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Campo Grande, Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

27/06/2014 08:39

Fim da burocracia

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

Foi assinado recentemente um termo de compromisso entre o governo federal e os governos do estado e do município de São Paulo para agilizar a abertura de empresas por meio de um sistema de simplificação de registros, chamado de Redesim. A meta será reduzir para cinco dias a abertura de novos empreendimentos. Hoje para se abrir uma empresa, levam-se, no mínimo, 156 dias, um dos maiores prazos verificados no mundo. Apesar da vocação do brasileiro para o empreendedorismo – segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o país é o décimo mais empreendedor do mundo – a burocracia para se abrir uma empresa afasta os microempresários da legalidade. Cerca de 80% dos estabelecimentos comerciais, segundo o governo estadual, não possuem alvará de funcionamento.

O crescimento do empreendedorismo é uma tendência mundial, já que o avanço da tecnologia mudou a face do mercado de trabalho, enxugando postos de trabalho. No entanto, no Brasil não há incentivos a essa cultura, desde a escola. Uma cena comum em filmes de Hollywood mostra adolescentes trabalhando nas férias escolares, para conseguir um dinheiro a mais. Aqui, as faculdades poucos estimulam o empreendedorismo, conforme pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

O CIEE trabalha na direção de incentivar o jovem empreendedor, principalmente no que tange à sua preparação por meio estágio, já que o futuro proprietário de uma empresa precisa aumentar sua bagagem profissional, com experiências práticas de todos os tipos. Numa empresa, é possível vivenciar as atividades daquele setor, ganhando boa percepção de erros e acertos que podem ser cometidos durante o percurso.

Por isso que iniciativas como essa das três esferas de governo é muito salutar e devem ser apoiadas. Diminuir o tempo de abertura de um novo negócio ajuda na inserção de novos empreendedores e de novas inciativas de negócios, aumentando também os postos de emprego formal. Nos países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, o empreendedorismo sempre foi um dos pilares de sustentação da economia, e desenvolver as competências entre os jovens criativos, ousados e inovadores deve ser encarado como uma forte contribuição para o crescimento do país.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

 

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