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02/12/2015 14:00

O peso do 13º salário na economia

Por Reginaldo Gonçalves (*)

A primeira parcela do 13º salário foi paga até o dia 30 de novembro para quem tem emprego formal. Este é o prazo determinado por lei para o crédito em conta corrente.

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A injeção no mercado gira em torno de R$ 173 bilhões, o que representa 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo estudos do Dieese. Mas a preocupação com o desemprego e as dívidas estão deixando os trabalhadores com um pé atrás na hora de decider como vão gastar os seus recursos.

Uma grande parte dos recursos deverá ser direcionada ao pagamento de dívidas não liquidadas, efetuadas durante o ano - principalmente os financiamentos feitos por meio do cartão de crédito, com juros muito altos. A precaução nesse período de festas deve ser o de gastar somente com produtos e serviços que realmente são necessaries. É praxe, porém, que muitas pessoas paguem suas dívidas e busquem novas compras financiadas. Infelizmente isso pode levar a novos endividamentos.

O 13º salário não deve ser usado somente nas compras de Natal. Os consumidores precisam ser sensatos e guardar uma parte dos recursos. Esse dinheiro poderia ser um auxílio num momento difícil ou usado em situações mais relevantes. É preciso levar em conta a atual crise na economia e ser sensato.

Algumas dicas são importantes:

1o) Opte por liquidar parte dívidas, principalmente com cartão de crédito, por conta dos juros altos. Procure utilizar os feirões de negociação para buscar juros menores e a possibilidade de liquidação com descontos convidativos;

2o) Reserve uma parte para investimentos. Os riscos futuros, em virtude da crise econômica, poderão levar a situações difíceis, como o desemprego;

3o) Não se empolgue e gaste todo o abono de final de ano com compras de Natal. Seja cauteloso, compre somente o que efetivamente será importante. Os presentes e os mimos devem oferecer descontos que realmente valem a pena. Senão é melhor aguardar o mês de janeiro no qual as promoções acabam sendo maiores em virtude da redução significativa das vendas;

4o) Os gastos extras com Natal e Ano Novo são comuns em virtude das festas e troca de presentes. Se os recursos forem pequenos, busque ser criativo. O comércio estimula a compra dos produtos mas, muitas vezes é melhor abrir mão deles.

O consumidor deve usar a sensatez diante dos apelos do comércio, que estimulam os gastos. O dinheiro conquistado não é barato e em momentos de crise é ainda pior. Portanto, a cautela na hora da compra assegura a tranquilidade nos próximos meses.

(*) Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contabéis da Faculdade Santa Marcelina - FASM.

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