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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

02/09/2012 08:59

Carimbo, instrumento de identificação pessoal

Por Fernando Villa de Paula (*)

Como Delegado Titular da DEDFAZ (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários nesta

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capital Campo Grande – MS, diariamente passa por nossas mãos Inquéritos Policiais que tramitam visando à elucidação de crimes de falsidade, seja ela documental ou ideológica.

Neste cenário, constantemente nos deparamos com a utilização de carimbos falsos, que apostos em documentos também fraudados, identificam profissionais liberais, na sua maioria, advogados, médicos e ou autoridades

constituídas, Delegados de Policia, Juizes de Direito, Prefeitos, membros de entidades importantes como associações e federações.

O que podemos atestar, é que na maioria esmagadora dos casos, os profissionais que tiveram os dados utilizados para se falsificar os documentos, confessam na Delegacia de Polícia que não tiveram cuidado com seu

carimbo pessoal, isto é um fato.

De outra vertente, em qualquer lugar do Brasil, em qualquer gráfica ou tipografia, em um espaço de tempo muito curto, às vezes menos de 24 horas, se confecciona um carimbo com os dados pessoas que se pretende, isto sem que

o Estado tenha o menor controle sobre esta confecção. Não se pede documento de identificação, não se mantém cadastro dos clientes para confecção de carimbos, não se pede autorização expressa da entidade cujo nome seja impresso no carimbo, nada disso.

Os profissionais, estes deixam seus carimbos sobre suas mesas, sem qualquer zelo em guardá-los em local seguro, onde somente ele tenha acesso. Quando não, não têm o menor controle de quantos carimbos possuem e quando os

substituem, simplesmente jogam-nos no lixo, sem destruição.

Depois, como diz o ditado popular : “não adianta chorar o

leite derramado”.

O que é mais legal se ver é nos Postos de Saúde e Hospitais, reparem, os médicos, além de deixarem seus carimbos sobre as mesas, sem o maior cuidado em guardá-los, muitas vezes os deixam em cima de um bloco de receituário médico ou atestado em branco. Deve ser para facilitar o trabalho do espertinho! Seria de bom alvitre que algum legislador, seja ele Vereador, Deputado Estadual ou membro do Congresso Nacional tivesse a iniciativa de legislar sobre o assunto, pois a SEGURANÇA PÚBLICA e nós da DEDFAZ em especial agradeceríamos, enquanto isto não ocorre, o que pode demorar,

por favor, guardem seus carimbos!

(*) Fernando Villa de Paula é de delegado de Polícia Civil.

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Eu, que já tive carimbo "falsificado" por meliantes, gostaria de acrescentar que a cópia do carimbo pode ser feita à patir de qualquer documento carimbado, sem a necessidade do carimbo original; algo que não temos como controlar. Infelizmente, na grande maioria dos casos, a cópia não precisa ser fiel para atingir os objetivos.
 
Everton Rocha em 02/09/2012 09:56:34
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