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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

07/12/2010 18:52

Calor faz aumentar corridas curtas de táxi no Centro

Jorge Almoas
Senhoras preferem pagar por corrida curta a enfrentar calor no trajeto a pé(Foto: João Garrigó)Senhoras preferem pagar por corrida curta a enfrentar calor no trajeto a pé(Foto: João Garrigó)

Pode ser para ir de uma esquina a outra. Às vezes é a sacola das compras de Natal que pesa nos braços e estimula a tomar um “carro de praça” e chegar ao destino esperado.

Os taxistas da região central de Campo Grande registram aumento do número de corridas curtas, motivadas pela alta temperatura e pela comodidade do transporte.

Há 25 anos no mercado, Laurindo Rodrigues diz que as corridas curtas são vantajosas, dependendo do modelo que o taxista trabalhe.

“Se o cara ganha por quilômetro como eu, vale a pena. Mas se é por porcentagem ou diarista, aí não sei se compensa”, conta o taxista, que está a 1 ano no ponto do Hotel Jandaia, no coração de Campo Grande.

Laurindo conta que o perfil dos clientes de corridas curtas são pessoas de mais idade, cansadas ou que não querem encarar um ônibus ou o trajeto a pé.

“Hoje mesmo levei uma senhora daqui do hotel até na Praça do Rádio. São duas quadras, mas consegui fazer algum dinheiro”, comenta.

Mesma opinião tem Ricardo Samaniego, de 49 anos, que trabalha atualmente no ponto no cruzamento da Afonso Pena com 14 de Julho. O ex-militar, que atua como taxista há quatro anos, reforça que as corridas curtas são mais comuns no centro.

“Normalmente são senhoras, ou senhores, que querem a corrida curta. Levei uma mulher de idade daqui até a José Antônio”, explica Ricardo, apontando a curta distância de quatro quadras, mas que desanima qualquer pessoa por conta do calor, em média, 33°C na tarde desta terça-feira.

A gestante Angela Ferreira da Silva saiu do bairro São Francisco até a Praça Ary Coelho, um percurso de pouco mais de 10 minutos a pé.

“A gravidez e o calor me deixam cansada. Prefiro usar o táxi a enfrentar um ônibus lotado e quente”, afirma Angela.

Trabalhando há cinco anos como taxistas, Willian da Silva Rodrigues, de 35 anos, sabe reconhecer quando a corrida vai ser curta.

“Se o cliente chega com muitas sacolas, normalmente é bairro. Mas se está sozinho, com um pacote pequeno, ou é de muita idade, deve ir aqui no centro mesmo. Tem vezes que usam o táxi só para dar a volta na quadra, para ir numa loja. O mais distante é o Shopping”, explica Willian.




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