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04/03/2015 14:05

mCommerce: onde estamos e para onde vamos?

Por Kenneth Corrêa (*)

O cenário do eCommerce

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O eCommerce no Brasil é antigo (1995) e é grande: U$ 41 bilhões de faturamento em 2014. Mas o varejo, como um todo, obviamente é ainda maior. Os desafios do eCommerce ainda são praticamente os mesmos dos primeiros anos: convencer os usuários de que a compra online é segura, mais barata e mais conveniente que a “compra offline”.

Representando menos de 2% do varejo total no Brasil, a meta é chegar aos quase 15% da Inglaterra ou, pelo menos, aos quase 8% dos EUA. Mas, nos próximos anos devemos chegar a 20% ou 30% deste total, quadruplicando o faturamento atual do setor.

Com a chegada do iPhone em 2007 e a consequente popularização dos smartphones com Android nos anos seguintes, tivemos uma nova era de atenção dada a estes dispositivos, com muitas das nossas tarefas migrando do computador para a palma da mão, em um aparelho sempre presente, social e conectado.

Em 2014, mais de 35% dos celulares vendidos no Brasil foram smartphones. No Facebook, mais de 50% dos acessos diários também já originam de seus aplicativos para dispositivos móveis. Esta sequência de dados evidencia a existência de um novo aliado na antiga batalha para fazer os consumidores comprarem online.

O mCommerce

Este fenômeno recebeu um nome: mCommerce, abreviação de mobile commerce ou, comércio móvel, em português. Na prática, não importa se é um aplicativo ou a versão mobile do site, a pergunta que toda loja virtual deve responder é: “O meu cliente consegue, sem maiores dificuldades, realizar a compra em plataformas móveis?”.

Ainda que nem todas as lojas estejam preparadas para as vendas móveis, estima-se que, em 2014, 10% das vendas online no eCommerce brasileiro foram realizadas nos celulares e/ou tablets. Conforme o Índice Global de Pagamentos Móveis, divulgado no final de janeiro pela Adyen, no último trimestre de 2014, cerca de 26% dos pagamentos na web foram realizados por meio de dispositivos móveis. O estudo também revelou que 58% (o dobro!) das pessoas já preferem comprar por estes meios.

Consolida-se também uma tendência de que tenhamos aplicativos instalados em nossos celulares, com a conta de usuário e os nossos dados de pagamento já pré-configurados nas lojas em que mais compramos, tornando a compra online tão prática quanto utilizar uma rede social ou a própria agenda do celular. Daí vem a importância de consolidar e passar uma imagem de segurança e confiabilidade neste cenário no qual compraremos sem sequer perceber o que estamos fazendo (e viva as compras de impulso!).

O aplicativo é particularmente vantajoso quando o cliente precisa fazer muitas compras ou escolhas regularmente. Modelos de negócio de eCommerce baseados em assinaturas (subscriptions) e lojas que tenham muito compradores heavy-users podem se beneficiar de um aplicativo que facilita o processo de encontrar os produtos que o cliente compra com frequência - como medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal - permitindo e facilitando as compras “one-click”, com as informações de pagamento e histórico de compras anteriores salvos de forma segura com a loja. Tecnologias como o TouchID (dos dispositivos iOS) e, os equivalentes na plataforma Android, tornam ainda mais prática a autenticação das credenciais do usuário, sem que seja necessário digitar uma senha da forma tradicional.

Outra vantagem do uso de aplicativos para as compras onlines é que as empresas têm como utilizar informações fornecidas pelo hardware do celular, como a localização do consumidor na hora da compra ou ainda a câmera do telefone, o que permite apontar, por exemplo, um local conveniente para a retirada do produto, identificar quem vai fazer esta retirada ou utilizar códigos de barra para a comparação de preços.

Onde estamos neste processo?

De forma geral, boa parte das lojas virtuais brasileiras já estão adaptadas para a compra mobile, mas uma quantidade significativa de eCommerces ainda precisa terminar ou aperfeiçoar as adaptações técnicas necessárias para funcionar em todos os tamanhos de tela, sistemas operacionais e tipos de hardware diferentes - características estas que, combinadas, passam das centenas. Felizmente existem padrões seguidos pela indústria que facilitam este processo.

Mas não adianta deixar toda a responsabilidade para os lojistas, pois estes dependem também da iniciativa dos meios de pagamento em atualizarem suas plataformas para que o checkout, o momento final da efetivação da compra, também aconteça sem interrupções ou dificuldades que possam fazer o comprador desistir.

Vencendo esta etapa, os aplicativos se tornarão cada vez mais populares e, com a crescente popularização dos smartphones, as lojas ganharão o mais forte aliado nesta batalha pela representatividade das compras online desde a chegada do Paypal e do protocolo de segurança HTTPS.

(*) Kenneth Corrêa é diretor comercial do Grupo WTW, administrador, professor e palestrante nas áreas de gestão, marketing, planejamento e tecnologia.

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Eu dificil mesmo é comprar em loja fisíca , até porque tem produtos que chegam a ser mais caro 70% , e comprar na internet basta ter cuidado em comprar em loja com renome e que tenha loja fisíca e no mercado livre mesma coisa veja a reputação do vendedor etc , eu compro a mais de 7 anos e nunca tive problema de alguma espécie a não ser atraso mais ai é culpa do nosso famoso Correios o dia que privatizar ele assim como fez nos EUA , pode ser que fique bom , mais comprar na loja só pra ter o produto de imediato e pagar quase dois jamais mesmo , se tiver no mesmo preço uma raridade compro se não é na internet mesmo e nem ideia tenho de quanto já ganhei de dinheiro com essa economia .
 
jefferson rodrigues vasques em 04/03/2015 14:45:59
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