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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

08/11/2016 11:15

UEMS suspende aulas após invasão de estudantes no campus da Capital

Ricardo Campos Jr.
Cartaz fixado por manifestantes na entrada da UEMS em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)Cartaz fixado por manifestantes na entrada da UEMS em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)

A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) suspendeu temporariamente as aulas em Campo Grande após a invasão de estudantes contrários à PEC 241 (que tramita no Senado com o número 55) e à reforma do Ensino Médio. Segundo a instituição, as atividades administrativas estão funcionando normalmente no prédio.

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Ninguém está sendo impedido de entrar no campus. Um evento ligado ao curso de Turismo está sendo realizado normalmente, assim como atividades acadêmicas de conclusão de curso.

O grupo de manifestantes tinha entre 12 e 15 pessoas, segundo constatou o Campo Grande News. Eles estão concentrados em uma sala, não permitiram fotos e dizem que irão se manifestar posteriormente por meio de notas à imprensa.

Às 10h eles se reuniram em assembleia para definir os rumos do movimento, mas o resultado ainda não foi divulgado.

Segundo a assessoria de imprensa da UEMS, a instituição irá preservar canais abertos de diálogo, entre estudantes, gerência, reitoria a fim de preservar o caráter democrático da manifestação e o direito de expressão dos que são contrários à mesma.

Polêmica – O presidente Michel Temer (PMDB) criticou os movimentos estudantis que estão sendo realizados em todo o país. Ele sugeriu que os grupos de manifestantes sequer sabem o que é e como funciona uma PEC, segundo reportagem do UOL.

“As pessoas debatem sem discutir ou ler o texto”, pontua. Ele ainda cobrou respeito às instituições e disse que o direito existe para regular as relações sociais. “Hoje, ao invés do argumento intelectual e verbal, usa-se o argumento físico. Vai e ocupa não sei o quê e bota pneu velho em estrada para impedir trânsito”.

(Colaborou Marcos Ermínio)




A manifestação dos alunos da UEMS esta amparada pelo Art. 5 da constituição federal inciso IV, em que declara livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; Logo não há crime de cunho penal, sendo praticado por parte dos alunos.
A convocação sobre uma atitude intelectual proposta pelo Presidente regente é infundada, pois como poderia ser ouvida a voz intelectual através do sistema demorado e burocrático que é a politica, sabemos que atos chamam mais atenção do que palavras, o peso de ocupar uma universidade é maior do que o peso do papel que sera esquecido na mesa de nosso representante. Sendo eu parte do corpo discente da UEMS, acredito que através desse ato de manifesto é parte do processo para a ascensão real da democracia.
 
Fernanda Sousa em 08/11/2016 15:09:28
Espaço público não é invadido, é ocupado. Ocupa tudo! Fora Temer golpista!
 
Rafael Tadashi em 08/11/2016 14:04:31
Que tal o governo atual dispensar aos "manifestantes" que atrapalham o estudo alheio o mesmo tratamento que o governo da (graças a Deus) ex-presidente dispensou aos caminhoneiros que fizeram aquelas paralisações no ano passado e em 2014? Em tais ocasiões, os caminhoneiros foram tratados como marginais, e a conduta deles foi tipificada como crime pela legislação penal. Que tal transformar a ocupação de escolas e faculdades em crime também?
 
Dean_Winchester em 08/11/2016 12:23:37
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