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25/06/2014 19:19

Bolão de 11 pessoas ganhou R$ 14,9 milhões e gera "central de boatos"

Caroline Maldonado e Mariana Lopes
Na manhã de hoje até quem nunca apostou foi a lotérica fazer a fezinha (Fotos: Marcelo Victor)Na manhã de hoje até quem nunca apostou foi a lotérica fazer a "fezinha" (Fotos: Marcelo Victor)
A dona da lotérica ficou impressionada com o aumento de 30% de apostadores hoje. A dona da lotérica ficou impressionada com o aumento de 30% de apostadores hoje.

O mistério tomou conta de Ribas do Rio Pardo, município com pouco mais de 20 mil habitantes, em que moram os 11 apostadores do bolão sorteado pela Quina de São João, ontem (24). Eles irão dividir R$ 14,9 milhões, parte de um prêmio superior a R$ 133 milhões, que teve acertadores de Contagem, em Minas Gerais; Queimados, no Rio de Janeiro e Ribeirão Preto e São Paulo, do Estado de mesmo nome. Logo que a notícia veio à tona, a "central de boatos' se estabeleceu.

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A novidade motivou até quem nunca apostou a fazer uma “fezinha” hoje na casa lotérica Boa Sorte, a única da cidade. “Hoje já aumentou em 30% o número apostas. Teve gente que nunca veio aqui antes”, conta a proprietária, Ivone Rocha Cardozo Takage, comemorando o aumento da lucratividade com as apostas. Segundo ela, duas pessoas já procuraram a casa lotérica para perguntar onde retirar o dinheiro.

Os novos milionários de Ribas, que fica a 103 quilômetros de Campo Grande, ganharão R$ 1,3 milhão cada. De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica no Estado, os contemplados ainda não apareceram para buscar o prêmio, que pode ser retirado em qualquer agência da instituição. Enquanto isso, os moradores especulam para saber quem são, de fato, os sortudos.

Há  até quem diga que a proprietária da lotérica, onde foram feitas as apostas do bolão, é uma das ganhadoras, mas Ivone nega o boato. “De qualquer forma fico muito feliz por os ganhadores serem daqui. Espero que eles invistam o dinheiro na cidade para que o município possa crescer”, afirmou.

Anonimato - Os boatos indicam o dono da farmácia, dois funcionários públicos, o dono de um posto de combustível, um professor, um pedreiro paraguaio, entre outros. Todo mundo tem um palpite ou quer saber algo mais sobre os ganhadores.

O proprietário da farmácia diz que não faz parte do bolão sorteado, mas já recebeu até ligação de amigos que querem dinheiro emprestado. “Assustei quando começaram a ligar perguntando se eu tinha dinheiro para emprestar. Só aí que eu fui saber do boato, que o povo tava falando que ganhei na Quina”, contou.

Outro indicado como ganhador é bem conhecido na cidade e diz que fica preocupado com o falatório. “Acredito que as pessoas acham que eu ganhei porque eu sempre jogo. Fui conferir, mas não foi eu que ganhei. Acho ruim esse boato, porque tenho medo”.

O senhor que diz que sabe quem são os 11 ganhadores mostra os bilhetes de suas apostas. O senhor que diz que sabe quem são os 11 ganhadores mostra os bilhetes de suas apostas.

O homem conta que soube, pela filha, que estava na faculdade e recebeu mensagem no celular, perguntando se o pai dela tinha ganhado. A moça ficou até com esperança, mas o pai garante que não ganhou nada. “Até foto minha no Facebook já saiu, falando que eu era o ganhador. Eu to levando tudo isso na esportiva”, diz outro suspeito de ter enriquecido. Eu apostei, mas em um bolão lá em Campo Grande”, explica o senhor.

Morador da cidade há 24 anos, o vendedor natural de Cassilandia, José Maria Batista, 54 anos, conhece quase todo mundo da cidade. Ele diz que sabe direitinho quem são os que amanheceram milionários e que tem até alguém bem conhecido dele entre os ganhadores. “Eu até vi o bilhete premiado”, garante. “Desde ontem a noite não se fala em outra coisa. Hoje de manhã eu já sabia quem era todo mundo que ganhou. O bom é que foi tudo gente trabalhadora que precisa do dinheiro”, afirma.

A segurança é o único problema que preocupa quem está sendo apontado como ganhador. No dia 16 de abril, o agricultor Nola Menegussi, de 70 anos, morador do município de Figueirão, a 270 quilômetros de campo Grande, ganhou o prêmio de R$ 37,6 milhões na Mega-Sena. No último fim de semana, ele fez uma doação de R$ 3,7 milhões para o Hospital do Câncer de Barretos, Hospital de Câncer Alfredo Abrão e Hospital Municipal de Figueirão.

A rotina do novo milionário não mudou muito, de acordo com os amigos. Ele mora no mesmo lugar, uma propriedade próxima a cidade e medo de assalto ele não tem, porque já aplicou todo o dinheiro, segundo o amigo e vice-prefeito de Figueirão, Rogério Rosalin.

“Aqui ele é mais um milionário na terra do gado. É muito difícil acontecer alguma coisa, porque tem outros produtores ricos aqui. Então, qualquer veículo que entra aqui a Polícia Militar já checa quem é e o que veio fazer aqui, porque a cidade não é rota para outro lugar”, garante o vice-prefeito.

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