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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

09/03/2011 10:10

Anastácio e Aquidauana estendem feriado e suspendem aulas até 6ª na zona rural

Marta Ferreira
Uma das preocupações é com o movimento na passarela metálica, onde muitas pessoas passam mal. (Foto Aquidauana News)Uma das preocupações é com o movimento na passarela metálica, onde muitas pessoas passam mal. (Foto Aquidauana News)

As prefeituras de Anastácios e Aquidauana estenderam para o dia todo o feriado de hoje, que seria de meio período, e suspenderam as aulas na zona rural até sexta-feira, em razão dos estragos provocados pelas chuvas na região, tornando as estradas intrasitáveis.

A decisão de estender o feriado hoje foi foi tomada pelo prefeito Douglas Figueiredo e pelo prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman, após reunião om o comandante do 9º Batalhão de Engenharia e Combate, tenente coronel José Henrique dos Santos e a Defesa Civil das duas cidades.

O temor é de que, com a volta do expediente na cidade ao normal, houve mais problemas ainda, por causa dos transtornos provocados pela chuva.

Umas das preocupações é quanto à passarela montada pelo Exército sobre o rio, que está mais de 7 metros acima do normal.

Muitas pessoas, segundo relato dos militares, passam mal ao passar na passarela metálica e algumas chegam a desmaiar.

“Precisamos colaborar com esse trabalho, e ampliar o feriado é uma medida emergencial enquanto às águas não abaixam. Aos comerciantes e entidades públicas e privadas pedimos que sejam compreensivos e entendam a nossa decisão, tudo isso é pela segurança da nossa gente que está sofrendo com essa enchente”, afirmou o prefeito de Anastácio a respeito da medida.

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Há décadas as cidades irmãs sofrem com os prejuízos das enchentes do rio Aquidauana. A maior, segundo consta, nos anos 90, desabrigou muitos mais do que a atual, alcançando o parquinho infaltil da praça Nossa Senhora da Conceição, contabilizando quase 11 metros de nível. De lá até os dias atuais poucas mudanças ocorreram. A prefeitura de Aquidauana até tentou remover os ribeirinhos para áreas seguras, mas como lidar com pessoas que nasceram e cresceram à beira do Rio? Casas foram doadas a estas famílias, que com o passar do tempo foram vendidas e lá estavam novamente à beira do Rio. O problema das enchentes não é apenas administrativo, social, é também cultural! Se há "marcas" nos muros e em árvores da região ribeirinha, é a mensagem da natureza dizendo: "O velho Aquidauana chega até aqui"! Infelizmente esse problema tem batido à porta dos governantes. Vejam o exemplo do Rio com quase mil mortos e centenas de desabrigados. Nossa legislação florestal reza que há 30 metros do Rio somente deveria existir mata ciliar, mas vejam os exemplos gritantes cidades afora: hotéis, bares e restaurantes à beira do rio, casas, condomínios e edifícios de igual locação. Ora, não seria então prudente seguir a legislação? Mas para isso alguém precisa se indispor com o eleitorado... logo, parece que outras tantas enchentes virão.
 
Leoney Barbosa em 09/03/2011 04:09:33
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