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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

21/10/2010 12:21

Funcionários terceirizados da Enersul entram em greve

Redação

Cerca de 70 funcionários terceirizados da Enersul, que trabalham como leituristas, estão em greve desde a tarde de ontem (19). Todos são trabalhadores da Floripark, contratada pela companhia de energia para prestação de serviços.

Segundo o presidente do Sinergia (Sindicato dos Eletricitários de Mato Grosso do Sul), Elvio Marcos Vargas, os trabalhadores reclamam da precarização das condições de trabalho.

Ao todo, segundo ele, 90% dos leituristas aderiram ao movimento.

Em outubro do ano passado, de acordo com o Sinergia, houve um acordo do sindicato com a Floripark.

Conforme o sindicato, a empresa se comprometeu a negociar os salários e elaborar um acordo coletivo de trabalho em um período de 6 meses, o que não ocorreu. Com isso, o salário dos leituristas está sem reajuste há pelo menos 2 anos, segundo informações do sindicato.

Na semana passada os trabalhadores se reuniram novamente: "No sábado fizemos uma assembleia com os leituristas e demos um prazo para a empresa (Floripark)", conta Vargas.

A empresa, no entanto, ainda não se manifestou, segundo Vargas.

O presidente do Sinergia afirmou que a Floripark, além do serviço de leituristas, também presta serviço técnico, ou seja, de corte e religação de luz, feito por eletricistas.

"Eles não têm plano de saúde. Outro dia conversei com um funcionário que ganha R$ 375 com os descontos. Isso é abaixo do salário comercial", relata Vargas.

Ainda que a empresa preste um serviço para a Enersul, o sindicato acusa a companhia de energia de se beneficiar dos contratos. "A Enersul terceiriza com contratos onde a empreiteira não tem condições de pagar o salário para os seus funcionários", afirma Vargas.

Ele acusa a Enersul ainda de ter firmado contrato com a empresa que ofereceu valor mais baixo pelo serviço. Vargas diz que a Floripark tem sede em Florianópolis e por isso aceitou contratos mesmo com valores reduzidos. "Eles vieram se aventurar. Não têm compromisso nenhum com o Estado".

O presidente do Sinergia criticou a postura da Enersul, que poderia ter contratado uma prestadora de serviços com um valor que proporcionasse salários melhores. "Eles só pensam no lucro", afirma Vargas.

Greve generalizada

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