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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

22/07/2013 08:34

Caminhoneiros são disputados a tapa; déficit é de 12 mil no Estado

Elverson Cardozo
Marcio Maximo é um dos motoristas em que participa do curso oferecido pela entidade. (Foto: Marcos Ermínio)Marcio Maximo é um dos motoristas em que participa do curso oferecido pela entidade. (Foto: Marcos Ermínio)
Coordenadora de desenvolvimento profissional da unidade em Campo Grande, Ronilda Resende, comenta que a procura de empresários é por profissionais qualificados. (Foto: Marcos Ermínio)Coordenadora de desenvolvimento profissional da unidade em Campo Grande, Ronilda Resende, comenta que a procura de empresários é por profissionais qualificados. (Foto: Marcos Ermínio)

Sobra serviço e falta mão de obra qualificada para a função de motorista de caminhão em Mato Grosso do Sul. A constatação é do Sest/Senat, que estima déficit de 12,3 mil (16% dos 77 mil caminhoneiros)O número, segundo a coordenadora de desenvolvimento profissional da unidade na Capital, Ronilda Resende, é confirmada por empresários que procuram a entidade, que oferece curso de formação de motoristas, em busca desses profissionais.

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“Temos relatos de um que tem 150 caminhões e está com quase 20% dos veículos parados”, conta, exemplificando. As empresas buscam colaboradores capacitados. Alguns têm o domínio da técnica, sabem dirigir, estão na estrada há anos, mas estão desatualizados.

Não saberiam, por exemplo, conduzir um veículo moderno, com recursos tecnológicos de última geração. “As novas tecnologias tem sido um desafio para esses profissionais”, afirmou. É por isso que, quando um curso se inicia, os alunos são disputados “a tapa”. A demanda é tanta que alguns deles chegam receber propostas ou começam a trabalhar ainda durante a qualificação.

Um exemplo disso é a turma que encerra as atividades no dia 25 deste mês. Dos 26 formandos, 60% já têm lugar garantido no mercado de trabalho. Sidnei de Oliveira Martins Coelho, 30 anos, é um deles.

O motorista recebeu, até agora, pelo menos quatro propostas para atuar em transportadoras de Campo Grande. Na avaliação dele, além do diferencial no currículo, a nova formação abriu portas.

Sidnei de Oliveira já recebeu quatro propostas de emprego. (Foto: Marcos Ermínio)Sidnei de Oliveira já recebeu quatro propostas de emprego. (Foto: Marcos Ermínio)

“Hoje, as empresas estão visando mais a qualidade, a capacitação”, ressaltou, ao comentar que, no curso, além das lições que incluem o domínio do veículo, há aulas de português, matemática e informática, por exemplo. E não é só isso.

Hoje ele sabe, dentre outros assuntos, que, com o sistema eletrônico, é possível controlar os custos e economizar. “Ali você sabe o ponto certo que gasta em quilômetros, na velocidade correta”, explicou.

Para Sidnei, o aprendizado chegou em boa hora. Ele sempre trabalhou com caminhões, mas nunca foi registrado. “Quem nunca teve oportunidade de registro essa é a melhor coisa”, concluiu.

O colega de sala, Marcio Maximo, 32 anos, tem experiência comprovada. Já foi motorista de duas empresas, mas sempre se queixou dos salários que, no caso dele, variavam de R$ 800,00 a 900,00.

Agora, com o curso no currículo, ele já viu a conversa mudar. Nas quatro propostas que recebeu, o mínimo ofertado foi de R$ 1,6 mil, praticamente o dobro pago anteriormente, fora os benefícios. E, detalhe: o motorista já havia procurado emprego nesses mesmos locais. “Eles falavam que precisavam de pessoas preparadas”, disse.

Se o problema era esse, Márcio se sente bem mais confiante, inclusive para as entrevistas de emprego, tão temidas. “Eu vejo que agora, se eu precisar fazer uma entrevista, eu ou lá e serei aprovado”, presumiu, acrescentando que a qualificação profissional é um conhecimento que ele vai levar e aproveitar não apenas no trabalho, mas na vida. “Hoje eu consigo encarar as coisas de uma forma diferente”, finalizou.

Mato Grosso do Sul tem pelo menos 77 mil caminhoneiros. (Foto: Minamar Júnior/Arquivo)Mato Grosso do Sul tem pelo menos 77 mil caminhoneiros. (Foto: Minamar Júnior/Arquivo)

Déficit e baixo salário - O presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens em Mato Grosso do Sul), Osny Carlos Belinati, 61 anos, estima que o déficit de profissionais em todo o Estado não passa dos 10% e, ao contrário do que divulga o Sest/Senat, para ele, a questão não é a qualificação e, sim, os baixos salários oferecidos.

Muitas vezes, afirmou, o caminhoneiro prefere trabalhar por conta própria e, por isso, nos cálculos das transportadoras, a falta de interesse reflete em déficit. “As vezes o cara compra uma Kombi e resolve trabalhar sozinho”, explicou.

De acordo como presidente, em todo o Estado há 19 mil caminhoneiros que possuem seus próprios veículos, sendo 5,2 mil de Campo Grande. O número de profissionais que trabalham com os veículos das empresas chega, segundo ele, a cerca de 58 mil. Somados, o número é de 77 mil.

Curso A formação gratuita de motoristas no Sest/Senat, em Campo Grande, já existe há dois anos. Em 2013, devido a uma adequação, o curso foi inserido dentro do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), do Governo Federal, o que possibilitou a ampliação do número de vagas.

As novas turmas começam neste mês, com início das aulas no dia 29 de julho. No total, 32 vagas serão ofertadas. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3348-8700.

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acho isso uma otima oportunidade para que motoristas mesmo com experiencia na estradas posam se reciclar e conhecer as novas tecnologias ... !! e tbm se valorizar com o conhecimento pretendo fazer este curso
 
josemar quintana em 26/07/2013 17:37:16
Vírgula, tenho AE e nem por isto consigo trabalho, TODAS exigem experiencia comprovada, eu que sempre trabalhei de motorista sem registro nao consigo sequer uma chance para teste.
 
Marcilio Souza em 23/07/2013 13:15:43
Espero que estes profissionais sejam bem treinados e que eles tenham ciência da responsabilidade. Pois o número de motoristas novos e sem experiencia é preocupante. Caminhão não é veículo de passeio.
 
Orlando Santos em 22/07/2013 14:39:57
Eu conheço e tenhos amigos qualificados com CNH+cargas perigosas que optaram por comprar veículo próprio e trabalhar por conta própria e mesmo tirando o gasto no próprio veículo e pagando os impostos(inss,etc!) ganha em média R$2,5 mil limpo todo mês, bem mais que os R$1,2 de quando registrado mas com o diferencial que ele faz o seu horário(trabalha só na cidade, horario comercial e folga nos feriados e finais de semana) com isso permasse junto da sua familía e não corre riscos nas estradas. Tem um primo que trabalha em transportadora e viaja muito e ja esta a optar pelo veículo próprio e trabalhar só na cidade! Os donos de grandes transportadoras são desonestos e querem somente o enriquecimento próprio!
 
Alexandre de Souza em 22/07/2013 13:54:24
Vou solidarizar-me aos motoristas, no MS não falta mão-de-obra qualificada, o que falta é essa máfia de transportadoras darem condições e salários dignos aos trabalhadores.
 
Mathias Hanns em 22/07/2013 13:39:45
Na verdade não ta faltando motorista oque ta faltando e empresario entender que não e só dar caminhão novo para o motorista trabalhar o mais importante e o salario que ele leva pra casa .Eu mesmo trabalharia com qualquer caminhão velho ou novo mais quero ser bem pago pela minha mão de obra qualificada. Foi o tempo em que o motorista tinha que se humilhar para conseguir uma vaga agora o jogo virou quem oferece bom salario não fica com o seu caminhão no patio da empresa. Se você for prestar atenção empresa boa não tem problema de mão de obra .
 
sebastiao da costa gama em 22/07/2013 12:28:04
A verdade que em Campo Grande foi montada uma associação de transportadoras e no qual se reúnem toda as quartas-feiras, e lá eles discutem como arrumar um pretexto para arrumar descontos nos holerites dos motoristas como 10% sobre pedágio,se não fizer média desconta mais 10%, se der muita manutenção é passado para um caminhão mais velho ainda, até ele pedir as contas, na verdade não é uma associação e uma quadrilha, que deveria ser investigada.
 
Tulio Marcos em 22/07/2013 11:46:27
Eu cheguei a tirar carteira de categoria "E" para dirigir carretas, mas vi que o salário não é nada animador e preferi continuar vendendo balas e guloseimas que recebo o triplo do que receberia como caminhoneiro.
 
André Lima em 22/07/2013 11:45:02
parei de trabalhar na estrada por motivo de salario defasado não está acompanhando os gastos na estrada hoje trabalho na usina da minha cidade como motorista canavieiro más tenho saudades da estradas e dos amigos
 
ivair junior silva em 22/07/2013 11:32:22
Há uma tendência no mundo empresarial em desvaloriazar o salário (a remuneração do trabalhador), acusando até mesmo o aumento/reajuste salarial como vilão da inflação. O que não é percebido pelos empresaŕios é que com baixos salários, baixam também a qualidade da mão-de-obra e o interesse/motivação do funcionário.
 
Valdecir Antonio Zaniboni em 22/07/2013 11:08:00
Vamos importar caminhoneiros...não é assim que funciona?!
 
Cláudio Fonteles em 22/07/2013 10:46:29
ha sim uma falta de motorista no mercado, e mesmo assim os empresários do transporte no ms não melhoram os salários o nosso sindicato também não faz nada que ajude os motoristas, a diferença no piso salarial do ms e sp chega a quase 400,00 R$ por que essa diferença os profissionais do ms são menos qualificados, acho que não, as empresas da capital principalmente parecem que tem uma tabela de salários. Como disse o presidente do sindicam-ms melhor trabalhar como autônomo.
 
Cristiano c Prado em 22/07/2013 10:31:07
realmente, as empresas investem mais de 300.000 num caminhão e quer pagar um salario de menos de 1.200,00 para um motorista e jogam a responsabilidade de qualquer coisa que acontece na mão dele, "vamos valorizar o profissional, não é qualquer um que comanda um veículo desses"!
 
felix socorro em 22/07/2013 09:16:16
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