A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

02/08/2011 08:58

O comércio de Campo Grande e seus personagens

Por Heitor Freire (*)

Das atividades profissionais humanas, a mais antiga é o comércio. No começo eram as trocas: o pescador trocava o seu peixe com o agricultor e assim eram comercializados os diversos produtos.

Quando a moeda foi inventada pelos lídios, povo da Ásia Menor, por volta do século VI antes de Cristo, houve um grande incremento nos negócios. Quase ao mesmo tempo a moeda também surgiu na China e na Grécia. Esta é mais uma evidência de que as ideias circulam no espaço.

Os fenícios, que são descendentes de Cam, um dos três filhos de Noé, se localizaram na costa oriental do Mediterrâneo, onde estão o Líbano e a Síria, e se dedicaram ao comércio e à navegação. Eram ousados, corajosos, enfrentavam o mar adentro, descobrindo novas terras, novos povos, com quem comercializavam sem saber as suas línguas. Eram muito criativos.

Pois bem, os libaneses e sírios que para aqui vieram no começo do século passado, chamados de turcos por causa dos seus passaportes emitidos na Turquia, pois o Líbano na época estava sob dominação francesa, são descendentes diretos dos fenícios.

E aqui em Campo Grande se dedicaram também ao comércio, dando grande impulso a essas atividades em nosso estado. Assim, podemos nominar: Naim Dibo, Carmo Jabour, os irmãos Nasser (José e Michel), Aikel Mansour, os irmãos Sadalla (Moisés e Nemtalla), os irmãos Saliba (Elias e Jorge), José Mansour e muitos outros.

Campo Grande, naturalmente foi e é um grande centro comercial. A vida da cidade sempre girou em torno do comércio. Pioneiramente sempre esteve à frente do seu tempo.

Quando aqui se instalou o primeiro shopping, o Campo Grande, logo se transformou num ponto de encontro. Lembro-me, da publicidade criada pelo Ariosto Barbieri: “Te vejo no shopping!”. E Campo Grande para lá se foi, transformando-o num novo espaço, quase numa instituição.

Os comerciantes que acreditaram nessa ideia inovadora e ousada contribuíram para implantar e consagrar esse novo local. Hoje, motivado pela concorrência continua se modernizando, o que contribui para o incremento de seus negócios.

Um pouco depois, a Moreli Arantes soube aproveitar uma grande área de sua propriedade na Avenida Afonso Pena, nas imediações do Shopping Campo Grande, criando o Pátio Avenida, que contribuiu também para consolidar o comércio nesse local.

Recentemente, o Antoine Chidyac, Tony, conquistado pelo amor de uma mulher bela e inteligente (mulher inteligente é redundância), Gisele Barbosa, para cá se mudou e investiu com muita criatividade, criando o Pátio Central, ativando o nosso velho centro, dando-lhe novo alento, com muita perspicácia e senso de oportunidade incrementando esse local histórico da nossa cidade.

Dos antigos comerciantes, originaram-se dois grandes empreendedores nascidos na nossa cidade: Rubens Salim Saad e Jorge Abdul Ahad. Ousados, corajosos, independentes, competentes como seus antepassados.

Rubens, Rubinho, filho de Salim Saad que tinha casa de comércio na Rua 13 de Maio esquina com a Rua 26 de Agosto, graduou-se em ciências jurídicas, mas o sangue falou mais alto e dedicou-se com muita garra ao comércio de alto padrão.

Hoje, está terminando a construção do Shopping 26 de Agosto, na confluência das ruas Calógeras, 7 de Setembro e 26 de Agosto. A ser inaugurado no dia do aniversário da nossa capital. Um belo presente. E já anunciou o Shopping Cidade Morena, a ser construído na confluência das ruas Cândido Mariano, Calógeras e Dom Aquino. Com inauguração prevista para o mês de janeiro de 2013.

Jorge Abdul Ahad, Tuty, filho de Hannah Abdul Ahad, que tinha comércio varejista na Rua Barão de Melgaço, graduou-se como bioquímico. Para estudar dava aulas em cursinhos pré-vestibulares como o Biotec e outros. Mas o que menos fez foi exercer a sua profissão. Após dar baixa do CPOR, começou a dedicar-se ao ramo da construção civil onde encontrou sua verdadeira destinação.

É impressionante a sua ousadia, coragem, capacidade de trabalho e de produção. Lançou-se ao trabalho com muita garra e competência. Investiu inicialmente no ramo de construção de casas de alto padrão, as “casonas” como ele mesmo dizia.

Com muita inteligência, logo percebeu um novo nicho. E começou a construir lojas para alugar à rede de supermercados Comper, tornando-se parceiro do Luiz Humberto Pereira, Beto, que oriundo de Santa Catarina, abandonou o curso de medicina, seguindo a trilha começada pelo seu pai, “seu” Ignácio, e aqui aportou dando uma expansão extraordinária aos negócios de sua família.

Dessa parceria nasceram os grandes hipermercados que hoje estão distribuídos nos pontos estratégicos da nossa cidade.

Mas o Tuty continuou sonhando e ousando. Construiu o Shopping Norte-Sul, onde se instalaram grandes empresas, ancorando essa nova iniciativa e contribuindo para a sua implantação. É um projeto futurista, dotado de grandes corredores que mais parecem avenidas, com muita luz, tendo aparência de um palácio. É um empreendimento de primeiro mundo.

O grupo Jereissati está construindo também o Shopping Iguatemi, no bairro Alphaville.

Com tudo isso, quem ganha é a nossa cidade e a nossa população, com a criação de novas oportunidades e de frentes de trabalho.

Parabéns, Campo Grande!

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

Tiro no pé ou tiro na mão?
Embora a economia do País tenha dado tímidos sinais de recuperação nos últimos tempos, a verdade é que ainda precisamos avançar mais e com velocidade...
Avaliação escolar: o peso de uma nota na vida do aluno
"Poderão esquecer o que você disse, mas jamais irão esquecer como os fez sentir." (Carl W. Buechner) Hoje, quero compartilhar uma grande decepção que...
Comércio exterior: o que esperar de 2017
Apesar das tintas carregadas com que alguns analistas têm pintado o cenário para o Brasil em 2017, em razão da crise política entre o Congresso e o P...
Tédio é a falta de projeto
Recentemente, deparei-me com duas situações. Na primeira, eu almoçava com dois amigos, ambos na faixa dos 55 anos de idade, funcionários públicos bem...



tem razão!!! nossa Capital está esmo precisando de aréa de laser de GRAÇA pra criançada brincar e aproveitar de maneira agradavel o fim de semana com seus pais. Sabe poder arruma uma sexta de lanches e um bom terere e fica nas praçinhas com suas familia!!! indo ao Shopping gasta muito, nem toda familia de baixa classe tem condições financeiras pra fazer passeio oas shopping.
 
Maria do Socorro Sobrinha Moreira em 06/08/2011 02:17:36
Do jeito que a coisa ta andando daqui uns dias Campo Grande vai ter mais shopping do que gente.....vai gostar de shopping assim lá adiante...ta todo mundo abobado.....tem que ter é mais praças, que pelo menos as crianças brincam ao ar livre ao invés de ficarem andando pra baixo e pra cima dentro de shopping.... quanta bobeira......
 
Rosangela Carvalho em 02/08/2011 09:57:54
Excelente artigo. Parabéns. Espero que tenha continuidade em outros capítulos.
 
Farid Sandre de Melo em 02/08/2011 09:19:06
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions