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20/08/2012 09:49

Política para jovem, por Ruy Sant’Anna

Por Ruy Sant’Anna (*)

Os partidos políticos deveriam ocupar-se, muito mais do que imaginam, na formação do caráter dos jovens e dos exemplos, hodiernos, que podem ajudá-los na formação. E nessa tarefa não devem ter receio que impeça o propósito na busca traçada.

Claro que pode parece estranho falar nesse assunto numa época quando, dia-a-dia, surgem graves denúncias contra políticos, dos mais variados partidos. A questão não deve ser encarada assim.

A formação do caráter da juventude não tem, em princípio, tempo determinado para começar, nem para estar acabada.

Os partidos políticos têm que encarar essa questão enquanto é hora, primeiro com destemor, porque a capacidade negativa dos adversários dessa ideia tentará destacar-se, ao procurar ridicularizá-la.

A questão da formação da juventude pode parecer uma coisa inalcançável, mas não é. Esse é um objetivo que deve ser colocado como uma meta dos partidos políticos ou de algum que aceite pagar pra ver. Pode apostar que se for bem calçado em exemplos saudáveis de pessoas que podem, realmente, servir de modelos, a decisão pega.

A política como campo de ação de todas as pessoas, na vida diária, deve tratar o jovem como um ser que vive o presente e espera que lhe vejam em seu grupo ou organização onde superam os tradicionais campos de ação como estudantil e político partidário, para serem reconhecidos na área cultural, comunitária, empreendimento comercial, esporte, etc.

Sobretudo que seu esforço e dedicação não sejam ignorados e sentidos como se fossem seres invisíveis, enquanto fazem o bem, e só vistos quando alguém comete deslize.

A juventude é um ser presente e não deve receber apenas um horizonte de futuro, como sempre acontece.

“O futuro é dos jovens”, “a juventude é o futuro do Brasil”: tais frases como outras idênticas nem são bem recebidas pela juventude.

São deletadas, nunca registradas positivamente, porque os jovens estão amadurecidos, apesar das atitudes e comportamentos extravagantes e contestadores, de sempre.

Se existe o adulto é porque já foi jovem. E se muitos seguiram pelos desvãos da ilicitude na política, foi porque tomaram, por exemplo, as más formações de caráter.

A política em si é uma causa boa, nobre e serve para ajudar.

A juventude sendo bem apoiada, tendo bons exemplos apontados em seu próprio bairro, cidade e/ou estado, não caminha para a agressão.

Se amparados, os jovens deixarão de ter tanta rotatividade no emprego, quando o consegue.

Eles não procuram apenas a autonomia no emprego, mas querem a sobrevivência familiar e pessoal. Na maioria desses casos os jovens são literalmente a esperança da família.

A juventude é composta de pessoas de direitos e agentes de mudanças.

Deem-lhe a confiança e as ferramentas necessárias.

São capazes de transformações, desde que passem a acreditar em si mesmas, e tenham bons exemplos a seguir. Por isso, o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*)Ruy Sant’Anna é advogado e jornalista

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