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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

15/03/2013 09:23

Milho safrinha e a Maratona 2013

Por André Luís F. Lourenção (*)

Colhemos a soja olhando para o céu, preparando as plantadeiras para uma “São Silvestre Agrícola” que iniciará o plantio de milho safrinha. Assim como o maratonista, treinamos, nos reunimos e discutimos as melhores opções, tentamos nos informar sobre o clima durante o evento, regulamos nossas máquinas e aparelhos.

A tensão antes da largada é inevitável e a derrota passa por nossos pensamentos. Como certo, sabemos apenas que fizemos tudo o que poderia ser feito - e vamos nos aventurar mais uma vez! Munidos de nosso conhecimento e preparação, ouvimos o som da largada e fazemos nosso trabalho.

O produtor rural é realmente um maratonista. Os sul-mato-grossenses que o digam! Além de perseguir altas produtividades em regiões de baixas altitudes, não há produtores aqui que não relatem ter passado por secas e, na maioria dos anos, a ocorrência de geadas.

A busca porhíbridos de milho de ciclo rápido é cada vez maior e as janelas de plantio parecem se tornar cada vez menores. Em muitas regiões, nossos solos não estão bem corrigidos e têm altas taxas de alumínio. As pesquisas indicam que a escolha de híbridos mais adaptados para cada condição pode se refletir em ganho médio de 12% de produtividade. Da mesma forma, quando não se respeita aépoca de plantio de milho, podem ocorrer perdas significativas.

Os resultados das pesquisas da FUNDAÇÃO MS apontam para perdas de até 3,5 sacos / hectare / dia. Os solos precisam estar bem corrigidos para que não limitem a produtividade de híbridos que demandam alto investimento. Ajustes como utilização de produtos que protegem e auxiliam a germinação, espaçamento reduzido, fungicidas para materiais que deles necessitem e tantos outros que parecem despontar no mercado dão, cada vez mais, força a esta cultura.

Além disso, a cultura do milho abriu espaço para o desenvolvimento de uma tecnologia muito falada, mas ainda pouco utilizada no estado: o sistema de plantio direto. A inserção de capins em meio ao milho safrinha é uma das grandes inovações da agricultura atual. Esta tecnologia traz consigo a possibilidade de observarmos, finalmente, palhada e matéria orgânica no sistema. Sua utilização vem mudando os padrões da agricultura em nosso estado.

Impulsionada por um cenário agrícola extremamente favorável, a cultura do milho safrinha está em ascensão em Mato Grosso do Sul. Com uma perspectiva de área plantada para 2013 em torno de 1,5 milhões de hectares, a cultura está em pleno crescimento. As chuvas de fevereiro foram favoráveis à cultura do milho na maioria das regiões do estado, garantindo estandes próximos ao ideal. Em algumas regiões, a chuva não foi tão freqüente e o milho começa a sentir os efeitos de secas localizadas.

Entretanto, em grande parte do estado, a cultura está instalada e se desenvolvendo com chuvas dentro do esperado. O produtor fez boa largada, está no pelotão de elite, na ponta da tecnologia. Continuamos a olhar para o céu, avançando sobre os obstáculos. O bom de olhar para o céu é poder enxergar melhor o horizonte! E os obstáculos? Vamos superá-los com conhecimento, tecnologia e pesquisa aplicada na prática.

(*) André Luís F. Lourenção é engenheiro agrônomo formado pela UFGD em 2002, mestre em entomologia e conservação da Biodiversidade (UFGD, 2005) e doutor em agronomia (UFGD, 2011). Na Fundação MS, ocupa o cargo de Gerente Técnico-Científico.

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