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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

31/01/2014 09:03

Disposição e atitude dos ‘rolezinhos’ daqui, não são para ‘marcha’ criminosa

Por Ruy Sant’Anna (*)

A sociedade campo-grandense e por extensão a sul-mato-grossense está atenta e receosa por conta das ações e reações dos ‘rolezinhos’ em Campo Grande. O que se espera é que não se dê oportunidade para criar uma luta que não deve existir entre classes, nem entre ‘certos e errados’. Essa não é a questão. A não ser que se queira misturar as situações para não se tentar resolver ou ter sobre absoluto controle pacífico essa situação.

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Acredito que, se essas crianças e jovens forem tratados, discursivamente como se fossem compreendidos, mas discriminados na prática como contumazes violadores da lei e da ordem, a sociedade campo-grandense, de início e logo a sul-mato-grossense terão problemas gigantescos na área do crime violento. E isso tem de ser evitado e não alvoroçado.

Não permitam que as situações ainda facilmente controláveis sejam misturadas. A sábia palavra popular já diz: ‘não misturem as coisas’.

Não duvidem de que os ‘comandos criminosos’, dentro e fora dos presídios, estão de olho no que se passa aqui. É possível que estejam preparando esquemas para cooptarem crianças e jovens para quadrilhas com ofertas que podem atrair pela tentação ou coação de mil disfarces.

A falta de sinalização para solução dos anseios das crianças e jovens pode ser o sinal que os ‘comandos’ esperam, o que seria um estopim aceso para alimentar a criminalidade, ansiosa por novidades na ‘mão de obra’ criminosa.
Esta na hora de se ouvir, concretamente, a esse público que pode ajudar o poder público a resolver tal pendência. Não chegou a hora do, ‘é isso ou nada’; afinal, os rolezinhos daqui não estão contra ninguém, mas a favor de todos.
Faltam lugares para os jovens da periferia se divertir? Todo mundo sabe disso. Eles deveriam ter eventos franqueados em cada região da cidade. O poder público municipal deveria pesquisar onde tem um espaço usado como estacionamento, para que sejam utilizados para show de samba, pagode e MC. A Avenida Fernando Correa da Costa está lá, onde se faz grandes eventos e até carnaval; a’ Praça do Papa’ também. Vai precisar estrutura de segurança para garantir a paz nos ‘rolezinhos’, também para garantir a saúde etc. Artistas locais e regionais tanto de todos gêneros e ritmos existem aqui, bem assim os MCs, todos profissionais de excelente qualidade.

As crianças e jovens sabem que a OAB respeita e pratica a lei e a ordem, tanto quanto as autoridades judiciárias, policiais e direção do Shopping, a grande diferença entre eles foi que a OAB/MS soube escutar e explicar o motivo de sua verdadeira presença, lá. A OAB/MS incentivou ao respeito às regras vigentes na democracia e, portanto não estava ‘coionhando’ ninguém. Outra coisa, que seja entendido pelas pessoas que desconhecem as atividades e responsabilidades da OAB/MS, esta tem nas suas atribuições 46 (quarenta e seis) Comissões que acompanham os interesses concretos da sociedade sul-mato-grossense. O objetivo deste artigo não é a defesa da Instituição OAB/MS, por isso não explanarei cada uma delas.

Entendamos que a disposição e atitude dos ‘rolezinhos’ daqui não fazem parte de uma ‘marcha’ criminosa são pessoas tolhidas de todas as formas de ir e vir, de não poder sair e de circular. Ainda mais agora que todas as pessoas são estimuladas a expandirem seus sonhos, pelas internets e youtube da vida. Vivem em casa, sem recurso financeiro ou de distração e reunião em suas regiões. Quer cantar, dançar, rir, abraçar, beijar, namorar, conhecer pessoas, dar-se bem sem prejudicar nem violar nada ou alguém. Sem saber, bem, querem se socializar e isso é bom para a cidade, estado, país, todas as pessoas, autoridades ou não.

Gostaria que este artigo ajudasse algumas pessoas lembrar que, no fim, todos somos humanos e possuímos desejos e aspirações parecidas.

Torço por essas crianças e jovens dos ‘rolezinhos’ de Campo Grande e de quantos como eles querem se divertir e ser feliz, sem violência. Acredito, sobretudo, nas autoridades constituídas e suas conduções para a solução do que está na vitrine das aspirações das crianças e jovens campo-grandenses. Por isso, abraço a todos e lhes dou bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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É lamentavel que estejamos discutindo este tipo comportamento de jovem, isto mostra um pais atrasado e cada vez mais burro, rolezinho,funck sera que esta gente não nada mais util para fazer, a ascendencia dentro de uma sociedade deve ser feira com cultura educação admirar marginais, bandidos sera que não existe uma referencia melhor para esta gente, sim porque a maioria destas letras de funck só fazem apologia de facções criminosas, consumo de drogas,violencia por violencia e esquecem de estudar de trabalhar e nada na vida se conquista sem esforço e trabalho deixamos a malandragem para os bandidos.
 
JAIRO BORGES em 01/02/2014 16:48:09
Este é o pais do pode tudo o vale tudo, eu acho particularmente uma chinelagem estes tais de rolezinhos, ja começa por esta turma admiradora de musica funk , com letras estupidas e sem nexo que só fazem apologia de violencia e consumo de drogas, alias esta praga que começou nos morros do Rio de Jneiro e dentro de cadeias onde marginais faziam letras para enautecer facções criminosas, o que falta é cultura e educação para esta gente, pra que possamos ter uma sociedade melhor.







 
JAIRO BORGES em 01/02/2014 16:22:07
Alguns cientistas políticos possuem uma visão um pouco diferente desses movimentos,em discordância com os argumentos apresentados neste referido artigo.....infelizmente!!
 
gladis alaia em 31/01/2014 13:05:36
Acredito que ninguém será contra jovens frequentarem shoppings,como naturalmente já vemos, sejam de área nobre ou periferia naquele momento como saberemos, a questão é que se organizada uma grande multidão através de redes sociais é bem provável que haverá tumulto,quem defende essa situação alegando que estivéssemos discriminando os tais "rolezinhos"creio que esteja equivocado,imagine-se com sua família em qualquer hiper mercado ou shopping em nossa capital Campo Grande e comece entrar nesse local uma população de aproximadamente 1.000 pessoas, você ficaria tranquilamente despreocupado sentindo-se em segurança.
 
Abel dos Santos em 31/01/2014 11:17:01
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