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24/10/2013 09:59

Enem: o impacto sobre a escola

Por Fabrício Vieira de Moraes (*)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tornou-se, nos últimos anos, um dos grandes protagonistas da educação brasileira. Para quem vê graves problemas nesse exame nacional ou para quem aposta em seus benefícios, o fato é que o Enem chegou para ficar e provocou um claro impacto na forma como as escolas do ensino médio preparam os seus alunos.

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Termos antes restritos ao âmbito pedagógico, como habilidades e competências, foram incorporados no dia a dia de jovens e suas famílias. A divulgação dos rankings preparados pelos jornais respingam (para bem e para mal) no prestígio das instituições e afetam mesmo índices de matrículas e fidelização de alunos.

Por essas razões – e por muitas outras –, o Enem não pode ser olhado como algo de pouca importância por nenhuma escola, tampouco deve ser temido. A divulgação dos resultados e a realização das provas têm de ser previstas no planejamento estratégico administrativo e pedagógico, porque de fato são importantes, seja para os alunos (e suas possibilidades de acesso ao ensino superior, por exemplo), seja para a instituição de ensino (que pode se ver às voltas com problemas ou surfar na onda, conforme seus resultados).

Isso quer dizer que é preciso investir mais inteligência, trabalho e recursos nas atividades relacionadas ao Enem. Estamos falando de olhar com critério para os resultados, analisar os gráficos de desempenho, ver os pontos fortes e fracos e orientar o trabalho pedagógico, para que as turmas seguintes possam se beneficiar do aprendizado geral para a instituição, e também preparar a comunicação institucional para administrar crises ou colocar a banda na rua.

Em uma palavra: aprendizado. A cada novo Enem, a escola tem uma excelente oportunidade de aprender, de se aprimorar, refinar métodos, olhar-se com coragem para vencer obstáculos e ter metas compartilhadas. O bom gestor não teme o Enem: prepara-se com realismo e traça planos para melhorar, sem subterfúgios.

Muitas escolas vêm conseguindo aprimorar seu trabalho pedagógico dessa maneira, mesmo que off the records critiquem o exame e a polêmica muitas vezes desinformada que a mídia propaga sobre o que de fato os dados significam. Está certo. Afinal, ninguém é obrigado a concordar com a proposta, muito menos com a forma com que os dados são divulgados. Mas é uma miopia de liderança fingir que nada está acontecendo e perder uma chance concreta de levar a escola para um novo patamar de qualidade.

(*) Fabrício Vieira de Moraes é pedagogo.

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Muito bom o seu artigo Fabricio. Concordo com seus apontamentos, e o que mais me intriga neste processo educacional, é a dificuldade das escolas e de seu orgão gestor em transformar as grades curriculares, atualizando-as e contextualizando estas mesmas para a ocorrencia de um significado mais profundo no sentido da escola. Como professor de ensino médio, afirmo que é impossível o atual modelo revigorar-se. Não precisamos de reformas na educação de ensino médio. Precisamos sim é construir um novo modelo de escola, que abandone de vez a atual estrutura, que é de alunos do século 21, professores do século 20 e escola do século 19... Impossível a ocorrência de sucesso com tal prerrogativa. Abraço!
 
Rogério Pileggi em 24/10/2013 11:46:16
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