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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

29/05/2014 09:20

Feitiço vira contra feiticeiro: fantasma amedronta o PT

Por Ruy Sant’Anna

A propaganda do PT que pretendeu assombrar seus adversários já é vista pelos palacianos como sério problema que começa a se movimentar, não às escuras, mas às claras como o terrível dragão da inflação que além de acender o medo dos petistas e governistas, assusta e irrita aos eleitores brasileiros. Todo dia que se vai aos supermercados da vida e qualquer tipo de comércio têm se a desagradável surpresa dos preços aumentados.

Na verdade o dragão da inflação é sempre visto como o fantasma que mostra aos consumidores que o poder de compra de seu dinheiro diminui irritantemente. Mas, isso não é problema para os palacianos que têm o cartão de crédito corporativo e não sentem diferença quando assumem seus ímpetos de compras compulsivas.

É aí que a coisa pega, pois esse descontrole financeiro acontece exatamente sob o governo da candidata à reeleição Dilma Rousseffe, e o nome desse fantasma é inflação. Uma das principais causas da inflação está ligada umbilicalmente ao governo de Dilma. A inflação é alimentada pelo governo petista, o mesmo governo que se arrasta de Lula a Dilma. Lembra que Lula esbravejou, sim porque Lula não é capaz de comemorar com alegria, mas com raiva e espírito de vingança. Vingança inexplicável, pois o capitalismo que ele finge ser contra é o que lhe garante a nababesca existência, viagens e enriquecimento de seus filhos.

O medo que o PT tentou incutir nos brasileiros vira-se contra ele através da inflação; e os votos que poderiam ir para ele devem ser queimados mais violentamente pelos preços que comem os salários. Não há como negar.
A causa primeira da inflação está no déficit público incontrolável, mal aplicado e mal explicado em muitos casos.

Mesmo as manobras de previsão de caixa poderão ajudar ao governo de Dilma com o aumento de expectativa de “arrecadação extraordinária”. Essa “arrecadação” prevista era de R$ 19 bilhões e recentemente teve sua “previsão” aumentada para R$ 24 bilhões. Mas, não há mágico que consiga garantir que tal previsão de aumento da “arrecadação extraordinária” vai se realizar. É previsão duvidosa. O que o governo está fazendo é como a velha história de quem conta com o ovo no fiofó da galinha. Receitas improváveis são receitas improváveis.

Até a apoteose mental de Dilma neste ano eleitoral com sua gastança atrapalha as receitas improváveis, tornando-as mais impossíveis de o governo manter a previsão de inflação em 5,3%. Dentro do governo já é previsto alteração nessa previsão para 5,6%, mas se sabe que pelo andar da carruagem, logo, logo vai iniciar o galope e depois só confiando em Deus.

O fato repetitivo nesse governo reaparece com a inflação. Há pouco o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu não elevar os juros que interferem no comércio, mas duas palavras passaram desapercebidas pela população e elas se referem a essa momentânea contenção dos juros: “no momento” os juros não subiram. E daí pra frente? “Fumo? Ou Fiquemo”. Acho que é “fumo” mesmo!

Por que fato repetitivo? Porque a política econômica do Banco Central que deveria ser autônoma do governo de Dilma na realidade tem a influência (para não dizer palavras mais fortes) desse governo mandão, que manda e não faz o que prega. Os juros que não subiram agora, logo, logo devem voltar a subir. Aí está o governo, e o BC quer que o povo economize e até que o povo e os empresários economizam, mas ele governo não faz o que determina para os outros. O governo divertidamente segue gastando igual criança em loja de doces. Mas, o governo é um marmanjo desajeitado que não tem graça nenhuma. Mexe e gasta mal nosso dinheiro. Prejudica a economia e à população.

Ao contrário do que o PT anunciou em sua propaganda partidária eleitoral, o povo na hora de votar vai lembrar-se do passado sim, mas da inflação e para evitar mais prejuízos de sofrimentos escolherá entre Aécio Neves e Eduardo Campos.

Há poucos dias a imprensa espelhou a opinião de analistas econômicos que observaram que os consumidores, até aqui em Campo Grande retraíram-se nas compras em todos os setores. O que é isso? Instinto de auto defesa. Percepção que o governo de Dilma não praticou. Por isso, neste ano eleitoral e com a gastança de Dilma e amigos, o caixa governamental é um ralo por onde escoa enorme quantia do dinheiro público, que não faz poupança para investimento.

Como Dilma declarou que para se eleger vale tudo, então não haverá nenhuma freada ou redução de gastos neste 2014 e que Deus nos acuda em 2015 porque lá na frente ainda restará rebarba dos erros do PT a ser resolvida pelo próximo governo. Nada que o bom senso e competência do novo presidente não possam resolver. É isso aí gente, vamos dirigir nossa convicção para a mudança através do voto no dia cinco de outubro. Façamos a nossa parte quando necessário; eu por hora lhes dou bom dia, o meu bom pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, Jornalista e advogado.

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