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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

26/02/2013 09:23

Triste sina do Estádio Morenão

Por Gilson Cavalcanti Ricci (*)

Com muita tristeza, reporto-me neste modesto artigo ao monumental Estádio Universitário de Campo Grande, alcunhado “morenão” pela mídia esportiva, que introduziu tal pejorativo ao grandioso gigante de concreto e aço. Quando passo à sua frente, vejo ali um veemente libelo acusatório desfavorável aos comandantes do futebol estadual, sobremaneira contra o desprezo dos políticos locais ao futebol de Mato Grosso do Sul, que tanto nos orgulhou no passado por sua trajetória brilhante diante de poderosos adversários nacionais e estrangeiros.

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Foi inaugurado em 7/3/1971, com o jogo entre Flamengo e Corinthians diante de uma platéia de mais de tinta mil torcedores, vencendo o Flamengo por 3X1. A partir de então, o estádio passou a receber grandes equipes do futebol brasileiro, tornando-se uma das praças esportivas mais concorridas do Brasil, onde o público aficionado vibrava em memoráveis jogos do Campeonato Brasileiro, como na épica vitória do Operário sobre o Palmeiras por 2X0, ocorrida em 23/2/1978 perante 38.122 torcedores, que vibraram freneticamente com os lances do heróico time campo-grandense frente ao poderoso adversário paulista.

Fatos curiosos aconteceram ali, como na noite de 6/3/1982, durante o jogo entre Operário e Vasco - vencido pelo Operário por 2X0 -, quando o estádio fora atacado por uma esquadrilha de discos voadores, diante de 25.575 testemunhas – recorde mundial de videntes de OVNI, segundo a Wikipédia -. O fato foi alardeado pelas equipes de rádio e televisão que transmitiam o jogo, causando perplexidade a todos os presentes, como também aos telespectadores e ouvintes de outras cidades, servindo o episódio de pilhéria por muito tempo no âmbito futebolístico nacional.

Com capacidade para 45.000 torcedores, é o maior estádio universitário da América Latina, e figura na décima posição entre os maiores estádios brasileiros, conforme ainda a Wikipédia. Portanto, é uma pena vê-lo agora condenado ao abandono - como uma inútil ruína inca dominada pelos morcegos.

Culpa tem a cúpula do futebol sul-mato-grossense pela triste sina de um monumento grandioso, como foi no passado o nosso pujante Estádio Universitário, o “morenão”. A estupidez impede que encontrem soluções inteligentes para o ressurgimento daquele saudoso e atraente futebol. Peca a classe política, por deixar morrer à míngua todo um passado de glória, desconsiderando o elevado dispêndio garantido pelo erário público na construção do monumental estádio.

O governo não vacilou diante dos números para levar a termo tão grandiosa obra. Contudo, não adotou estratégia jurídica para manter o interesse do torcedor local. O resultado aí está: jogos ruins na periferia da cidade, e minguado público, enquanto no mesmo momento foguetes explodem nos céus de Campo Grande durante os jogos do Rio, São Paulo e outras cidades brasileiras, transmitidos pela televisão.

(*) Por Gilson Cavalcanti Ricci é advogado.

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A Revolução Operariana, começou!
A história continua, e todo essa dor na nossa alma de torcedor sul-mato-grossense, ja esta com os dias contados....
Nós escreveremos outra história do nosso futebol!
Parabéns pelas belas palavras...
Eu acredito!!!
 
André Monteiro em 02/11/2013 16:42:32
Isso tudo que o senhor escreveu seria quase a sinopse do documentário O que era aquilo?, exibido pela primeira vez na noite de ontem na UFMS
 
Pedro Nogueira em 26/02/2013 12:04:36
Que coincidência...
 
Pedro Nogueira Heiderich em 26/02/2013 12:01:52
Lamentável a situação do Morenão e do nosso futebol.
Achei realmente muito estranhas - naquele dia nublado do verão de quase final dos anos 1970 - aquelas luzinhas coloridas em nítido contraste com o céu escuro. Seria aquela visão um prenúncio da vitória do Galo? Infelizmente, não foi só isso.
Aqueles efeitos especiais inexplicáveis eram também um aviso do futuro "apocalíptico" do nosso futebol e suas "ruínas incas", como bem classifica o comentarista.
Nem participação em torneios importantes, nem grandes jogos, nem Copa. E o que é pior, o total desinteresse dos nossos dirigentes esportivos, autoridades políticas e quem quer que seja decisivo, pela sobrevivência do esporte e seus monumentos. Estarão esperando que desta vez a marquise do estádio caia na cabeça de alguém?
 
Helois Vitório Braga em 26/02/2013 11:26:32
Ficaremos ainda mais deprimidos quando a Arena Pantanal em Cuiabá ficar pronta.
O estado vizinho com um estadio de primeiro mundo e nós com um de varzea.

 
Enio Arruda Medeiros em 26/02/2013 10:17:23
Continuando viu "xará". os "veteranos" quea inda jogam nos grandestimes do Brasil: Rogério Ceni 40 anos, São Paulo; Marcos Assunção3 anos, Satos, Rivaldo, 41 anos, São Caetano, Zé Roberto, 38 Grêmio e todos eles ganhando no MINIMO EM TORNO DE R$ 500 mil mensais, quantia essa impossivel de ser paga aqui em Mato Grosso do Sul. Ano passado o Comercial ousou perguntar ao empresario de Petovic ex-Flamengo, quanto ele queria pra vir jogar aqui: R$ 350 mil por mês livre de tudo. Com a resposta o sonho acabou.E digo mais, não é apenas aqui que o futebol acabou basta ver a o ranking da Fifa e nela aparece o Brasil que tem cinco titulos mundiasna 13ª colocação. "Xará", ponha uma coisa na sua cabeça.. a ÉPOCA DE OURO DO FUTEBOL BRASILEIRO ACABOU! Um abraço.
 
Gilson Giordano em 26/02/2013 10:03:03
"Xará"- com todo o respeito permita-me chamálo assim.. oseuartigo muitissimo bem escrito, alias parabéns.. frases bem concatenadas e para quem gosta de uma boa leitura tal como eu.. me deliciei com o mesmo.. mas meu amigo (permita-me de novo) ponha na sua cabeça que voltar àquela época do futebol áureo que não ERA APENAS AUQI EM MATO GROSSO DO SUL E SIM EM TODO O BRASIL é HUAMNAMENTE IMPOSSÍVEL. Primeiro, que não temmais jogadores coim aquela qualidade técnica, outras, exisitiam as categoriasde bases nos clubes o que nãoexiste mais hoje e elas revelavam a cada dia novos talentos, o que ambém não acontece mais hoje e os craques chamados na época de veteranos aos 27, 28 anos no máximo perdiam espaços e vieram para cá, novo el dorado. Hoje asta ver os veteranos que ainda jogam nos times:
 
Gilson Giordano em 26/02/2013 09:58:21
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