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01/03/2012 13:30

Quando os partidos políticos merecem respeito

Por Athayde Nery (*)

Para que um país potencialize sua estrutura, é necessário ir além do desenvolvimento econômico. É preciso planejamento e desenvolvimento social, principalmente para que sua população seja beneficiada com mais qualidade de vida e saiba gerir melhor seu patrimônio. Políticas que unem essas duas frentes de desenvolvimento ganham credibilidade e respeito da população.

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Os partidos políticos deveriam estar atentos para esta lógica. Bases mais sólidas, tanto de ideias como de futuras propostas, moldariam de forma mais precisa as articulações sociais e os planos de governo. Os partidos não podem virar balcão de negócios, onde o vai-e-vem de candidatos se dá por diferentes tipos de interesses ou desentendimentos internos. As coisas devem ser resolvidas dentro dos próprios partidos até que se esgote toda a possibilidade de diálogo.

Os partidários que pretendem se lançar como pré-candidatos, devem ver a gestão pública como uma possibilidade de construir mundos mais sustentáveis, devem entrar para política somente por entendê-la como importante e um bem de todos a ser compartilhado. É um erro fazer de seu cargo político uma necessidade e transformar a política em profissão. Esse é um erro com os partidos e com a democracia. Vale lembrar que qualquer mandato pertence, antes de tudo, ao partido. Eles estão acima dos candidatos ou deveriam estar.

A centralização das decisões de um partido e a infidelidade partidária representam enfaticamente os maus exemplos. Um partido jamais pode servir de albergue para candidatos que atendam interesses de outras instituições ou de um futuro partido com qual pretende se conciliar para ganhar mais visibilidade.

Tampouco devem servir de plataforma geral para decisões fechadas e autoritárias, sem diálogo com os partidários e seus próprios representantes políticos. Esses exemplos faz com que a dinâmica de ideias de um partido e seu histórico de luta e avanços sejam jogados na lata de lixo, abrindo mais espaços para politicagem. Por isso o cidadão deve diferenciar político de politiqueiro.

Como militante de um mesmo partido há 30 anos, tenho convicção do papel de um partido e de seus integrantes, sei o que é um partido ético e a postura devida de um representante político.

Quando os partidos tornam-se um mero instrumento com nomenclaturas sem valor ou que apoiam individualidades e não mais conjuntos de ideias, perdem sua essência, seu sentido de existir.

O partido deve sempre levar em conta as necessidades de resolução dos problemas de um povo e as criações de alternativas para uma vida mais digna e comprometida com o contexto de uma região. Só dessa maneira os partidos merecerão mais respeito.

(*) Athayde Nery (PPS) é vereador em Campo Grande.

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