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06/11/2013 10:00

Ciência e espiritualidade

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Sabemos que não existe efeito sem causa, nem causa sem efeito. Tudo tem finalidade específica, e isso também vale para o ser humano e a vida. A Terra não é o centro de tudo. Acreditar nisso foi o grande erro que prejudicou o conhecimento da origem do ser humano e da vida. Cabe aos cientistas buscar o conhecimento das leis naturais da Criação, as quais transcendem ao restrito planeta na imensidão do Cosmos.

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O real significado da vida ainda não foi compreendido, pois não houve interesse para isso. A começar pelas religiões, o maior interesse tem sido a satisfação própria no curto período que peregrinamos pela Terra. Sem conhecer o antes e o depois, sem o reconhecimento das leis naturais da Criação, os homens embrutecem e semeiam misérias, travando guerras de conquista, mas dando-lhes como desculpa de seus atos outras motivações menos decadentes.

Acontecimentos trágicos se avolumam pelo mundo. Lamentáveis ocorrências na aspereza da civilização moderna revelam que falta em nosso modo de viver harmonia com as Leis da Criação. Quando a Espiritualidade está presente no coração, a Pureza, o Amor, e a Justiça atuam sem impedimentos iluminando tudo, e um ideal de progresso humano une as pessoas. Sem a Espiritualidade, predomina o raciocínio, com as suas restrições. O materialismo avança. A Luz se afasta. Cada um se julga melhor que o outro. Desaparece a boa vontade, as pessoas não se entendem. A consideração e a paz vão embora.

Tudo induz para a vida falsa e vazia, sem sentido, mera imitação daquilo que nos é dado a ver de forma continuada, só superficialidades prevalecem. As pessoas são permanentemente distraídas com futilidades sem valor. Não há motivações que promovam o enobrecimento da espécie humana. Basta lembrar do avanço das drogas e seu poder de destruição junto à população. Temos na capital de São Paulo a maior cracolândia do mundo.

Faltam incentivos para pensamentos mais profundos ou um questionamento mais sério. Estaria uma reação começando a se esboçar? Não deverá ser com violência, mas com o desvelar da vida real, tão nefastamente ocultado, que conseguiremos clarear as trevas dos erros humanos. Segundo Abdruschin, pseudônimo do escritor alemão Oskar Ernst Bernhardt (1875/1941), tudo acabou se submetendo apenas ao raciocínio, restringindo a faculdade de compreensão ao puramente terreno. Sem o espírito atuante, também chamado de coração, os humanos se tornam insensíveis à moral e à ética. Como exemplos, basta lembrar dos inúmeros horrores narrados pela história, como guerras, escravidão, prepotência, e inclusive os praticados no período da Inquisição.

Estamos atrasados há séculos. Agora há uma tendência mundial para a escassez de recursos. Novas confrontações são esperadas. Muitos problemas já são bem conhecidos. Precisamos de motivação e vontade para corrigir os erros. As pessoas em geral, e os jovens e universitários em particular, precisam deixar de lado as ruas e as greves, unindo-se para que, embora tardiamente, nos preparemos para os difíceis tempos vindouros, dando a nossa contribuição para o aprimoramento humano e o bem geral.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, e associado ao Rotary Club São Paulo. Realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros “ Conversando com o homem sábio”, “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”, e “2012...e depois?”. E-mail: bicdutra@library.com.br

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Aqueles que não se esforçam em reconhecer as leis que imperam nos universos, considerando-se os donos do mundo com seus pensamentos estérios não são realmente seres humanos... Restringiram-se a seres inuteis...
Creio na espiritualidade e nos efeitos da lei da reciprocidade.
Feliz daquele que embora tarde, procure a razão de seu existir!!!
Parabéns senhor Dutra, pelo seu maravilhoso artigo!!!
 
Maria Christina Ferreira Gomes em 08/11/2013 08:55:32
Temos de reconhecer q o homem não é máquina, a essência espiritual é o que o define. Para a educação integral do ser humano, teríamos de incluir no aprendizado das novas gerações algo mais, como a observação da terra, ou seja da natureza e seu funcionamento em sequência lógica, as leis naturais da Criação; o desenvolvimento do senso de responsabilidade, o respeito e a consideração ao próximo, e a necessidade de reconhecer e respeitar a lei do equilíbrio em tudo o que fizermos, pois para cada coisa que recebemos temos de retribuir de alguma forma. Quem semeia colhe do mesmo. Então em vez do ser robotizado, estaríamos formando o homem integral, forte e desperto para a vida, apto a buscar inovações para enfrentar com coragem o desafio de alcançar a continuada melhora nas condições de vida.
 
Benedicto Dutra em 07/11/2013 14:00:42
Esse artigo é daquele que fica dando volta em cima do muro e não toma posição ou aponta uma solução real, apesar de ser kardecista claramente, mas é tipo assim: é preciso ser bom e assim o mundo vai melhorar! Ora, inócuo!
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 06/11/2013 11:27:33
Esse artigo demonstra extremo preconceito, atribuindo aos religiosos, ao "espiritualizados", o monopólio da moral e da ética. Pois eu garanto: a moral e a ética podem, sim, ser alcançados por meio da racionalidade. E digo mais: na minha opinião, este caminho, o da racionalidade, apesar de mais difícil e complexo, é mais sólido que o da espiritualidade.
 
Ricardo Farias em 06/11/2013 11:04:10
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