A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

01/08/2013 16:01

“Estou apavorado”, diz Puccinelli sobre desfecho de conflito indígena

Bruno Chaves e Edivaldo Bitencourt
Puccinelli participou de reunião na Famasul (Foto: Bruno Chaves)Puccinelli participou de reunião na Famasul (Foto: Bruno Chaves)

O governador André Puccinelli (PMDB) disse estar "apavorado" com o desfecho dos conflitos indígenas em Mato Grosso do Sul. Na segunda-feira, o grupo de trabalho do Governo federal apresentará a proposta para solucionar o problema no Estado. Estima-se que só investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão pode acabar com a guerra por terra entre índios e produtores rurais.

Veja Mais
Dinheiro disponível para indenização paga 1/3 da Buriti, diz Famasul
Governo estuda arrendar terras em MS e desagrada fazendeiros e índios

A situação é mais tensa na Reserva Buriti, formada por cinco aldeias, em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande. Os índios querem ampliar a área de 2 mil para 17 mil hectares. Para pressionar a demarcação, eles invadiram duas fazendas na região. Durante a desocupação da Fazenda Buriti, da família de Ricardo Bacha, houve confronto entre a polícia e os índios. 

Durante a operação, o índio terena Oziel Gabriel, 35 anos, morreu após ser baleado. Um outro índio, Joziel Gabriel Alves, 32 anos, corre o risco de ficar tetraplégico  após ser baleado em outro confronto, entre produtores rurais e índios em outra fazenda na área do conflito. 

Como o prazo dado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acaba na segunda-feira, o governador teme o desfecho dos trabalhos. Quando Cardozo esteve em Campo Grande, prometeu que até o dia 5 de agosto definiria o posicionamento da União sobre a questão. Mas até o momento, a quatro dias do prazo final, o Estado não consegue obter informações do Ministério.

Caso o Governo Federal não encaminhe uma resposta conclusiva aos produtores rurais e indígenas, “vai dar briga entre branco e índio”, lamentou o governador.

“Não sei se vão comprar as terras”, comentou Puccinelli sobre uma possível atitude da União para solucionar os conflitos. “Seria leviano de minha parte afirmar isso”, emendou ao dizer que até o momento não tem nenhum posição.

O desembargador Sérgio Martins, que faz parte da comissão criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para estudar uma solução para os conflitos indígenas em MS, alertou para o risco das propostas do Governo federal. Uma solução, que não agradou índios e brancos, foi o arrendamento de terras. 

O Governo federal pretende arrendar as áreas em conflito até o fim do impasse. Nesse caso, os índios entram na terrra e os produtores receberiam pelo aluguel. Com o fim definitivo do caso, os produtores poderão ser indenizados. Os índios e produtores querem uma solução definitiva, mas a medida exigiria, só para  Buriti, investimento de R$ 150 milhões, segundo estimativa da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).

Polícia Militar apreende quase meia tonelada de maconha em Bela Vista
A PM (Polícia Militar) de Bela Vista – a 322 km de Campo Grande – apreendeu 454 quilos de maconha na madrugada deste domingo (11). Conforme Boletim d...
Trabalhador rural sofre hemorragia ao ser atacado por vaca em curral
Um trabalhador rural de 41 anos ficou gravemente ferido após ser atacado por uma vaca na tarde deste sábado (10), numa propriedade a beira do Rio Par...



Gostaria de comentar que sou uma das proprietárias invadidas e até onde eu tinha conhecimento minha família colaborou de forma contundente e inquestionável na organização e origem deste Estado conforme deveriam ter noção os historiadores. Meu bisavô por parte de mãe foi Governador do Estado, avós responsáveis pela 1a Constituinte, o avô por parte de meu pai foi um dos responsáveis pela fundação da cidade de Aquidauana. Não se difama a história desta maneira, estes fatos, assim como o extermino dos indios ocorreram, sendo que este ultimo deveria ser cobrado das Missões Católicas assim como dos governos portugueses colonizadores da época. Não se corrigem erros passados causando mais erros, a justiça pode e deve ser feita de maneira mais lúcida, disciplinada dentro da lei. Não ao Confisco.
 
Miriam Alves Correa em 03/08/2013 12:26:12
João de Deus, sua conta está errada:
De um lado Produtores rurais e índios, ambos brasileiros, vítimas de um governo federal medíocre, que prefere um estádio de futebol que uma vida humana.
Do outro lado o governo, que quer ver o circo pegar fogo, pq enquanto aqui em baixo ficamos nos matando, lá em Brasília Dilma reina soberana... é o dividir para conquistar.
Se ambos se unissem contra quem realmente pode resolver o problema (governo federal) quem sabe não existiria mais problema.
 
Mateus da Silva em 02/08/2013 10:02:48
De um lado, índios que tiveram seus ancestrais assassinados e suas terras tomas, do outro fazendeiro que dizem ser donos das terras que o estado lhe deu, agora querem dinheiro, dinheiro pra plantar, pra colher, pra armazenar...
 
joao de deus em 01/08/2013 16:45:03
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions