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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

30/11/2016 15:02

Comércio ‘sufoca’ vagas no Centro e compromete as próprias vendas

Das 1.277 vagas, 800 são ocupadas por comerciantes e funcionários

Elci Holsback
Cruzamento na região central da cidade: 50% das pessoas que procuram vaga diariamente não encontram (Foto: Alcides Neto)Cruzamento na região central da cidade: 50% das pessoas que procuram vaga diariamente não encontram (Foto: Alcides Neto)

A área central de Campo Grande conta com apenas 477 vagas de estacionamento disponíveis na rua, enquanto o fluxo diário é de em média 5.250 pessoas. Os dados são da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Groso do Sul) e foram divulgados nesta quarta-feira (30).

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De acordo com a federação, das 1.277 vagas ofertadas com parquímetros, 800 são utilizadas por empresários e funcionários, o que prejudica as vendas e impacta diretamente na economia, principalmente no período das vendas de Natal, onde pesquisas indicam que 70% da população pretende realizar suas compras no comércio do Centro da Capital, o que deve movimentar R$ 43 milhões.

"A disponibilidade de vagas é importante para as vendas e, segundo o estudo, cerca de 50% das pessoas que vão ao Centro fazer compras não encontram uma vaga e vão embora", relata o presidente da Fecomércio, Edison Araújo.

Como alternativa para a situação, o presidente da entidade sugere que os lojistas se conscientizem quanto à importância da liberação das vagas, usando medidas alternativas, como o transporte público. "É importante liberar as vagas, a população precisa aprender a conviver com número reduzido de vagas. Em grandes centros, as pessoas estão evitando ir ao trabalho de carro, então é muito mais vantajoso utilizar o transporte público. Obviamente que o transporte também precisa ser melhorado", avalia.

Falta consciência no uso das vagas, acredita presidente da Fecomércio, Edison Araújo (Foto:Elci Holsback)Falta consciência no uso das vagas, acredita presidente da Fecomércio, Edison Araújo (Foto:Elci Holsback)

Outra questão abordada é a necessidade de monitoramento eficaz por parte da equipe Flexpark, empresa responsável pelo parquímetro. Segundo o presidente, a população utiliza a vaga por mais tempo do que o período de duas horas, colocando mais créditos ao final deste tempo e estendendo a permanência.

"As pessoas estão utilizando mais do que o período, prejudicando a rotatividade e tirando a chance de outras pessoas estacionarem. Outro problema são as vagas para idosos e cadeirantes, as pessoas estacionam lá e ficam o dia todo, muitas vezes. Mesmo sendo vaga especial, há limite de tempo", avalia Araújo.

A entidade ressalta que não é contra a alteração realizada na gestão de Nelson Trad Filho, na época prefeito pelo PMDB, que reduziu as vagas de estacionamento, excluindo as do canteiro central da Avenida Afonso Pena, e nem questiona o valor do parquímetro.

"Não questionamos a falta de vagas, nem o valor aplicado, imagine se não houvesse parquímetro, seria muito pior se não houvesse cobrança e rotatividade. O que questionamos é a falta de consciência de lojistas e da população", finaliza o presidente da Fecomércio.

A pesquisa da entidade foi feita com empresários e funcionários do comércio das ruas Calógeras, 13 de Maio, 14 de Julho, Maracaju, Barão do Rio Branco, Antônio Maria Coelho e Avenidas Mato Grosso e Afonso Pena.

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Acho um absurdo estipular o tempo que você deve ficar, se estou pagando fico o que tempo que precisar, outra coisa, pra ser incentivado o transporte público, a prefeitura ou as empresas de transporte poderia dispor uma linha de ônibus só no perímentro do centro, como por exemplo da Av. Mato Grosso até a Av. Afonso Pena indo pela Calógeras e voltando por exemplo pela Rua próximo a Prefeitura, assim evitaríamos de ter que estacionar os carros na área central, era seria uma sugestão a ser avaliada.
 
solange aparecida gaite carvalho em 30/11/2016 16:29:23
Dê um jeito nas motos e já resolve pelo menos 40% do problema. 8 em cada 10 vezes que eu preciso estacionar no centro (seja para fazer compras ou atender algum cliente) eu encontro motos tomando vagas destinadas para carros am vários pontos. Elas já tem espaço próprio em praticamente todas as esquinas. Uma moto ocupando uma vaga inteira para carro é disperdício. Pelo menos essas (quando pagam o parquímetro) são permitidas pela lei, mas com extrema frequência eu encontro motos estacionadas entre vagas de tal forma que na maioria das vezes, mesmo que uma das vagas tenha espaço para carro, é impossível fazer a manobra para estacionar sem bater na maldita. E esses NUNCA pagam pelo parquímetro. Aumente a fiscalização sobre as motos e dê um jeito no estacionamento delas e já resolve muita coisa.
 
Michael F. de Godoy em 30/11/2016 16:28:48
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