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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

17/10/2015 09:51

Novas posturas, para velhos hábitos entre pais e filhos!

Por Felipe Zampieri Teruia (*)

No caminho entre a minha casa e o escritório, geralmente passo por três ou quatro escolas, sejam elas publicas ou particulares, facilmente e de forma “assustadora” noto mudanças que na minha época estudantil jamais poderia ser identificada. Nossa sociedade se transformoue hoje vivemos uma troca de valores e papeis, somado ao turbilhão de informações que podemos absorver, a esposa trabalha, o avanço tecnológico “explodiu”, a família em uma constante metamorfose, a criança de hoje não comunga das mesmas aptidões que uma criança de vinte anos atrás. Porem o que mais me tem chamado atenção são as mudanças entre escola e Aluno, essas mudanças além de causarem uma celeuma na cabeça das crianças geram expectativas.

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Com o intuído de defender seus filhos destas transformações, os pais estão buscando uma proteção desenfreada, ao contrario de realizar dinâmicas que valorizam suas habilidades com o objetivo se se tornarem pessoas justas e perfeitas para viverem em sociedade. A instituição família vem sofrendo sintomas de colapso, e alguns pais querem atribuir a responsabilidade de educar aos professores e as escolas, pela formação de habilidades para competências na vida adulta.

Neste sentido o que podemos fazer pelas futuras gerações é mostrar-lhes a solidez da formação moral e educacional desde pequenos, não podemos carregar a frustração, do NÃO dito com firmeza, as tarefas diárias, como arrumar a cama ao levantar, a mesada bem administrada, o tempo distribuído entre lazer e estudos, entre diversos limites que alicerçam o edifício moral so ser humano. Importante lembrar que de nada adiantará se os não houver o exemplo dentro de casa, de nada adianta a imposição dos limites, que sejam educados em não responder e falar palavrões, limitar determinados tipos de musicas, se eles burlam as leis e os valores morais e adotam a postura: "faça o que eu falo, mais não faça o que eu faço".

Mostre com suas ações que seu filho possa assumir responsabilidades, por exemplo: peça a seu filho, principalmente os menores, para que o ajude com os deveres domésticos (guardar os brinquedos, limpar a mesa ou guardar a roupa limpa), comente com eles os programas e músicas atuais, coloque-o a par da realidade financeira da família. A criança que aprende ter responsabilidades desde pequena sai melhor na escola e na vida! Sempre lembrando que: "a palavra convence, o exemplo arrasta". Seja um exemplo a ser seguido, que lê, acha a aprendizagem emocionante, gosta de resolver problemas, tentar coisas novas e que respeita a si mesmo, o outro e as regras da sociedade.

Em relação a escola, os pais precisam ser mais objetivos e deixar a escola exercer a função dela, isso é muito comum acontecer o filho comete alguma coisa de errada na escola, é repreendido pelo professor e quando chega em casa distorce a historia e o os pais de forma feroz critica o trabalho do profissional da educação. Muito importante é demonstrar respeito tanto pelo sistema escolar quanto pelo professor. As acusações verbais contra a escola no momento de raiva podemconstruir em seu filho sentimentos contrários à escola e dar a ele um pretexto para não se esforçar. Portanto, mesmo quando não estiver de acordo com uma política da escola, é seu papel estimulá-lo a obedecer às regras da escola, assim como precisará obedecer às regras mais amplas da sociedade. Levando em consideração que como pais, não se questiona o pediatra, o dentista, no máximo sugere-se, mas na escola acha no direito de dar palpites de determinar ações, de corrigir a metodologia ou a proposta educacional. Será que, os pais, são os especialistas nesta área?

Portanto, senhores pais busquem participar das ações realizadas na escola onde seu filho estuda, lembrando que escola e família têm papeis diferentes, mais um objetivo comum. Respeite o espaço de cada um. Interaja com seus filhos buscando saber como foi o dia na escola, sempre respeitando privacidade e a individualidade de cada um. Entenda que a responsabilidade das tarefas de casas é exclusiva do seu filho, assim, busque serparceiro quando necessário, mas não assuma a responsabilidade no lugar dele. Deixe que ele absorva as consequências.

Incentive-o a pensar, deixe que ele busque resolver seus problemas, busque alternativas, ache soluções.Não deixe que o horário de estudos se torne uma batalha, negocie e estabeleça metas e regras, e obviamente cobre os resultados. Tente se preocupar menos com as notas e mais com a aprendizagem, pois assim os senhores estarão educando para viver em sociedade e não para viver apenas dentro de casa, pois os pais passam pela vida, mas a educação deles será levada para outras gerações. Seus comentários e principalmente suas ações influenciam diretamente na vida escolar de seus filhos.

(*) Felipe Zampieri Teruia, bacharel em Direito e Consultor Legislativo em Campo Grande (MS)

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