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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

10/11/2016 08:30

Saúde implementa ambulatório para atender transexuais no HU

Quem for ao local poderá fazer tratamento hormonal

Yarima Mecchi

Transexuais poderão fazer tratamento hormonal no HU (Hospital Universitário) e futuramente até procedimentos cirúrgicos. Um ambulatório transexualizador, utilizado para dar assistência e tratamento hormonal e psicológico para pessoas que desejam fazer a mudança de sexo, está sendo implantado para atender a demanda do Estado.

O médico chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da unidade, Ricardo dos Santos Gomes, explica em nota que o local será destinado a atender os transexuais com equipe multidisciplinar. "Inicialmente apenas atendimento clínico, mas com perspectivas de procedimentos cirúrgicos", afirmou.

Para os transexuais femininos - que nasceram biologicamente homens, mas almejam um corpo com características do sexo feminino - será destinada uma equipe com 2 ginecologistas e para os transexuais masculinos um urologista fará a hormoteparia.

A equipe também é composta por um psicólogo e um psiquiatra com intenção para atenderem especialmente os transexuais que pretendem tratamento cirúrgico. De acordo com médio é obrigatório o acompanhamento desses profissionais por pelo menos 2 anos para garantir que o paciente tenha condições psicológicas para se submeter a cirurgia e para descartar algumas doenças psiquiátricas.

"Contaremos ainda com o apoio de 1 fonoaudiologista, 1 infectologista, 1 assistente social e 1 proctologista".

Ambulatório está sendo implementado no HU. (Foto: Alcides Neto)Ambulatório está sendo implementado no HU. (Foto: Alcides Neto)

Atendimento - De acordo com Gomes, o ambulatório vai atender uma demanda já existente no Estado de aproximadamente 300 transexuais, dado encaminhado para nós pela ATMS (Associação dos Transexuais de Mato Grosso do Sul) que será a maior responsável pelos encaminhamentos.

O Humap vai oferecer um acolhimento feito através de uma escuta qualificada com um profissional que é transexual. "Nesse acolhimento serão esclarecidas algumas dúvidas dos pacientes sobre o funcionamento do ambulatório e a previsão para seu início é ainda nesse mês de novembro".


Após a habilitação do serviço o custeio das consultas e medicação virão de uma verba direta do Ministério da Saúde de acordo com a produtividade do ambulatório. O custeio antes da habilitação será discutido na reunião de hoje (9) com representantes das secretarias Estadual e Municipal de saúde, Ministério da Saúde, Conselho Municipal de Saúde.


De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual) na amanhã (10) será realizada a solenidade de abertura oficial do ambulatório, no auditório do COREME (Comissão de Residência Médica).

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