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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

26/07/2011 12:00

Grandes condutores e seus potentes motores

Por Geosmar Gonçalves (*)

Possuir um veículo que desenvolva uma velocidade acima da permitida em lei nunca foi e nem jamais será um fator de segurança do condutor. Não podemos fazer da “exceção” a “regra”.

Até nas ultrapassagens, não podemos considerar tal fato como medida auxiliadora, pois o condutor só ultrapassa quando sente plena segurança, quando o veículo que vem em lado oposto encontra-se muito distante, quando o veículo que se encontra logo a frente possui características inferiores e quando as intempéries estejam favoráveis.

Agora surge o questionamento: Por que os veículos saem de fábrica com motores que desenvolvem imensas velocidades? A resposta está simplesmente no fato que as grandes fábricas de veículos só produzem aquilo que o consumidor deseja comprar - é o papel deles, fazem aquilo que, por sua natureza, nasceram pra fazer (e fazem muito bem).

Agora quanto às pessoas comprarem alguns desses veículos, evidencia, “em tese”, a falsa sensação de obtenção dos imensos poderes que o veículo pode oferecer. Significaria dizer: Eu posso mais que você! Eu chego antes de você! Eu sou bem melhor do que eu imaginava!

Afinal, veículos que custam em torno de R$ 25.000,00 não se deslocam da mesma maneira e levam a lugares diversos como os que custam R$ 150.000,00? Ou o conforto do banco de couro vale tamanha diferença? Ou só o fato de saber que tal veículo desenvolveria seus 220km/h, mesmo que o motorista nunca venha a desenvolver, compensaria imenso valor?

Não afirmo que sou contra ou a favor do que outrora afirmei, mas realmente questiono e instigo cada um a refletir. Parabenizo a todos aqueles que possuem grandes máquinas, não se importam em ostentá-las e trafegam em velocidades seguras e condizentes.

Certa vez, um amigo me disse que não poderia participar de certas reuniões com diversas autoridades, sem que tivesse um veículo que chamasse a atenção e um motor potente, com medo de não ser bem visto ou não receber tanto respeito.

Já em outra oportunidade, percebi algo um tanto quanto inusitado – algumas pessoas que possuem imensos veículos com seus potentes motores quando viajam nas estradas e rodovias, desenvolvem velocidades muito superiores às permitidas em lei. Quase não se vê quando eles ultrapassam (o máximo que se vê é um vulto).

Já as mesmas pessoas, quando estão trafegando nas ruas das cidades com os mesmos veículos, deslocam-se a 10km/h, como se na área urbana, onde há maior concentração de pessoas e onde o palco é imenso, eles fizessem a questão de ser notado. Coisas do tipo: “Olha gente o que eu tenho/sou”.

De nada adiantaria intensificar a fiscalização nas diversas vias se não houver dentro do cidadão, a consciência de que ao lançar fora essa falsa sensação de poderes e ao reduzir a velocidade do seu veículo, reduziria consequentemente o imenso e apavorante número de acidentados e mortos no Brasil.

(*) Geosmar Gonçalves é professor e policial militar.

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concordo plenamente com nosso amigo geosmar, independente de carros potentes ou não, de motoristas bons ou não, de motoristas ricos ou pobres, de motoristas que dirigem em sã consciência, ou mesmo que tenham bebido algo alcoólico moderadamente, o que importa mesmo acima de tudo isso é que cada cidadão que se acha e se considera um motorista.. entre para dentro de sí mesmo e reflita sobre o tamanho da responsabilidade que se tem que ter e que se é necessária para sairmos as ruas onde dia após dia aumenta a quantidade de transuêntes de pensamentos e sentimentos totalmente diferentes dos seus. No meu ponto de vista, que me desculpem se estiver errado mas eu próprio tenho por mim que se uma pessoa tem a moral própria e um alto senso de responsabilidade consigo propria nem mesmo alcoolizada ela causará prejuizos a alguém, até porque uma pessoa responsável sabe muito quando está em sã consciência para dirijir. façam como eu, vamos refletir mais e ter mais valor a vida, pois a mesma depois de perdida não tem mais sentido algum......
 
francisco alves da silva em 28/07/2011 09:57:31
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