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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

04/11/2016 15:31

Campanha tenta ajudar crianças que quase foram queimadas pela mãe

Luana Rodrigues, Viviane Oliveira e Julia Kaifanny
Móveis foram destruídos pelas chamas. (Foto: divulgação)Móveis foram destruídos pelas chamas. (Foto: divulgação)
Casa foi danificada pelo fogo. (Foto: divulgação) Casa foi danificada pelo fogo. (Foto: divulgação)

A Ong (Organização Não Governamental) "Sorrindo pela Vida" iniciou na tarde desta sexta-feira (4) campanha para ajudar três crianças que quase morreram queimadas pela mãe, no Jardim Campo Alto, região sul de Campo Grande. A mulher de 34 anos é suspeita de ter ateado fogo em casa onde estavam ela, e os três filhos, sendo dois gêmeos de 8 anos e uma adolescente de 13 anos.

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O caso aconteceu durante a madrugada de quinta-feira (3). As crianças inalaram muita fumaça, e tiveram de ser levadas à UPA Universitário, mas já foram liberadas e estão com o pai.

A mulher continua internada em uma unidade de saúde. O estado de saúde dela não é considerado grave. 

Para Roze Mira, que é coordenadora da Ong e acompanha a vida das três crianças há cerca de cinco anos, a mãe teve um surto. "É difícil entender o que houve, mas acreditamos que ela teve um colapso nervoso, um surto, porque eles nunca reclamaram de nada", conta.

Com a campanha, a Ong espera arrecadar roupas, calçados, colchonetes, roupas de cama e alimentos, para ajudar os pequenos daqui para frente. "Eles já viviam numa situação precária com a mãe, e nós ajudávamos como podíamos. Esperamos poder ajudar de alguma forma agora também", diz.

Quem quiser ajudar, deve entrar em contato com a Ong pelo telefone (67) 99214-9770.

Incêndio - Segundo a delegada Célia Maria Bezerra da Silva, o boletim de ocorrência foi registrado pelo ex-marido, de 45 anos, da mulher. Ele relatou que por volta de 1h30, a ex ligou dizendo que ele não iria mais vê-la e nem os filhos e desligou o telefone.

Desesperado com a situação, o homem retornou a ligação, mas a mulher não atendeu mais ao telefone. Então o marido, que mora na Mata do Jacinto, do outro lado da cidade, foi até a casa. Quando chegou, encontrou o imóvel pegando fogo, a mulher chorando e os filhos assustados. “Eles já estavam para fora da residência”, conta a autoridade policial.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e combateu as chamas. As crianças foram levadas pelo pai para o posto de saúde. Em seguida, a mulher também foi socorrida e encaminhada ao hospital.

O homem relatou a polícia que a mulher acordou a filha de 13 anos e disse: “Me abraça, que vamos morrer". Ela percebeu que saía fumaça do imóvel, saiu correndo, pediu socorro e tirou os irmãos e a mãe da casa.

Moveis que foram atingidos pelo fogo para fora da residência. (Foto: Marina Pacheco) Moveis que foram atingidos pelo fogo para fora da residência. (Foto: Marina Pacheco)

As crianças foram socorridas por terceiros até à UPA (Unidade de pronto Atendimento) Universitário. Elas já receberam alta e estão com o pai. A mãe continua internada em uma unidade de saúde.

Outra versão - As pessoas mais próximas da suspeita não acreditam que ela tenha ateado fogo na casa. A vizinha de 31 anos contou que já foi babá dos gêmeos, durante 5 anos, e que ainda não dá para acreditar no que aconteceu. “Ela sempre foi cuidadosa e uma boa mãe com as crianças”, diz. A mulher trabalha em uma fábrica na região. 

Outra mulher de 40 anos lamenta a situação e relata que as crianças já acordaram com a casa pegando fogo. “A gente não sabe quem ateou fogo. Ela sempre foi batalhadora e cuidou dos filhos sozinha. Pode perguntar para qualquer pessoa da rua”, afiram a vizinha sobre a mãe, suspeita de ter ateado fogo em casa. Ela afirma ainda que não existe essa história de ter abraçado a filha e ter dito que todos iriam morrer.

A delegada Célia explica que por enquanto trata o caso como tentativa de homicídio. Porém, afirma que precisa saber da versão da mulher. “A testemunha chave é a menina mais velha. Tudo que nós temos é a versão do ex-marido, mas o caso segue sendo investigado”, diz.

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E ainda deixam as crianças voltarem pra casa com essa louca?? Correndo o risco dela fazer tudo de novo!
 
Karolina Vieira Bergamaschi em 04/11/2016 16:27:37
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