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05/05/2016 17:09

Brasil gasta muito e mal! Enquanto isso, o empresário...

Por Walter Roque Gonçalves (*)

Em pesquisa publicada no jornal Folha de São Paulo, 1º de maio, é evidenciada a ineficiência dos gastos públicos. “O Brasil é o 28º entre os 39 países em eficiência de gastos.” (...) estes, de forma geral, “têm sido feitos para conseguir 'certos resultados'”. Talvez isso explique o porquê da presidente Dilma autorizar, nesse momento crítico, o aumento, em média de 9%, no Bolsa Família.

Nessa mesma pesquisa, Paulo Coutinho, economista do Credit Suisse salienta que “Até 2011, 2012, parecia que o país não tinha restrição orçamentária. O governo só aumentava o gasto, como se os recursos não fossem escassos”.

A solução para a falta de recursos, parece que desta vez, não é aumento de impostos. Pelo menos é o que diz o economista Mansueto Almeida, pois a carga tributária atingiu o marco de 36% do PIB e o aumento poderá agravar, ainda mais, a economia.

Por outro lado, no artigo publicado no jornal O Imparcial, o doutor em economia pela Universidade de Harvard (EUA), Marcos Cintra, diz que “O rombo federal superou os R$ 110 bilhões em 2015 e em 2016 pode ultrapassar R$ 70 bilhões. Não dá para acreditar que o ajuste fiscal possa ser feito apenas com corte de gastos”.

Marcos Cintra sugere a instituição do IMF (Imposto sobre a Movimentação Financeira), a taxa de 0,33%. O IMF tem os mesmos moldes que a famigerada CPMF, com o diferencial de prever uma contrapartida aos contribuintes, ou seja, a substituição de mais de dez impostos federais pelo IMF.
Enquanto isso não é resolvido, o empresário precisa sobreviver num ambiente hostil, de retração econômica, de baixo crédito e altos impostos. Erros neste contexto podem ser fatais!

A julgar pelos índices de falência de empresas, a situação demanda muita atenção. Segundo dados do Sebrae, uma empresa fecha as portas por minuto. Inclusive as franquias, consideradas o “porto seguro dos empreendedores” que, segundo o Infomoney, estão fechando ao índice de 30 % a.a., dependendo do setor.

Os motivos que levam as empresas, em geral, à falência, segundo, Marcos Hashimoto, doutor em Empreendedorismo pela EAESP/FGV, não está ligado apenas a um fator. Por exemplo, a maioria dos estudos aponta que a falta de capital de giro é o motivo principal, mas a causa genuína deste problema é que deve ser investigada.

É o que reforça a publicação da Agência Sebrae de Notícias no portal Exame.com: “Em geral, o encerramento destas empresas é causado por um conjunto de problemas ou falhas. Seis foram os principais fatores identificados: ausência de comportamento empreendedor, ausência de um planejamento prévio adequado, deficiências no processo de gestão empresarial, insuficiência de políticas públicas de apoio aos pequenos negócios, dificuldades decorrentes da conjuntura econômica e impacto de problemas pessoais sobre o negócio.”

A solução para empresas superarem os desafios e sobreviver à crise, está ligadaao aprimoramento gerencial. Bem como, parcerias estratégicas, otimização de processos e valorização do capital humano. Instituições como a FGV, Sebrae e muitas outras, oferecem farto conteúdo e apoio aos empresários dispostos a mudar! Por isso, caro empresário, é hora de deixar a vaidade de lado e buscar informações, conhecimento e ajuda.

(*) Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente (SP).

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