A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

17/08/2014 13:10

Proatividade na demissão é uma solução!

Por Odilon Medeiros (*)

Através das minhas reflexões busco temas para escrever considerando o aspecto da relevância deles para as pessoas, mesmo que, algumas vezes, esses temas não sejam simpáticos.

Veja Mais
Cinco ações que devem ser evitadas em 2017
A aviação e suas regras

O que vou abordar agora é um deles. Observei que existem muitas e muitas informações sobre como o gestor deve demitir um colaborador, como elaborar um programa de demissão voluntária e até mesmo como elaborar uma carta de demissão. Mas, alguém já leu algo sobre preparação para demissão por parte do colaborador?

E por que será que há essa carência de informações? Será que é uma negação ao fato? Será que é por entendermos que é algo distante e que nunca acontecerá conosco? Você pensou sobre isso? Não? Ótimo. Vamos refletir juntos.

Juntas. É assim que devem andar a nossa emoção e a nossa razão. Tudo em perfeita harmonia. Inclusive quando estamos nos referindo a nossa vida profissional e também com relação à demissão.

O psicólogo israelita-americano, ganhador do Nobel de Economia de 2002 e autor do Best seller “Rápido e devagar, Duas formas de pensar", Daniel Kahneman, afirma que emoções como o medo, o afeto ou o ódio explicam, na maior parte dos casos, por que as pessoas se afastam da racionalidade. Assim, pergunto: será que o medo da demissão afasta as pessoas de pensarem sobre a possibilidade de serem demitidas? É claro que o pensar não vai nem atrair e nem afastar a demissão, não é mesmo?

Racionalmente falando todas as pessoas que fazem parte de qualquer instituição estão propensas a serem demitidas. E isso em qualquer tipo de atividade que seja desenvolvida pela empresa ou da função e da hierarquia do profissional (a exceção se aplica apenas a alguns servidores públicos). Logo, precisamos encarar o fato de frente.

Emocionalmente falando não estou sendo pessimista e tampouco desejando que isso ocorra. Estou apenas desejando que você atue de forma proativa e não de forma reativa, para evitar surpresas desagradáveis.

Outro dia, por exemplo, estive conversando com uma pessoa que fazia parte de uma grande empresa que estava passando por uma forte reestruturação e isso implicava na dispensa de vários colaboradores. E era dela a responsabilidade de fazer os desligamentos. O que ela não contava era que também iria fazer parte do time dos demitidos e ao saber da notícia, sofreu um desmaio. Ela deve ter pensado por muito tempo: “Isso jamais vai acontecer comigo!” até que, inesperadamente, o fatídico dia chegou.

Para viver bem com essa realidade, faço algumas provocações que poderão fazer com que você quebre alguns paradigmas. Vamos lá?

- Se você foi desligado, há um forte indício de que não está se adaptando ao que a empresa espera e não que você é, necessariamente, incompetente.
- Uma demissão, em vez de ser o fim do mundo, poderá ser uma oportunidade imensa de crescimento pessoal e profissional.
- Tudo que acontece nas nossas vidas nos trás pelo menos uma lição. Se você foi demitido, o que aprendeu com a situação vivida?
- Lembre-se do que diz Jack Welch: "até um pé no traseiro te empurra para frente".

Sabemos que um dos principais requisitos para o profissional de sucesso é a proatividade. Então precisamos ser proativos também nos aspectos que se referem à nossa carreira. Lembre-se que o principal responsável pela sua empregabilidade, é você mesmo.

Assim, recomendo que você faça um plano de ação para que a demissão não o surpreenda. Para desenvolver esse plano, saiba que as principais causas de demissão são: falta de comprometimento e de integração com a equipe, conflitos com o líder, atrasos e faltas, problemas de comunicação além de críticas, mentiras, fofocas e quebra de sigilo, baixa performance, consumo de álcool e outras drogas, não seguir regimento interno, não saber administrar os problemas pessoais, comportamento não condizente com o ambiente, etc.

Neste cenário, pergunto: qual a avaliação que você faz sobre a sua performance e como estão sendo os feedbacks que você está recebendo sobre aqueles aspectos? Fique atento. Algo precisa mudar?

Pergunto ainda: a empresa está passando por alguma reestruturação? De qual forma isso pode atingir você ou a função que você desenvolve?

Procure analisar o mercado onde você atua ou onde deseja atuar. Quais as competências que estão sendo exigidas? Você já as possui? O seu currículo está coerente com essas exigências?

Com base nestas informações, elabore um plano de ação e o execute. Se você não ganhar nada, nada perderá. Assim, se prepare, aja e seja feliz.

(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

Cinco ações que devem ser evitadas em 2017
Ao fim de cada ano, realizo uma pesquisa com funcionários de empresas de todo o Brasil para avaliar quais foram as coisas que mais impactaram na prod...
A aviação e suas regras
A aviação conseguiu, em menos de um século, aproximar os continentes, as empresas e, principalmente, as pessoas. Foi uma evolução tão rápida que não ...
Lei Orgânica da Assistência Social – 23 anos
Nos últimos anos, a Assistência Social vem construindo uma nova trajetória, organizando-se sob novos padrões e afirmando-se como parte integrante do ...
Morre no trânsito o equivalente a 2 aviões da Lamia lotados por dia
Por dia, no Brasil, morrem em acidentes de trânsito o equivalente a ocupantes de dois aviões da Lamia, que transportava o time inteiro da Chapecoense...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions