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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

14/08/2011 07:39

PAI, por Nelson Vieira

Por Nelson Vieira (*)

É importante a lembrança de homenagear o Pai, em um determinado dia do ano (de preferência no seio familiar), uma praxe em nossos dias. Embora, entendemos que o Pai deve ser amado e respeitado diariamente, assim como a Mãe. Aliás, eles se complementam.

Pai implica em responsabilidades, atenção diuturna para com os filhos, em especial nos dias de hoje. Não, que no passado fosse tão diferente. É que, atualmente há mais facilidades à mão, acompanhadas de violências, e de onde menos se esperam desencadeadas por diferentes motivos, muitos dos quais alheios a nossa vontade.

Feliz o filho que o Pai está próximo, que possa vê-lo constantemente. O Pai presente é um eterno conselheiro, o melhor amigo, companheiro de todas as horas, principalmente nas mais difíceis e “paitrocínio” tantas vezes, que até perdemos a conta, uma dívida impagável, daquelas “de pai para filho”.

Com relação ao Pai que partiu desta para outra, resta a saudade, os exemplos deixados pelo mesmo, incrustados no “EU” de cada filho, proporcional a sua sensibilidade. E, fica o questionamento: fui um bom filho? Por isso, dê o melhor de si hoje, porque amanhã poderá ser tardio.

O filho quando pequeno tem no Pai um herói, espelho a refletir imagens, as quais o filho sente necessidade de imitar, por ter o paradigma a sua frente. Vejam a importância de ser PAI (com letras maiúsculas), em cujo filho é depositada a esperança de um porvir melhor.

Quantas vezes o Pai é ou foi incompreendido, em face de não poder atender o desejo do filho, devido a impedimentos circunstanciais. Não vamos longe, tomemos como exemplo: um não proferido pelo Pai, quando se queria o sim. “Um desastre”. Acontece que, dizer “não”, se faz necessário em algumas oportunidades, até como forma de amor. Coisas que, só serão compreendidas com o passar do tempo.

A conquista da confiança do filho é algo fundamental. Ao estar em dificuldades, é bem provável que procurará em primeiro lugar o Pai. Caso contrário buscará socorro em terceiros. Podendo daí advir prejuízos irreparáveis, irreversíveis, em virtude da desobrigação desses em promover orientação condigna. A falta de palavras orientadoras, no momento certo, pode torná-lo presa fácil de pessoas voltadas aos vícios.

Convém ressaltar que, a figura do pai não está somente centrada no pai biológico e sim naquela pessoa dotada de amor, carinhosa, prestativa e atenciosa para com seus filhos, sejam eles legítimos ou adotivos.

Todo o Pai quer o melhor para o filho, por analogia todo o jardineiro que se preza também pensa dessa maneira, relativo ao jardim ou pomar, onde cada plantinha é um (a) “filho (a)”. Ele começa por semear.

A semente germina, desenvolve, precisa ser aguada. Vai crescendo, é pequenina, necessita de amparo para se manter ereta. Cresceu, tem floradas e a seguir produz frutos, bons ou ruins. Então, para que a planta seja de qualidade, dependerá de intenso cuidado do seu patrono, o jardineiro. Assim, também o Pai está para o filho.

O Pai precisa ser amigo do filho. Disponibilizar tempo na agenda com o fito de manter diálogo, sempre que viável. Demonstrar interesse o que é muito importante, pois que não basta dotá-lo disso ou daquilo. O filho tem necessidade de conversar, trocar idéias, mesmo quando rotula o Pai de “careta” ou de “quadrado”, no estágio de querer “alçar vôos com as próprias asas”, período que “tudo sabe”.

E quando atinge a maioridade, “filho criado, trabalho dobrado”. Nas conversas os pais seguidamente, saem com este dizer: “filhos, só mudam o endereço”. Claro, é uma força de expressão, que é muito comum nos relacionamentos familiares, guardadas as proporções e exceções à regra.

Agora, é magnífico constatar a alegria do Pai, quando vê que seu esforço foi compensado, que valeu a pena o sacrifício, ao ver o filho encaminhado na vida, cônscio de suas obrigações, membro ativo na sociedade. É esse o desejo do (s) Pai (s), e sentir a conquista, a vitória de mais uma batalha na peleja da vida, é indescritível.

Se somos o que somos parte se deve a um dos baluartes da família, o Pai. Por mais que façamos em seu benefício, ainda estaremos em débito.

Para os Pais fica o registro da nossa eterna gratidão.

Ao Pai Supremo o nosso agradecimento pelas dádivas recebidas.

Amém.

(*) Nelson Vieira é membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul - visonel@uol.com.br).

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Parabens Nelson, pela bela e lógica maneira como expressou sua opinião em questão de relacionamento entre pai e filhos, sou pai, sou avô, faço minha as suas palavras, não há nada mais importante que o diálogo entre familia, coisa esta que a cada dia esta se deteroirando, por conta das ilusões de épocas, mas deixo aqui minha mensagem a todos os pais procure mostrar a seus filhos sempre, os valores morais de cidadão, começando cedo nos primeiros passos e sempre acompanhando o dia a dia , suas companhias, seus habitos, seus comportamentos. Buscando tambem encaminha-los a religiosidade, pois só Deus nosso criador poderá nós ajudar na construção de um mundo melhor; Que Deus abençoe a todos os pais.
 
porfirio vilela em 14/08/2011 09:22:14
maravilhoso
é tudo que eu gostaria de dizer mas não encontro as palavras certas.
obrigado sr.nelson
 
josé abdon saturnino em 14/08/2011 08:11:05
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