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20/06/2013 08:26

Inocentes ou rasputins?

Por Valfrido M. Chaves (*)

Qualquer olhar sem tacape ideológico vê a falsidade em torno do dito “conflito indígena” em nossas comunidades. Percebe-se então que, à sombra do poder estatal, sejam Funai, Ministério da Justiça ou, na penumbra de mantos religiosos mais que óbvios, o dito conflito é cultivado com rara competência.

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Por um lado, o Estado brasileiro, em sucessivos governos, trai solenemente índios e fazendeiros, facilitando e até criando condições para que a desavença e magoas se estabeleçam entre eles. Nesse projeto "do mal", os índios são traídos pela falta de assistência e de apoio para que se tornem cidadãos de fato, com terra ou sem terra, mas com saúde, conhecimento, capacitação para o trabalho, para que saiam da condição de brasileiros de segunda categoria, tornando-se independentes de quaisquer funais e humilhantes sacolões da vida. Nessas condições, o sentimento de natural revolta se instala na alma desses nossos irmãos.

Os fazendeiros são traídos pelo mesmo Estado brasileiro quando, após comprarem terras autorizados por esse Estado, pagarem impostos, investirem e produzirem até por mais de século, como na Fazenda Esperança e Santa Cruz, em Aquidauana, mediante laudos fúteis, unilaterais e onipotentes, do dia para noite, são expulsos de suas casas e das páginas da Constituição. Punidos por acreditarem e cumprirem as leis, são objeto de “retomadas”, conceito reconhecido pelo Ministério Público Federal para validar invasões e violação dos mais elementares direitos do cidadão brasileiro.

Assistem, impotentes, suas casas serem incendiadas por milícias armadas que recebem a polícia à bala em eventual reintegração de posse. O Estado, a União e sucessivos governos são os traidores dos cidadãos índios e não índios, postos em situação de conflito.

O ódio é plantado para impedir que uns e outros se unam para pressionar o Estado a assumir suas responsabilidades para com ambos. Não é por incompetência de ninguém que a anarquia chegou onde chegou, semeando mortes, insegurança jurídica e ameaça de caos econômico nos municípios, caro leitor! É competência da “práxis revolucionária”, como eles dizem, na semeadura do ódio para o cumprimento do dogma primeiro de sua cartilha ideológica: “o conflito é o motor da História”.

Tais “agentes da História”, como se autodenominam, após bebericarem do néctar de uma ideologia onipotente que só deixou dor, caos e fracasso por onde passou, entram em êxtase quando promovem o ódio entre etnias e classes sociais. Se sentem poderosos ao mentir, distorcer, promover violência e ruptura das leis.

Cabresteiam hoje até setores religiosos, ou são por eles cabresteados, que traem seus mais elementares princípios quando, por exemplo, mentem atribuindo a absurda mortandade entre índios de MS resultante da deterioração social e politica de ócio da Funai para com eles, ao "assassinato de índios" no conflito por terras. Com tais distorções, no Brasil e mundo a fora somos tidos e havidos como assassinos de índios. Bispos e Ministros chegam, angelicais, nada sabendo sobre tais mentiras, a promoção sistemática de ódios e laudos unilaterais ou quem organiza e financia invasões armadas, sim senhores!

Mentir, enganar, violentar, leitor, é o modo perverso como alguns compensam suas invejas e sentimentos de inferioridade que martirizam suas almas. Freud explica. Mas até quando a nossa sociedade tolerará tais inocentes rasputins, coveiros de nossa democracia tão falha e nosso já capenga Estado Democrático e de Direito? Para quem não sabe, Rasputim foi o "monge louco da Rússia" que, desmoralizando a familia imperial somou para a implantação do comunismo naquela nação.

(*) Valfrido M. Chaves é psicanalista e fazendeiro.

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