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07/05/2013 13:39

Embrapa: símbolo da eficiência no campo

Por Ruben Figueiró (*)

Na década de 70 o brasileiro usava em média 48% de sua renda com alimentação. Hoje este gasto caiu para 20%. Em 40 anos, a safra de grãos quadruplicou. Hoje somos uma das nações mais importantes na área do agronegócio mundial. Há 40 anos foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Estes fatos não representam mera coincidência, estão intrinsecamente ligados.

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Poucas instituições brasileiras gozam de tanto prestígio e reconhecimento quanto a Embrapa. Ela é a grande referência da agropecuária brasileira. A Empresa foi criada por iniciativa de brasileiros visionários, como Luis Cirne Lima, Eliseu Alves e Alysson Paulinelli, que tinham a clareza de que era possível desenvolver no Brasil uma agricultura tropicalizada, de caráter sui generis, descartando, inclusive, o sistema de produção importada das regiões temperadas.

Graças à Embrapa, somos exportadores de peso de grãos, carnes e frutas no cenário internacional. As pesquisas e as inovações tecnológicas são admiradas pela Europa, Estados Unidos e Canadá. A Embrapa é símbolo de inovação, de modernidade, de sustentabilidade, de valorização de parcerias e de visão estratégica de longo prazo. No entanto, precisa de mais recursos orçamentários para ser competitiva no longo prazo e manter-se como instituição científica atualizada tecnologicamente. Enquanto os países desenvolvidos investem cerca de 3% do PIB agropecuário em pesquisas, o Brasil, destina metade disso: 1,5%.

O Mato Grosso do Sul talvez seja a unidade da Federação que mais tenha sido beneficiada pela Embrapa. O Estado trilha os caminhos do crescimento de maneira sustentável, equilibrando exploração econômica com preservação ambiental. Temos três núcleos operatórios: a Embrapa Agropecuária Oeste; a Embrapa Gado de Corte; e a Embrapa Pantanal. Em todos, usufruímos do trabalho extraordinário de pesquisa não só da genética do rebanho ou do melhoramento das sementes, como também da conservação do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida do homem pantaneiro.

Dentre tantos projetos importantes da Embrapa, destaco um que é pioneiro e decorre de uma decisão da conferência de internacional de Copenhagen, na Dinamarca: a promoção do sequestro bruto de carbono de 1,2 milhão de toneladas por ano, o equivalente a 4,3 milhões de toneladas de CO2 anuais por meio da preservação da natureza. É um trabalho persistente que ganha valor específico a cada passo.

Além disso, ressalto que a Embrapa desenvolveu cultivares de soja plenamente adaptados ao solo e ao clima e de alta estabilidade produtiva. O rendimento físico da soja aumentou 90% nas últimas décadas; no do milho, houve um aumento de 64%; e, no do algodão, houve aumento de 139%. O crescimento médio em área de floresta plantada foi de quase 165% em cinco anos. A pecuária de corte cedeu aproximadamente um milhão de hectares aos setores sucroalcooleiros e florestal, mantendo, todavia, seu volume de produção praticamente constante. Também houve a recuperação de pastagens degradadas.

Vários projetos estão sendo desenvolvidos de forma exitosa pela Embrapa Pantanal, garantindo a melhoria genética do rebanho, a introdução de novas tecnologias de produção e controle de doenças e a criação de uma linha especial de crédito por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, além do projeto que promove o melhoramento genético de quatro espécies nativas de peixes, visando a criar processos para estimular a industrialização para agregar valor ao pescado.

Afirmo sem dúvida de erro ou exagero: o trabalho realizado pelas três Embrapas em Mato Grosso do Sul está sendo essencial para colocar Mato Grosso do Sul no ranking dos melhores lugares para se produzir riquezas e se viver no Brasil.

(*) Ruben Figueiró é senador da República pelo PSDB de MS.

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