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26/04/2016 14:51

Os acidentes no ciclismo amador

Por Roberto Cisneros (*)

Quem de nós não teve um amigo ou conhecido praticante de determinado esporte que tenha sofrido um acidente durante o exercício, muitas vezes grave ou até fatal?

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Acidentes ocorrem com todos e principalmente durante práticas esportivas, onde somos mais expostos a riscos e isso independente do nível técnico do atleta, pois quanto maior o nível do atleta, maior é o grau de exposição a riscos.

E claro que alguns esportes têm uma maior incidência de acidentes, e, dentre os esportes de maior risco está o ciclismo, que se caracteriza por acidentes mais graves, inclusive óbitos.

Várias são as ponderações e avaliações que precisam ser feitas nessa prática, que é muitas vezes tão competitiva: o praticante é amador, semiprofissional ou profissional, faz ciclismo somente como lazer sem competição ou não, que tipo de ciclismo pratica ou participa, se amador, usa equipamento adequado (o profissional sempre usa), se amador tem sua prática em local destinado a esse fim, tem preparo físico para essa prática, a prática é feita em horário e local corretos, tem treinamento e orientação adequada para sua prática, enfim, varias são as ponderações a serem feitas para esse esporte.

O ciclista amador geralmente inicia sua prática motivado por amigos, buscando uma qualidade de vida física melhor, apoiado em seu conceito pessoal de que “já andou ou sempre de bicicleta no passado e, portanto, já conhece a prática”. Ponto. Com essas premissas, ele adquire uma bike, com marcha e alguns equipamentos mínimos para iniciar seu novo esporte.

Ora, não estamos falando aqui de lesões atléticas que ocorrem em praticantes por erros de treinos, ausência de preparo físico ou equipamento inadequado. Estamos falando de acidentes em ciclismo.

Em nosso meio poucas são as áreas destinadas à pratica do ciclismo amador ou mesmo profissional; dessa forma esses praticantes utilizam áreas públicas como as ruas (que no Brasil, em principio público, são para automóveis exclusivamente), ruas essas muitas vezes esburacadas, mal iluminadas, com tráfego intenso de automóveis e as vezes com faróis acesos fazendo tudo isso um tempero terrível para acidentes ocorrerem com ciclistas.

Agora, independente dessas condições físicas das nossas “pistas-ruas”, o ciclista amador vai a sua prática num horário de difícil visibilidade (ver e ser visto) como á noite, não usa capacetes de proteção (fundamental!) e vestimentas adequadas, não tem sua bicicleta luminosos e refletivos, não faz calibragem correta de pneus, não tem sua bike alinhada, os freios não estão ideais, enfim, uma coleção de falhas e erros que podem, em princípio, parecerem pequenas, mas em seu conjunto passam a contribuir de forma incisiva para o aumento dos riscos a que se expões esse ciclista (que é geralmente amador) e que quando sofre quedas ou mesmo colisões, inclusive contra o meio-fio da rua, podem levar a fraturas muito graves principalmente em membros superiores e pescoço e até a traumatismos crâneoencefálicos com morte eventual.

Sendo assim, fica o alerta, de que deve obter informações gerais e orientações antes da prática desse esporte, fazer um preparo físico de qualidade (prévio e manutenção), ter sempre em mente que os cuidados ambientais devem ser tomados sempre antes da prática como locais a serem escolhidos, condições da pista ou rua, horário adequados, movimentos de veículos no local, condições de visibilidade geral assim como os equipamentos de proteção de uso pessoal como capacete e roupas adequadas e também das condições de sua bicicleta em termos de segurança e sinalização podem fazer desse esporte uma atividade extremamente prazerosa e que, apesar de seus riscos inerentes, podem ser bastante minimizados.

(*) Roberto Cisneros é médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Sociedade Internacional de Cirurgia de Joelho e Ortopedia do Esporte

 

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