atenção.

E a você, jovem que, por sua ousadia, ainda pensa que é imortal, nada de consumir álcool ou drogas se for dirigir. Não deixe de usar o cinto de segurança e evite conduzir cansado. Respeite a sinalização de trânsito e aproveite a festa com a garantia de que essa não será a sua última, de que seus país não viverão a dor insuportável de enterrar você e de que, principalmente, será capaz de manter-se vivo para ter a oportunidade de marcar e contribuir com a sua geração.

Aos queridos irmãos e amigos Jackson e Jorgeane, do interior de nossa querida Bahia, que o Senhor nosso Deus os conforte e lhes dê a força necessária para superar este momento de dor pela perda de “Pêu”. Ele viverá para sempre em nossos corações. Adeus, filho! Você perde um filho e o Brasil um futuro profissional da física.

(*) Reginal de Souza Silva é coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA/UESB. necauesb@yahoo.com.br

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Perdi meu Marcelinho Luiz Amaral Pereira no dia do meu aniversário de 29 anos, no dia 23.10.2010...ele era passageiro de uma moto, acidente ocorreu na Arhtur Jorge , por ironia em frente á hum hosp...Motoqueiro correndo demais, motorista do carro fazendo manobra errada.Sr Lúdio falava" a brasa só arde onde cai"...
 
Aline Amaral em 17/02/2012 05:50:34
PAIS E MÃES, CUIDADO, O DINHEIRO É A FONTE DO PECADO, É A MORTE, SEPARAÇÃO, ANSIEDADE, USURA, VAIDADE, ENGANO, OU SEJA É PECADO, QUE MATA, CORRE E DESTROE, CONHEÇAM NA BÍBLIA, COM SEU PASTOR, PADRE, O QUE É ISSO, QUE SÓ ASSIM A JUVENTUDE SOBREVIVERÁ OS PAIS, CASO CONTRÁRIO, COISAS PIORES ACONTECERÃO, QUE DEUS LHES DE SABEDORIA, ENTENDIMENTO, DEUS SEM O HOMEM É DEUS, HOMEM SEM DEUS NÃO É NADA.
 
PEDRO BRAGA em 17/02/2012 05:10:23
MEU AMIGO, ISSO SEMPRE OCORREU, SEMPRE OCORRERÁ, ENQUANTO A VERDADE, NÃO FOR ENSINADA, CONSULTE A PALAVRA DE DEUS, BÍBLIA, QDO EVA TENTOU ENGANAR ADÃO, DAVI, MATOU SEU MELHOR SOLDADO, PARA FICAR COM A MULHER DELE, SALOMÃO PASSOU A TER A SEGUNDA MULHER, POR DESRESPEITAREM A VERDADE, CONHEÇAM ELA, POIS SERÃO LIBERTO DA PAIXÃO, EMOÇÃO E CORAÇÃO, PECADOS QUE MATAM GERAÇÕES, HOMEM VOCÊ SEM DEUS É MORTE
 
PEDRO BRAGA em 17/02/2012 05:05:53
Sinto algo tão pesado no peito e um amargor na bôca,que me é difícil descrever,só em pensar em perder a minha filha.Eu prefiro mil vezes morrer do que ter que suportar isso.Desejo que a vida desses pais se amenize,se acalme,pelo menos um pouco,porque esquecer,sei que não é possível.
 
Ronaldo Ancél Alves em 17/02/2012 04:46:05
Embaixo de noticias assim sempre tem comentarios de pessoas falando de Deus e educação. Mas ninguem neste pais toma alguma iniciativa de, por exemplo em comentarios, conscientizar a população. Por km rodado, um Brasileiro faz *25* vezes mais acidentes que um Holandes. Porque? Porque não tem cuidado Não usa seta, farol, retrovisor, corre, anda bêbado...
Ta na hora de TODOS mudar o comportamento ja!
 
Marcos da Silva em 17/02/2012 04:29:38
Sei exatamente com é esta dor, este sofrimento que jamais passará. Pois perdi meu filho de 19 anos em um acidente de carro em setembro de 2009. Passaram-se 2 anos , 5 meses e 10 dias, mas a dor e o sofrimento que sinto é como se estivesse acontecido hoje.
 
Mariza corrêa em 17/02/2012 04:28:33
Realmente não existe no mundo dor e sofrimento maior do que este.Só quem viveu isso é capaz de imaginar o grau dessa dor. No momento vemos pais passarem por esta dor não apenas em acidentes de trânsito, mas em vários outros acidentes da vida que deixam cicatrizes profundas e incuráveis em nossas almas.
 
Maria Izildinha Fernandes Remijo em 17/02/2012 03:53:41
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