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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

11/03/2016 15:16

Não há mais a possibilidade de ‘Futuro’ com o governo Dilma

Por Ronaldo Franco (*)

A espécie humana é a única capaz de abstrair e formular sobre o passado, presente e o futuro. Sempre que o faz, o faz de forma conjunta.

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No diagnóstico do presente e das experiências passadas, projetamos nosso futuro.

É assim com a dona de casa, com o economista, com o jornalista, com o agente político, magistrado e com o estudanteNos regimes democráticos esta consciência coletiva é expressa na política.

O eleitor, médio e comum, quando faz uma opção, o faz almejando o futuro dele, dos filhos, dos netos ou das gerações vindouras. Estas opções são feitas à luz do diagnóstico presente e das boas e más experiências do passado. As vezes o futuro é a mera manutenção do status quo presente ou retomada de status quo passado.

É no futuro que miramos nossas energias. O indivíduo ou o grupo social reage ou se reorienta quando não vislumbra mais futuro em determinado caminho tomado no passado. Trata-se de instinto de sobrevivência, comum às demais espécies.

O governo Dilma neste momento não sinaliza mais nada para o futuro, portanto breve ou muito em breve deixará de existir. Se não o fizer destruirá todos os avanços do passado.

O Governo Dilma desde Março de 2015 teve várias oportunidades de se reorganizar e reorientar os rumos do Brasil e retomar a legitimidade alcançada nas urnas em Outubro de 2014. Desprezou ou foi incapaz de aproveitá-las.

A teimosia, falta de diálogo e uma certa arrogância da presidente Dilma e sua equipe palaciana desenha um Brasil com futuro catastrófico e isso ou é corrigido pelas forças políticas que a apoiam ou abolido por todos aqueles que já concluíram que não suportarão mais 03 anos de paralisia, inércia, perda de renda, capital, emprego, produção e proteção social.

A queda da produção, renda, emprego e receita pública nos trouxe a um cenáriode recuperação econômica cada vez mais distante.

A continuidade deste quadro vai produzir convulsão social (já que retroalimentará mais queda na produção, renda, receita pública, emprego e o consequente alongamento da duração da crise).

Com o agravamento e durabilidade na queda da produção, renda e emprego teremos uma diminuição ainda maior das receitas públicas. Este quadro nos levará à mais diminuição de recursos em políticas sociais, de saúde, de educação e habitação, aumentando ainda mais a chance de assistirmos um grau inédito de conflitos e violência nas regiões urbanas.

A redução dos investimentos sociais e diminuição do papel do poder público na proteção social dos mais carentes levará o país a presenciar conflitos diários, caos e desordem, bem à moda do ditado popular que diz “Na casa que falta pão todos brigam e ninguém tem razão”.

Neste caso os que ficam ‘sem pão’ sempre podem lembrar que é melhor trocar o dono da padaria. Parece que estamos chegando a este momento.

Como dito sou um convicto de que a vitória eleitoral de Dilma em 2014 foi justa e legítima. Ocorre que isto faz parte do passado e agora estamos a imaginar o futuro.

O fato é que chegamos em Março de 2016 na encruzilhada decisória, onde todos se encontram: Governistas, oposição, povo, elite política e econômica.

Alguns até podem justificar esta ausência de perspectiva como sendo um ‘Golpe da oposição, articulado com a mídia e o judiciário’.

Acho que há uma grande dose de verdade nesta justificativa, mas isto é insuficiente para afastar a crença da população e dos setores econômicos-sociais (distantes da disputa política de Brasília) de que Dilma é incapaz de formular uma agenda para tirar o país de todas as crises em que está envolvido.

É este o ‘crime’ de Dilma. É um ‘crime’ político, nada mais que isto. Dilma se revela atabalhoada e incapaz de lidar com as crises presentes. Não se trata da índole e da honra da presidente, na minha opinião intocável. Todavia só honra não basta a um líder.

Um Presidente é um Comandante, um General para uma nação. Cabe a este Comandante, nos dias difíceis, apontar o caminho, motivar a tropa, demonstrar que valerá a pena os sacrifícios da batalha e sobretudo desenhar na consciência dos seus liderados o lugar ou ao ‘estado de coisa’onde se chegará.

Cada vez que Dilma fala, reage ou movimenta seu governo (propostas ao congresso e troca de ministros) fica claro que só há sacrifícios, mas não há lugar e nem ‘estado de coisa’ a se chegar.

Há pouquíssima percepção de futuro com Dilma. É esta a sensação coletiva, honesta e desprovida de paixões.

Esta constatação independe se vai haver mil, dez mil ou um milhão na avenida paulista no dia 13 de Março de 2016 ou qual a origem ou motivação que trazem estes manifestantes e por quais paixões estão em praça pública.

Há vários fatores que podem explicar, para mais ou para menos o tamanho da adesão aos protestos contra Dilma no dia 13 de Março de 2016 (Coincidência das ações judiciais DA LAVA JATO e DO MP DE SÃO PAULO com os atos convocados ou a passividade dos grupos opositores comapresença de Eduardo Cunha na presidência da Câmara).

Todavia mais importante que o tamanho das adesões aos atos contra o governo é a conclusão que os setores econômicos, políticos e sociais chegaram: “Com a Dilma que aí está não é mais possível rascunhar minimamente um futuro”.

O fato de ter ocorrido, em Brasília, no mesmo dia uma reunião de Renan com Lula (pela manhã) e com caciques do PSDB (à noite) é o sinal de que a saída de Dilma começa ser desenhada pela classe política.

A saída da crise é quase um consenso. A saída de Dilma começa a também se tornar um consenso. Não é à toa que as lideranças da oposição ao governo, em especial as lideranças do PSDB, reagiram com dureza contra o pedido de prisão de Lula feito pelo MP de São Paulo.

Estas coincidências indicam que em Brasília começa a ser desenhado o futuro do Brasil, sem Dilma.

Parece que tarefa última é convencer Dilma a administrar seu futuro pós governo e deixar que o Brasil, através de suas instituições políticas/governamentais/econômicas e sociais, recomece a desenhar o Brasil pós Dilma.
O povo na rua no dia 13 de Março de 2016 será a mera justificativa pública para acelerar este processo.

(*) Ronaldo Franco é advogado

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