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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

10/04/2014 08:37

As mulheres evoluiram, mas o pensamento da sociedade... ainda não!

Por Edmara Rodrigues de Oliveira e Vanessa Cristina Lourenço Casotti Ferreira da Palma (*)

Todos os dias várias mulheres são vítimas de algum tipo de violência seja; violência sexual, doméstica ou psicológica e, na maioria das vezes, essas mulheres não denunciam a agressão que sofrem ou sofreram por medo (realidade cada vez mais presente em uma sociedade extremamente machista e conservadora, como vem se mostrando a sociedade brasileira).

Recentemente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) realizou uma pesquisa que mostrou que 26% dos entrevistados concordam com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".
Difícil é acreditar que, em pleno século XXI, existam pensamentos machistas como esses, mesmo depois de várias mulheres terem provado que são aptas para exercer funções que antes eram tidas como "coisa pra homem", e vencido os clichês “sexo frágil” e “símbolo sexual”. A mulher vem conquistando cada vez mais posições de destaque na sociedade, a maioria trabalha fora e ainda cuida dos filhos e da casa, são chefes de família, estão estudando mais que os homens, ocupam cargos de destaque (como gerente de bancos). Na política já chegaram ao topo – são os casos de nossa presidente Dilma Rousseff e a presidente da Argentina Cristina Kirchner.

Voltando a questão das vestimentas, por mais que existam esses tipos de preconceito, as mulheres têm todo o direito de arrumar-se e vestir-se do jeito que achar melhor, sem preocupação ou medo de ataques, pois a pesquisa deixa a entender que ainda há homens que querem impor uma regra de como as mulheres podem ou não se vestir, tentando impor um padrão único como nos países do Oriente Médio.

Mesmo que as mulheres sejam amparadas pela Lei Maria da Penha, muitas não a conhecem e não sabem como funciona, e às vezes parece que a lei ainda não é o suficiente para manutenção da segurança. Ainda há uma vulnerabilidade para todo tipo de violência contra a mulher, contudo, hoje elas não estão sozinhas.

Em suma, as mulheres devem mostrar a força que juntas conquistaram e não se deixarem manipular por pensamentos de pessoas machistas dos séculos passados e, se sofrerem algum tipo de violência ou abuso, devem procurar seus direitos e não optar pela submissão à violência. A busca pelo espaço e pelo respeito, em meio a tanto preconceito e conservadorismo, deve continuar.

(*) Edmara Rodrigues de Oliveira, acadêmica de Ciências Contábeis da UFMS - Câmpus de Três Lagoas (MS). E-mail: E-mail: ed.edmara@hotmail.com

(*) Vanessa Cristina Lourenço Casotti Ferreira da Palma, coordenadora da Universidade Aberta para os Idosos (UMI), professora mestre do Curso de Direito da UFMS – Câmpus de Três Lagoas. E-mail: vanessacasotti@hotmail.com

 

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