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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

27/01/2014 15:39

Luiza Trajano: crise no varejo brasileiro?

Por Marcelo Murin (*)

Afinal, o varejo brasileiro está em crise? Muito tem se falado sobre a instabilidade da economia, mas a pergunta acima foi tema de uma entrevista da empresária Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, no programa Manhattan Connection, da GloboNews, no dia 19 de janeiro.

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Segundo informações passadas por Luiza durante a entrevista, que acabou viralizando nas redes sociais, o varejo brasileiro está em desenvolvimento, tendo crescido 5,9% e gerando 630 mil empregos em 2013. Segundo Flávio Rocha, Presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), vivemos a “década do varejo”.

Sem dúvida alguma, a participação de novos consumidores na economia brasileira tem gerado crescimento, no entanto ainda temos uma grande parcela da população sem acesso a produtos que são fortemente vendidos no varejo, como itens da chamada linha branca. Isso nos leva a crer que ainda há muito para se crescer.

Claro que para esse consumo se efetivar é importante que além desses consumidores que já estão inseridos na classe média terem motivação e interesse de consumo, mantenham seu poder de compra, que deve ser garantido pelas regras econômicas estabelecidas pelo governo.

Outro aspecto importante citado por Luiza na entrevista foi a respeito da maturidade do varejo brasileiro, onde ela diz que ainda temos muito a desenvolver. Começamos a nos organizar melhor há aproximadamente cinco anos, o que já tem trazido bons resultados para o setor.

Com relação à comparação da concorrência das vendas virtuais versus lojas físicas, obviamente que é uma preocupação futura, pois o mundo está se modernizando, mas também voltemos a pensar no tanto que o país precisa e tem a se desenvolver em outros pontos. Então, acredito que o varejo ainda tem um longo caminho a percorrer em desenvolvimento até que as vendas virtuais realmente passem a incomodar de fato.

Como ponto final da entrevista, Luiza faz uma pequena comparação entre a atuação do varejo nos EUA e no Brasil, onde ela comenta que lá os processos e sistemas são quase perfeitos, entretanto o atendimento - apesar de ser muito treinado - tem certa frieza quando comparado ao brasileiro. Já no Brasil temos muito a evoluir nas questões de processos, sistemas, logísticas e outros, já que fazemos a diferença no atendimento, onde muitas vezes a venda se configura pela forma e atitude do vendedor.

Obviamente que isso também pode ser resultado da diferença cultural entre os países, e até mesmo da busca criativa dos vendedores para tirar a diferença da falta de recursos em atingir seus objetivos. O fato é que temos muito o que aprender um com o outro, cada um naquilo que fazemos de melhor.

Por fim, acredito que a crise não é do varejo brasileiro, e sim da economia e do país. Por consequência, pode refletir no varejo, mas se o setor souber trabalhar de forma positiva e usar a situação a seu favor, poderá ter muito ganhos nesse momento e principalmente em um ano com grandes eventos, como promete 2014.

(*) Marcelo Murin é administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto

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Marcelo Murin, bem vê-se que você como economista é um ótimo administrador.
A economia brasileira está em alta, o mundo inteiro reconhece. A vida de todos nós brasileiros mudou para melhor...se não mudou, é exceção à regra.
 
Marta Santos em 27/01/2014 16:16:11
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