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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

09/01/2015 14:09

O desafio de competir no mercado imobiliário global

Por Luiz Augusto Pereira de Almeida (*)

Em recente evento imobiliário realizado na cidade de São Paulo, cujo objetivo era apresentar e vender oportunidades de negócios nos Estados Unidos, tive a oportunidade de conhecer alguns empreendimentos interessantes, mais especificamente ofertados no Estado da Flórida. A programação era extensa, desde palestras sobre como investir, políticas tributárias e expectativas de valorização, até a exposição dos próprios produtos, como casas em condomínios localizados em Orlando e apartamentos em Miami.

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Depois de percorrer os estandes e ouvir alguns speakers, algumas questões chamaram-me a atenção, em especial o fato de que a globalização, uma realidade há tempos vivenciada pela indústria de transformação e o fluxo de capitais, consolida-se também no mercado imobiliário. Há pouco tempo, pensar em investir em Miami ou Orlando era só para uma classe mais rica da população do Brasil e de outros países. Não só pelos valores, mas também pela distância e a própria burocracia jurídica e financeira, que afastava potenciais interessados.

Esses obstáculos não existem mais. Há importantes progressos. Além da logística estar extremamente facilitada pelo avanço do setor aéreo, presenciei, no evento, discursos de vários profissionais especializados em produzir a documentação necessária, registros, recolhimento de tributos e taxas. Tudo muito simples e sem grandes custos. Claro que tal facilidade é também resultante da menor burocracia existente nos Estados Unidos e em numerosas outras nações, se compararmos com a nossa famigerada burrocracia brasileira.

O porte dos empreendimentos também me impressionou. Chamou-me a atenção, no tocante a Miami, três produtos ofertados: Biscayne Beach, Aria on the Bay e Edge on Brickell. São edifícios com cerca de 50 andares, arquitetura imponente e com valores gerais de vendas de causar inveja. Apartamentos eram oferecidos a partir de US$ 350 mil, para um dormitório. Já se nota que Miami está sob um processo de revitalização urbana, adotando o conceito do maior adensamento. Os três projetos, que consumirão pouca área de terreno, abrigarão mais de 2,5 mil moradores.

Em Orlando, tratava-se de casas em condomínios fechados, com parques aquáticos, campos de golfe e perto da Disney e da Universal. Eram propriedades de três, quatro e cinco dormitórios, com arquitetura charmosa, inseridas num contexto condominial paisagístico primoroso. Os preços também eram sedutores. Casas de quatro dormitórios, com cerca de 300 metros quadrados, por US$ 450 mil, com pagamento de 50% até as chaves e o saldo financiado em 30 anos.

O mercado imobiliário avança na globalização. O Brasil pode aproveitar de modo muito mais amplo essas oportunidades, atraindo investimentos estrangeiros e, principalmente, compradores de imóveis de todo o mundo. Para isso, contudo, precisamos vencer nossos gargalos, como a criminalidade, a insegurança jurídica, a precariedade da infraestrutura, a burocracia exagerada, os ônus e complexidades do sistema tributário e as contradições, prazos e dificuldades para o licenciamento ambiental dos projetos. As soluções estão ao nosso alcance, mas precisamos concretizá-las, para que nossas cidades, praias, montanhas e belas paisagens não percam oportunidades de investimentos para Mickey Mouse.

(*) Luiz Augusto Pereira de Almeida é diretor da Fiabci/Brasil e diretor de Marketing da Sobloco Construtora.

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