A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

19/02/2011 11:11

Inovação e sustentabilidade são os desafios para Dilma

Por Antonio Ibañez Ruiz (*)

O desenvolvimento científico no Brasil atingiu um novo estágio na primeira década do século XXI. O governo do presidente Lula realizou mudanças estruturais no sistema de ciência e tecnologia e a introdução de novos instrumentos legais. Em dez anos, o dispêndio total em pesquisa e desenvolvimento sofreu um aumento real de 75%. Cresceu de R$ 12 bilhões no ano 2000 para R$ 44,4 bilhões em 2010. Isto representa um aumento da participação do setor no PIB de 1,02%, em 2000, para uma estimativa de 1,25% em 2010.

Este ritmo de crescimento só é comparável aos dispêndios aportados pelos grandes players internacionais, como China, Coréia do Sul, Índia e Rússia, países que apostaram nos investimentos em ciência e tecnologia como mola do crescimento interno e externo. Em comparação com países desenvolvidos, como Itália, Canadá e Austrália, estamos bem à frente no impulso dado ao nosso universo acadêmico e científico institucionalizado em universidades, institutos de pesquisa e no setor empresarial.

Já somos o 13º país do mundo em número de artigos publicados em periódicos indexados internacionalmente. Formamos em torno de 40 mil mestres e 12 mil doutores por ano. Instalamos a primeira fábrica para produção de chips na América Latina. A rede nacional de institutos nacionais de ciência e tecnologia alcançou um total de 122 unidades.

Além disso tudo, trabalhamos ativamente em várias frentes, como a infraestrutura de pesquisa, o sistema de alerta contra desastres ambientais, um novo reator nuclear, um anel de Luz Síncrotron mais moderno, um observatório do ecossistema marinho (Amazônia Azul) em tempo real e a transformação da Finep em uma instituição financeira, e uma infinidade de outros tantos projetos e programas.

O mais interessante está no fato de quanto mais fazemos, mais descobrimos o quanto ainda há por fazer. O Brasil está no caminho certo para se tornar a primeira potência mundial a fazer ciência tropical, mas os desafios abertos para que alcancemos o patamar de excelência na produção científica e tecnológica, no cenário das nações, demanda, de todos nós, esforços intensivos em P&D e a consolidação do robusto processo de investimentos no universo de CT&I.

Por isso, tenho certeza que estamos entrando agora, no governo da Presidente Dilma, em um novo capítulo na história da ciência brasileira. A palavra de ordem, comandada pelo ministro Aloizio Mercadante, é enraizar as conquistas e sedimentar a estruturação da esfera de CT&I, mas, além disso e sobretudo, dar ênfase ao ainda incipiente processo de inovação no Brasil, combinado a um sistêmico, dinâmico e integrado modelo de ciência, tecnologia e inovação voltados para o desenvolvimento sustentável.

É imperativo que o desenvolvimento sustentável, prioridade das prioridades neste mundo globalizado, seja definitivamente adotado pela agenda científica nacional e pelas políticas públicas desenvolvidas pelo Estado brasileiro.

Só os países que incorporam a sustentabilidade como um direito da sociedade e um dever do Estado terão seu lugar no século XXI. Mais do que isso, o desenvolvimento sustentável deve estar casado com uma visão de inovação, onde os processos produtivos e econômicos passem por um constante processo de transformação e mudança, sem em contínuo aperfeiçoamento.

A inovação representa um instrumento decisivo e determinante na direção do processo de aumento da competitividade e da produtividade das empresas brasileiras, mas que contempla a efetividade do desenvolvimento sustentável em suas múltiplas dimensões.

(*) Antonio Ibañez Ruiz é professor do Departamento de Engenharia Mecânica, da UnB. Foi reitor de 1989 a 1993, secretário de Educação do DF, secretário nacional de Ensino Médio e Tecnológico, conselheiro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e, atualmente, secretário-executivo substituto e chefe da Assessoria do Fundo Nacional de Denvolvimento Científico e Tecnológico do MCT.

Sobre o mercado e o governo
O homem primitivo acordava de manhã, saía para coletar frutas, abater animais e pescar peixes, e assim ele se alimentava. Ao fim do dia, cobria-se co...
Logística reversa: pensamento sustentável pelas gerações futuras
Incertezas são o que mais temos, porém ideias norteadoras e essenciais para a construção de um futuro mais sustentável já existem. Não podemos ignora...
Quando, também na escola, se dialoga sobre as religiões
Temos percebido uma crescente preocupação acerca do papel social da escola e da educação que acontece neste espaçotempo. Numa perspectiva de sociedad...
19 anos de Código de Trânsito Brasileiro
No dia 22/01/17, o atual Código de Trânsito Brasileiro completa 19 anos de vigência. Após 31 Leis que o alteraram, com o complemento de 655 Resoluçõe...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions