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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

29/08/2014 09:27

Após boato de sequestro, índios ocupam e ateiam fogo em fazenda

Viviane Oliveira
Índios na delegacia de Sidrolândia, após informação de sequestro. (Foto: Marcos Tomé/Região News)Índios na delegacia de Sidrolândia, após informação de sequestro. (Foto: Marcos Tomé/Região News)

Um boato de que o indígena Arcênio Duarte teria sido sequestrado por capangas contratados por proprietário rurais, levou um grupo de aproximadamente 200 índios terenas das aldeias Olha D'Água e Água Azul a invadir, na noite de ontem (28), a Fazenda Santa Clara, em Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande. Eles atearam fogo em todas as casa da sede da propriedade.

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De acordo com o site Região News, representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) estiveram no local e conseguiram convencer o grupo a deixar a propriedade e voltar à Fazenda Cambará, ocupada pelos índigenas há mais de um ano. As lideranças indígenas que estiveram na delegacia de Polícia acompanhando Arcênio explicaram como começou a confusão. 

O indígena acabou sendo preso por porte ilegal de arma por policiais militares á paisana. Ao presenciar a detenção do terena por homens que não estavam identificados, os índios deduziram que se tratava de pistoleiros. Arcênio foi colocado em liberdade ainda na noite de quarta-feira, depois de pagar fiança, arbitrada em dois salários mínimos.

Mal entendido – Na noite de quarta-feira, os policiais do Batalhão de Choque estiveram na Fazenda Santa Clara para fazer uma vistoria determinada pela Justiça. Lá, os militares apreenderam quatro funcionários do proprietário do local, sendo dois menores. Com os funcionários, Olívio Franco e Idiomar Natalício dos Santos, além de 600 gramas de maconha, foram encontradas três espingardas calibre 32 e um revólver calibre 38. Eles permanecem presos e serão indiciados por tráfico de drogas, porte de arma e milícia privada.

Um dos menores apreendidos, de 14 anos, com passagem pela Polícia por roubo, estava com um revólver calibre 38. Ele estava em companhia de uma adolescente da mesma idade. Quando os policias levavam os quatro para a delegacia encontraram na rua, Arcênio, que ao ser revistado foi flagrado com um arma. Foi onde começou a confusão. Os índios que viram abordagem pensaram que se tratava de um sequestro, pois os policiais estavam a paisana.

A Santa Clara era uma das poucas fazendas que os índios ainda não tinham entrado, aguardando o desfecho do processo de compra de todas as propriedades reivindicadas como terra indígena. A propriedade, pertencente ao espólio de Afrânio Pereira Martins, tem 522 hectares, com mais de 900 bois na pastagem. Há mais de um ano se arrasta a negociação entre Governo e fazendeiros para compra dos 15 mil hectares reivindicados como parte da Reserva Indígena Buriti.

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Tudo bem então, foi um mal entendido, quem paga a conta? Quem paga pela situação que os moradores da fazenda tiveram que passar? Tem que parar de deixar os indios fazerem o que quiserem pois vai sair tragédia daqui a pouco e ninguem vai ser responsabilizado.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 29/08/2014 12:30:38
Onde já se viu um negócio desses. Agora eles fazem o que querem e dizem que foi um mal entendido?
É a casa da mãe joana mesmo esse país. Descambando para o completo descontrole e condescendência com atos criminosos como esse.
Nada justifica invadir e colocar fogo. A punição deveria ser exemplar para esse ato dos índios. Fazem o que fazem porque nada lhes acontece ou o que acontece é uma punição risível.
E assim também está a sociedade criminosa no Brasil, que pinta e borda com essas leis ineficientes e condescendentes com mal feitos.
 
Adriano Magalhães em 29/08/2014 10:06:34
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