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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

05/06/2014 14:13

Tempo de reflexão e ação

Por Semy Ferraz (*)

Mais que comemoração, o Dia do Meio Ambiente (5 de junho) é momento de reflexão e de ação. Não que façamos parte do contingente dos desesperançados, que acreditam que a humanidade e o mundo não têm mais jeito. Ao contrário, cremos num mundo melhor, mais justo e ambientalmente sustentável. Por isso entendemos que temos aproveitar estes dias em que o tema ganha destaque no cotidiano das pessoas para propor uma reflexão sincera e, sobretudo, atitudes prudentes em relação aos recursos naturais, que são esgotáveis – ao contrário do que se pensava algumas décadas atrás.

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Trago à lembrança o alerta do presidente húngaro, que citei em artigo anterior, de que nas últimas cinco décadas a humanidade consumiu mais que ao longo dos últimos cinco mil anos. O consumo desenfreado – ou melhor, o consumismo – posterior ao desenvolvimento da indústria no planeta foi o principal vetor dessa verdadeira epidemia de gastança irresponsável. E por trás disso, a ganância, o lucro a qualquer custo, em que as atividades econômicas (sobretudo a agropecuária e a indústria) e os gestores públicos permitiram o funcionamento de velhas tecnologias poluidoras, contaminando os mananciais de água, o solo, assoreando os rios, a atmosfera e até a saúde das pessoas de todas as idades e classes sociais, indiscriminadamente.

Quando, 22 anos atrás, o Brasil sediou a ECO-92 (ou Rio-92), o mundo despertou para um novo tempo, chamado de Agenda 21 (em referência ao século 21), que lamentavelmente as principais potências industriais ignoraram acintosamente (tanto que Kyoto não passou de um protocolo, uma intenção). Mas o que recomenda a Agenda 21? Um mundo sustentável, baseado em cinco pontos articulados, em que os Estados de todo a Terra e, sobretudo, os cidadãos do mundo assumam para si, em síntese, estas “tarefas”: a) ambiente saudável para todos; b) economia responsável sem exclusão; c) sociedade justa sem intolerância; d) política democrática sem totalitarismos; e) cultura acolhedora sem preconceitos.

Porque o progresso deve ser sinônimo de bem-estar para todos, e não desperdício irresponsável dos que têm de sobra. Isso é tarefa de toda a sociedade, mas o exemplo deve e precisa partir das instituições e empresas públicas e privadas. O Estado (o ente federativo, em todas as esferas), aliás, tem uma função estratégica nesse processo: não só na educação ambiental – fundamental para o despertar de uma consciência por atitudes sustentáveis –, mas no planejamento e na efetivação de políticas consistentes que assegurem qualidade de vida com bem-estar coletivo.

Como gestor público da área de infraestrutura e há décadas profissional de um setor que muito evoluiu, tecnológica e ambientalmente, para se adequar ao novo modelo de sociedade proposto pela Agenda 21, somos conscientes de que temos muito a caminhar no sentido da sustentabilidade. Mas nestes poucos anos, sobretudo a partir de 2003, quando o Presidente Lula subiu a rampa do Planalto pela vontade soberana do povo brasileiro, particularmente o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), tem dado contribuições emblemáticas para todos os agentes do Estado pelo Brasil afora.

E a Presidenta Dilma Rousseff as implementou: além dos históricos valores investidos em infraestrutura para o saneamento básico (redes de água tratada e de esgoto em regiões que desconheciam tais serviços), todas as obras financiadas com os recursos do Governo Federal têm que obedecer ao protocolo de sustentabilidade preconizado pela legislação federal, sob pena de o repasse dos recursos ser suspenso até o devido cumprimento.

Portanto, em vez de vermos a questão ambiental como um mito, assumamos nosso papel como cidadãos e gestores comprometidos com as próximas gerações, priorizando atitudes sustentáveis dentro e fora de casa, até para que nossos descendentes, se não tiverem razões para sentir orgulho de nós, pelo menos não nos culpem por termos sido omissos com o mundo que estamos deixando para eles.

(*) Semy Alves Ferraz é engenheiro civil e secretário de Infraestrutura, Habitação e Transporte de Campo Grande.

 

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