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24/09/2015 14:42

Dourados enfrenta nova onda de calor

Por Carlos Ricardo Fietze Gabriela Moreira Ferreira (*)

Desde 15 de setembro de 2015, a população de Dourados e a região Sul de Mato Grosso do Sul vive um período com temperaturas extremamente altas, devido a uma onda de calor. Onda de calor é nome que se dá para uma sequência de dias com temperaturas máximas superiores a 33°C. Mas afinal, a ocorrência de ondas de calor é um fenômeno comum na região de Dourados ou ocorre apenas eventualmente? Examinando-se a base de dados meteorológicos de 37 anos da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), é possível verificar que desde junho de 1979, quando iniciaram as observações meteorológicas, houve na região de Dourados 19 ondas de calor com 12 ou mais dias de duração, sem contar com a atual (conforme tabela abaixo).

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O ano de 2002 foi o de maior frequência, com três ocorrências. Também em 2002 houve a onda de calor mais extensa, com 27 dias de duração. Apesar de não ser a mais extensa, a onda de calor que ocorreu em outubro de 2014 foi uma das mais fortes que atingiu a região de Dourados. Naquela ocasião, a onda de calor teve duração de 12 dias e a temperatura máxima atingiu 40,8°C, em 17 de outubro de 2014, a maior temperatura registrada na estação da Embrapa Agropecuária Oeste desde 1979.

Assim,apesar das poucas ocorrências de ondas de calor nas décadas de 1980 (apenas uma) e 1990 (seis ondas de calor), e do aumento de sua frequência a partir de 2002, (12 ondas de calor nos últimos 14 anos) - a onda de calor que atingi Dourados desde a semana passada não foi a primeira, nem deverá ser a última.

Assim, apesar das poucas ocorrências de ondas de calor nas décadas de 1980 (apenas uma) e 1990 (seis ondas de calor), e do aumento de sua frequência a partir de 2002 (12 ondas nos últimos 14 anos) - a onda de calor que atinge Dourados desde a semana passada não foi a primeira, nem deverá ser a última.

No caso da agropecuária, área de atuação da Embrapa, os produtores rurais que adotam tecnologias, por meio de sistemas integrados de produção, têm chances de melhores resultados no campo (ambientais, econômicos e sociais) em períodos como esses, nos quais as temperaturas máximas são superiores à média usual para uma determinada época.

Entre outros fatores, ambientalmente, evita-se erosão, reduz a evapotranspiração, o número de pragas, plantas daninhas, doenças e, consequentemente, uso de agroquímicos, e aumenta-se a produção de grãos, fibras e energia. Economicamente, o aumento da produção possibilita a melhoria na geração de renda. E socialmente melhora a condição de vida do trabalhador rural, o preço e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

(*) Carlos Ricardo Fietz, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, e Gabriela Moreira Ferreira, graduanda de Engenharia Ambiental/UEMS

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